terça-feira, 23 de dezembro de 2008

E hoje foi mágico: Feliz 2009

Há pelo menos duas semanas eu me pego pensando na mesma coisa, sempre que me dou conta de si, estou naquele mesmo assunto, talvez seja reflexo daquilo que estou lendo no momento, sei lá: “Queria encontrar todas as pessoas que já passaram na minha vida, queria ver como todos estão. Aqueles amigos que estudaram comigo no primário. Ou então aqueles que moraram na minha rua tempos atrás.

Poderia ser aqueles também que durante a minha adolescência tiveram algum significado pra mim, e olha que eu demorei à crescer, sempre tive um certo retardadismo. Mas enfim, isto não vem ao caso.

Trabalhei o dia todo, pensando que o dia seguinte era meio expediente, que seria meu último dia de trabalho e depois: Férias. Eu precisava extravasar! Sentado em uma mesa de bar, tomando a minha Brahma para formalizar as férias, o natal e o ano que se inicia, pois foi a abertura das “festas”, hehe, quando o inesperado aconteceu: O verdadeiro encontro!

Lembra das pessoas que conviveram comigo no passado? Pois então, encontrei o Du, que tocou bateria com a gente em 1998, por ai. Fiquei impressionado, pois já estava meio chapado, mas conversamos nostalgicamente, como há tempos, porém como se o tempo não tivesse passado. Retornamos há um tempo que estava esquecido, preso no pensamento que vive para o trabalho.

Enquanto falávamos, me lembrei de uma época boa, como todas as épocas em que vivi, pois aproveitei cada uma delas. Lembramos de aniversários, shows e coisas em comum, foi divertido. Quando voltei para a mesa dos meus camaradas, e fiquei lembrando que meu pensamento de semanas havia se cumprido, que eu havia encontrado pelo menos uma pessoa que conviveu comigo no passado tivesse se tornado real, que veio a segunda surpresa:

“Perique” Caralho, o Perique? Há quanto tempo eu não lembrava deste nome? Quantos momentos que demos risadas e ficou perdido no passado? Nossa, eu nem conseguiria lembrar quantos anos que o conheço, pois só não conheço-o a trinta anos porque sou mais velho, já que o conheço desde que o nasceu.

E foram mais risadas, impressionante. E eu que ainda vagamente lembrava que no dia seguinte trabalharia meio período, continuava rindo, como se anestesiadamente regressaria ao passado. Realmente, o pensamento havia se cumprido, se concretizado.

Finalmente, mais uma vez fiz uma parábola daquilo que penso e acredito, de que naquilo que pensamos positivo e com o coração se concretiza, foi que me tornou realidade: Acredite, pense positivo, tudo se realiza: Feliz 2009, até breve!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

meu distante campo... minha distante colina...


Vivo na metrópole... Mas quando estou no campo tenho devaneios generalizados de como seremos engolidos pelo crescimento. Desde pequeno, quando viajava e enquanto admirava as paisagens, sempre pensava comigo mesmo que quando eu retornasse àquele lugar já haveria casas, pessoas brincando nas ruas e aquele caos de toda metrópole.

Tenho medo deste crescimento! Apesar de mundialmente sermos reconhecidos por ser um país tipicamente agrícola, estamos perdendo nossos campos. O nosso cheiro de terra molhada, o orvalho ao amanhecer está cada vez mais longe da capital, aliás, a capital está se tornando cada vez maior.

Como é gostoso caminhar mata adentro, descobrindo novas formas e espécies, respirar o ar puro que hoje em dia é raro, esquecer da fumaça dos ônibus e caminhões, beber a água pura... Ah como é gostoso ler um bom livro debaixo de uma árvore.

O crescimento desenfreado começa a surtir efeitos. Secas constantes desgastam a vegetação, sol sobre sol, nosso solo seca impedindo que o verde seja vivo. Aquele ar puro já não está mais tão puro, pois o desmatamento desleal é mais rentável, o lucro deixa de ser um assunto desconhecido para os campesinos e passa a ser global.

Hoje eu não sou mais criança e realmente eu tinha razão naqueles ingênuos pensamentos, pois mesmo sem saber o que era uma metrópole eu já sabia que ela tomaria conta de tudo. O progresso é inevitável bem como a inclusão do cidadão. O avanço chega aos pequenos vilarejos de uma forma tímida, porém sagaz.

Sinto que daqui a alguns anos não teremos mais campos, não teremos mais sossego, e infelizmente seremos engolidos por inteiro, por aquilo que já nos engole aos poucos e diariamente.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Mano Chao - Me Gustas Tú

http://www.youtube.com/watch?v=mzgjiPBCsss

me gustan los aviones, me gustas tú
me gusta viajar, me gustas tú
me gusta la mañana, me gustas tú
me gusta el viento, me gustas tú
me gusta soñar, me gustas tú
me gusta la mar, me gustas tú

que voy a hacer - je ne sais pas
que voy a hacer - je ne sais plus
que voy a hacer - je suis perdu
que horas son, mi corazón

me gusta la moto, me gustas tú
me gusta correr, me gustas tú
me gusta la lluvia, me gustas tú
me gusta volver, me gustas tú
me gusta marihuana, me gustas tú
me gusta colombiana, me gustas tú
me gusta la montaña, me gustas tú
me gusta la noche, me gustas tú

que voy a hacer - je ne sais pas
que voy a hacer - je ne sais plus
que voy a hacer - je suis perdu
que horas son, mi corazón

me gusta la cena, me gustas tú
me gusta la vecina, me gustas tú
me gusta su cocina, me gustas tú
me gusta camelar, me gustas tú
me gusta la guitarra, me gustas tú
me gusta el regaee, me gustas tú

que voy a hacer - je ne sais pas
que voy a hacer - je ne sais plus
que voy a hacer - je suis perdu
que horas son, mi corazón

me gusta la canela, me gustas tú
me gusta el fuego, me gustas tú
me gusta menear, me gustas tú
me gusta la coruña, me gustas tú
me gusta malasaña, me gustas tú
me gusta la castaña, me gustas tú
me gusta guatemala, me gustas tú

que voy a hacer - je ne sais pas
que voy a hacer - je ne sais plus
que voy a hacer - je suis perdu
que horas son, mi corazón

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Última Estação: Esperança!


Me sinto vivo, me sinto forte. Nenhum sangue será derramado, não mais. Olhos nos olhos é o que eu quero, sentir o seu cheiro me faz bem. Estou tão próximo que posso até enxergar, aquele mar calmo que está a me esperar.

Cada pétala de rosas que se desmancha em minhas mãos eu consigo sentir o prazer que é te tocar. A cada instante da fragrância que se desvanece no ar, capturo-a como quem não quer deixá-la escapar.

Fico de costas apenas para sentir a brisa, que de certa forma ela faz me acalmar, e de olhos fechados fico imaginando que até você, ela pode me levar. Ah, como seria bom se em uma fração de segundo eu pudesse voltar, segurar em suas mãos, apenas para te ver caminhar.

Não carrego lenços, mas meus documentos estão todos em mãos esperando o dia da minha condenação. De punhos cerrados eu estou sempre de prontidão, pois eu ainda acredito em sua redenção.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Mais um ano se passou, e mais uma vez eu queria deixar a minha mensagem para todos vocês:

2008 foi um ano intenso. Foi o ano do marketing (Ratão 30 anos e pau no cu do mundo), 120 anos da Brahma, o ano em que eu fiz 30, o ano de rever conceitos e principalmente o ano de investir em mim mesmo. Em qualquer mesa de bar eu falava que era o ano em que mais havia gastado dinheiro, é mentira! Foi o ano em que eu mais investi em mim. Fiz coisas que até meus pais duvidavam, corri atrás de alguns sonhos, para chegar aqui com lágrimas nos olhos e dizer: Eu Consegui!
1ª Mensagem: Sempre acredite na sua capacidade!

Algumas pedras no caminho recentemente a vida se encarregou de tirar do meu sapato, aquele calo que me incomodava, hoje já não me incomoda mais. Fico facilmente satisfeito quando vejo que o universo realmente conspira, quando aquilo que nem imaginamos que está acontecendo, no fundo está. Não quero vir aqui dizer aquela frase barata de que “devemos plantar o amor para colher o bem”. Eu venho de outro lugar, não tenho religião mas tenho o meu Deus, tenho a minha fé mas não freqüento um determinado lugar, Devoto de Nossa Senhora e Santa Luzia, mas faço minhas orações em casa. Se eu tivesse que dar algum conselho a alguém, não diria frases bonitas e sim apenas “seja você mesmo”.
2ª Mensagem: Não pense em ser uma boa ou uma má pessoa. Pense em ser você!

Por diversas vezes neste ano eu vivi com aquele nó na garganta, fiz muita cagada, cometi inúmeros erros e alguns deles irreparáveis, mas acertei também! A cada ano que passa e eu fico mais velho, hehe, percebo o quando eu sou chato, sistemático, perfeccionista, sem paciência, mal humorado, mas mesmo assim eu tenho amigos. Talvez pelo simples fato de eu ser uma pessoa fiel com os que circundam a minha volta. Acho que uma coisa compensa a outra.
3ª Mensagem: Nunca traia para não ser traído.

E quem disse que eu não posso falar de amor? Este ano foi difícil, perdi ou deixei se perder o meu grande amor. Este foi um dos conceitos que eu mais tive que rever dentro de mim. Infelizmente, com 30 anos cheguei a algumas conclusões, que se não fosse meu temperamento ou minha falta de maturidade, eu teria chegado a estas conclusões antes e não precisaria passar por isso. Mas não tem problema, nunca é tarde para aprender lições, ainda mais quando a vida não espera. E se assim aconteceu era porque eu deveria passar por isso. Espero ter aprendido a lição, e que eu resgate todo aquele brilho que se perdeu, que se foi... e que aquele sorriso no rosto da Pikinininha seja constante em meus dias, e que realmente tudo se encaixe no final, e que este final não demore, hehe.
4ª Mensagem: Respire e conte até 10. Ao invés de tomar alguma atitude, dê um abraço.

Estão ai 4 mensagens básicas para que 2009 seja foda! É o que o tal do Rato aqui lhe deseja.

Feliz Natal e um Feliz 2009.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

eu estou IMRESSIONADO!

Me chamem do que quiser, batam na minha cara se for necessário, mas eu estou decepcionado. Estou revoltado... Eu estou impressionado!

Agora virou moda espancar idoso, parece passa-tempo bater em quem não tem força pra reagir. Você é violento demais com quem está quieto, se irrita demais com quem te ensinou tudo e tem uma experiência de vida diferentemente de você. Ser idoso é sinônimo de ter conhecimento, de cultura, de vivência, e de vida propriamente dita.

Hoje eu quero ser polêmico, hoje eu quero ser direto e é uma pena que quem deve ler isto, por conta de um problema social, sequer chegará a ter contato com este tipo de informação. É uma pena, porque eu estou agressivo, e estou sem limites, que não consigo conter as minhas palavras.

São com vocês mendigos... São com vocês que eu estou falando. Posso pecar por generalizar, posso errar por nem todos iguais a vocês, assim pensar. Mas a classe toda pagará pelo mau comportamento de alguns. Eu poderia simplesmente aqui falar da filha que bateu na mãe, do neto que bateu na avó, mas não... Deles eu não vou falar.

Além de explorar uma idosa a cozinhar, quando houve uma recusa também houve o espancamento? A que ponto o mundo pretende chegar? Se não há respeito e compaixão com quem só nos tem a ensinar, e que com um simples gesto só queria agradar.

A vida não é ingrata não, seus filhos da puta! Chego a pensar que vocês estão onde mereciam estar e pau no cu de quem quiser me julgar. Sempre procurei a todos vocês ajudar, às vezes com simples gestos ou até com muita ajuda pra dar, mas com este comportamento? A classe toda vai pagar!

Uma senhora que só queria ajudar, em um primeiro momento até em sua cozinha, lhe convidou para almoçar. Disso tudo você fez uma rotina se criar, retornando à sua casa todos os dias dizendo “viemos para almoçar”.

Quanta pretensão seus carniças, covardes!

Deixo aqui o meu manifesto, em solidariedade àquela senhora, aquela idosa, que com seu choro também me fez chorar. Com suas lágrimas me fez pensar, que não devo ajudar quem não quer se ajudar. A “lei da causa e efeito” estava ai na sua cara e você não quis acreditar, achando que seria fácil, uma idosa maltratar.

O meu grito? Aos quatro cantos eu vou ecoar, e mais uma vez, por mau comportamento a classe toda vai pagar, porque uma próxima ajuda minha, pode ter certeza que vai demorar!

Rodrigo "raTo" Seixas - 01/12/2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

c.a.f.é.


Um café bem apreciado é provado com paladar, olfato, tato e também, emoções. Um ambiente aconchegante faz toda a diferença.Ao contrário de chocolate, degustação de café não é exatamente sensual, mas ainda pode ser uma experiência um tanto romântica.

Antes de degustar qualquer café é indicado beber um gole de água mineral natural para limpar o paladar.

Outra dica importante para a preparação da bebida é nunca acrescentar água fervente ao café. Quando muito quente, a água queima o café, interferindo no sabor final. Para amenizar o efeito da água quente no pó e também evidenciar o sabor do grão, colocar de uma fina película de água fria no coador de papel antes do preparo da bebida.

Também não adianta preparar grandes quantidades de café porque depois de 20 minutos pronto, o café perde o sabor e as propriedades benéficas, lembrando que o café deve ser sempre adoçado na xícara. O melhor modo de armazenar o pó é fechar bem a embalagem e guardá-la dentro de uma lata. Atentar-se à data de validade do produto também é importante.

Existem 32 raças de café, com duas especiais. A Arábica é uma das mais importantes, junto com uma outra que não me lembro. Essas duas raças tem mais genes que as demais, e isso torna impossível o cruzamento dessas com as demais raças pra melhora da qualidade dos demais cafés.Bem, o melhor café é qualquer uma dessas duas raças especiais, plantadas em solo roxo, a mais de 800 metros acima dom nível do mar. No Brasil, apenas 60 fazendeiros preenchem os três requisitos. Eles estão no Norte do Paraná, parte de São Paulo e Minas Gerais (a maioria deles).
Existem 3 classificações básicas de café: Comum, Premium e Gourmet.A torra do café também é essencialmente crítica.Dicas pra se curtir um bom café:Boca “limpa de outros sabores” é fundamental pra se extrair o máximo do sabor.Café forte.Eu recomendo açúcar. Nada de adoçantes. Isso estraga o sabor.O olfato e tato são importantes sentidos pra se aproveitar ao máximo o café.Adoçantes, mais que o açúcar, adulteram o sabor do café.O açúcar também adultera o sabor, porém menos que o adoçante.Mas pq açúcar? O açúcar aumenta a densidade do café, facilitando o tato. O café forte faz com que o açúcar altere menos o sabor. Assim, o açúcar se torna um aliado, enquanto que os demais adoçantes, apenas “vândalos do sabor”.
O café de melhor sabor, é o café que tem as qualidades já citadas acima, torrado no ponto certo, recém preparado e quentinho. A água deve ser aquecida a ponto de fervura, mas não pode ferver! Água fervida perde oxigênio e altera (muito) o sabor.Por fim, o ambiente deve ser adequado! O tempo deve ser suficiente. Nada de pressa. Nada de engolir e correr. Tenha tempo pra esfregar o café em toda a boca; tenha tempo pra curtir... E tenha alguém pra conversar (mas não deixe o café esfriar)!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

foi bom esperar - RODOX

O mesmo trem vai passar noutra cidade
Faz minha mente voltar
Nem me lembro mais da última vez
Mas eu não esqueço a falta que fez
Nada pra repor no lugar
Ninguém me vê assim
Descobre o que eu penso no olhar
Reviver o sonho que a gente teve aqui
Deu chance pro futuro
Te devolver pra mim

Alguém me fez sinal
Como quem já me conhece bem
Também senti igual
Dá vontade de ficar pra sempre

Foi bom esperar
Pra que pudesse enxergar
Que o que a gente leva no fim
É a verdade

Só de tocar
Te passo o que eu não posso falar
Foi do mesmo barro que eu vim
Nada nos faz diferente

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

um em um milhão... mas sou único!

Vários assuntos misturados e vários pensamentos no ar, o movimento de rotação faz o mesmo efeito considerando uma causa a acabar. Aquela antiga lei de “causa e efeito” aqui dentro eu quero descartar, prefiro a “teoria do caos” onde tudo posso encontrar.

O peso daquele fardo ainda insiste em deixar aquelas antigas marcas, que de forma alguma conseguimos apagar. Conjugo o verbo “tentar” em todas as variantes, mas a única que me cai bem é a do “Pretérito Imperfeito”, mas é só por uns instantes.

De perfeito? Eu passo longe, e trocando algumas letras sequer eu conseguiria me candidatar. A mente é curiosa, aguça o sentimento que está lá naquele lugar que conhecemos, mas deixamos de lado. Com coragem o capturamos de longe, seguramos pelo braço e chamamos a responsabilidade pra perto.

Valente da armadura de ferro, ele amolece só com os passos de quem está pra chegar, mais uma respirada de perto e o coração valente vai se afogar. E os pensamentos continuam no ar, misturados ou segregados talvez, porém só uma coisa é certa: esta minha vida, foi Deus quem fez!

Rodrigo "raTo" Seixas - 24/11/2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

o combatente cego da espada com lâmina afiada

A espada passa cortando, não deixa de pé sequer um indivíduo
Passamos noites em claro, com medo de dormir sozinhos
A espada se arma e começa cortando, fazendo de tudo para parecer um engano
O seu carro de luxo você não quer perder, mas e o neguinho chorando?

Ah, este aí você não quer nem saber, só lhe interessa seu caviar pra comer
Quanta ingenuidade foi a nossa para em um futuro promissor acreditar
Muito sangue foi derramado em troca apenas de seu nome zelar
E agora, onde vamos parar? Justo quando precisamos de você, com quem devemos contar?

Já me disseram que o capitalismo é tudo a mesma merda
Enquanto muita gente se mata em troco de uma miséria
Você esbanja luxo, carros, grana, casas, em troca de poder
É exatamente igual a você que eu não quero ser, vendo tanta gente sofrer

Eu estou de perto, na linha de frente, posso ser o primeiro mas continuo contente
Hoje estou com o humor abalado, ando pensativo em todo este estrago
A lâmina continua secando, podemos dizer também que ela está descansando
De longe ela começa a olhar, procurando seu alvo para mais uma cabeça cortar

Quem bate sempre esquece e quem apanha vai querer se vingar
E é ao lado deste pensamento que eu não quero estar, quero apenas relaxar
Pouco me importa se você só sabe lucrar, nem assim sua felicidade você vai comprar
Enquanto isso, a lâmina afiada se prepara, te segura pela cabeça para suas pernas cortar!

Rodrigo "raTo" Seixas - 19/11/2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Canção para Amigos - Dead Fish

As vezes penso que foi tudo em vão
Parei pra pensar tantos anos depois
Se lembra quando éramos mais jovens
E tudo parecia ser mais fácil

Acho que crescemos demais
Aconteceu o que temiamos
Não vamos mais nos entender
Se foi a natureza ou o sistema só o tempo, dirá

Vou seguir meu caminho
Lutar pelo o que insisto em acreditar
Vou tentar entender os seus
Desculpe dizer isso mas parece que você se vendeu

Mas que te traga paz
Leveza e força pra continuar
A vida é mesmo estranha
Nada é mais para sempre

Espero um dia poder me sentar ao seu lado
E gordos e conformados podemos rir
Que nossos questionamentos não tenham sido em vão
Espero que algo tenha mudado até, então

Somos adultos demais
Caminhos opostos individuais
Tempo de crise e muita confusão
Queria lutar junto com você mas parece que não

Se canto esta canção
É porque ainda tenho fé
Mas meu sorriso é tão forçado
É porque não estou em paz nem ao seu lado

Se não sentirmos nada
Devemos tentar viver
E se o sistema nos separou
Tentar nos entender

E continuar a acreditar
Que o melhor é dialogar
Mesmo de longe te evitando
Te considero um irmão

Se tenho dúvidas demais
Por isso escrevo esta canção

terça-feira, 4 de novembro de 2008

humildade

Saudade que me bate no peito e que me faz faltar o ar
Aquele nó na garganta que me seguro pra não chorar
Se eu pudesse voltar no tempo, o mundo eu iria lhe entregar
Paro, penso e reflito: é em seus braços o meu lugar

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

deixa eu falar uma coisa...


Só agora eu consegui parar para escrever sobre os meus 30 anos!

Na verdade ainda não tinha caído a ficha por ser tudo muito corrido e também por não ficar fazendo devaneios. Mas foi a melhor sensação que já tive.

Foi sábado, mas sem querer acabei comemorando também na sexta. Já no sábado quando me ligavam, visto que a mística de se fazer 30 anos é muito forte, sempre ouvia atentamente as perguntas “ como se sente fazendo 30 anos? “. Ainda não tinha dado tempo pra sentir, pois havia acordado a pouco, e o gosto de álcool na boca, junto com a cabeça latejando eram fortes.

Então, sempre respondia: Normal, ué!

Foi então que o sábado à noite chegou, e a expectativa de que as pessoas do meu conceito comparecessem era forte. Sem citar nomes, todos estavam presentes, ninguém me decepcionou. Casa lotada, show do WHISKYMÓ, e muita risada. Era realmente o que eu queria, consegui o meu objetivo que fiquei matutando este ano de 2008 inteiro. Não estou falando da festa em si, mas sim da companhia de pessoas queridas.

Fiz esta introdução apenas para dizer sobre as primeiras lições que os 30 anos estão me oferecendo:

1- Muitos reclamam do meu estilo de vida, dizem que ainda vivo como se eu tivesse meus vinte e poucos anos. Mas hoje entendi que se ainda tenho este estilo de vida, é porque ainda tenho gás de sobra para fazer tudo que já fiz, novamente.

2- Descobri também que não basta só saber, precisamos também proliferar o conhecimento. O crescimento também depende desta etapa.

3- Nunca pense que o jogo está ganho, trabalhe sempre pensando no dia de amanhã, vivendo o hoje, e sempre preparado para o futuro.

4- Humildade não é só uma virtude, é o reconhecimento pleno de que errar faz parte da vida, porém, admitir faz um bem danado pra alma.

5- Viver sempre com intensidade e no limite. A vida é uma só, e se cheguei aos 30 cheio de histórias pra contar, quero chegar aos 40 ainda contando todas elas e ainda as que estão por vir.

Poderia dizer ainda muito mais coisas, porém se tornaria a leitura maçante, e como sempre digo que detesto ser chato, não será aos 30 que me tornarei um!

Obrigado a todos vocês que sempre participaram da minha vida, mesmo que seja por um curto espaço de tempo, porém saiba que eu nunca esqueço de nada, e todos os momentos ficam guardados comigo e relembrados a todo instante.

sábado, 18 de outubro de 2008

curta metragem...

E estava geral, aquela correria toda dentro daquele caos
O imprevisível está ao meu lado, e é dele que eu vos falo
Ontem que já não era mais ontem me fez sentir muito bem
A cabeça gira devagar, e dentro da cabeça tento todas as palavras juntar...

É engraçado... ele pensava sem parar como uma noite daquelas ele não tinha há tempos. Ele sempre gostou de música, mas desta vez ele voltou com o som do carro desligado, e intrigado com seus pensamentos que já voltavam a se organizar.

Aquela risada que ela dava era verdadeira e era engraçada, e foi assim que ela deu risada a noite inteira. O repente que o deixa anestesiado também o deixa engraçado, por não saber como agir em uma situação de primeira.

O som do carro continuava desligado, mas ele ainda estava engraçado, hehe.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Crise de Burguês

Fala galera... novo artigo para o jornal.
www.chegasaopaulo.com
e-mail: rodrigoseixas@chegasaopaulo.com

Nos últimos tempos uma das notícias que mais estamos acompanhando é a crise que assola o mundo. Principais jornais, revistas e telejornais gastam numerosas linhas explicando detalhadamente o acontecimento histórico. E a fome no mundo, não tem mais significado?

Crise igual a esta, somente em 24 de outubro de 1929 quando a Bolsa de NY quebrou. Desde então, até nas faculdades aprendemos sobre a tão conhecida crise de 1929. Só que agora nós temos uma nova, a do século XXI, que vem mais encorpada, quebrando grandes bancos e fazendo o “Dono do Mundo”, o Sr. George W. Bush reconhecer que seu país está em crise, que o mundo está em crise. E o analfabetismo, já não é o bastante?

Verdade, o mundo está em crise. Eles criaram um monstro chamado capitalismo e agora este monstro está engolindo o seu próprio criador. Bolsas de Valores ao redor do mundo ficam momentaneamente fechadas, em São Paulo o “pregão” chegou a ser suspenso no dia em que o dólar fechou o dia a R$ 2,1980. E o desemprego, deixaremos aumentar as estatísticas?

Realmente, que crise! Culpa da especulação por um dólar que não existe, culpa da ganância de ganhar mais dinheiro para manter um padrão luxuoso de vida, que somente pouquíssima parte da população mundial tem acesso. Por que nos tornarmos multimilionários? Para sairmos em capa de revistas com aparência de “fodão”? Para aparentarmos aquele aspecto de que todos gostariam de estar ali? Mantendo um ar de inacessibilidade?

Não sou hipócrita de dizer que não gosto de dinheiro. Gosto, e gosto muito, como todo cidadão que trabalha e tem pelo menos algum sonho na vida. Mas que crise é esta que é capaz de parar um mundo? E todas as outras crises que temos? E os mendigos das nossas ruas, não têm valor maior que esta crise?

Quando é a crise dos outros, ninguém se importa. Enquanto muitos continuam a viver sobre condições subumanas, esposas de mega investidores gastam R$ 4.000,00 apenas em uma bolsa, que não é a de valores, porém, que analogia engraçada.

Enquanto o mundo clama por desenvolvimento auto-sustentável, espera ansiosamente por um freio no aquecimento global, emissoras de TV já fazem programas de conscientização e países vendem suas cotas de crédito de carbono, seria totalmente plausível revermos estes demais conceitos.

Por quê? Pois esta crise capitalista é momentânea! Dentro de poucos meses todo este caos se ajusta sozinho, está ai o nome de “teoria do caos”. O dólar voltará a cair, investidores e bancos voltam a lucrar, e novamente páginas de revistas e jornais serão dispensadas para o assunto.

Porém, a crise da fome, do analfabetismo, do desemprego e da miséria sempre existirá, só que não dá ibope e não enriquece ninguém. Sendo assim, elas sempre terão um menor valor e apenas um recorte nos jornais.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Novos Pensamentos Para Um Velho Mundo

Ae Galera... novo artigo para a próxima edição do Chega São Paulo!
www.chegasaopaulo.com

Novos Pensamentos Para Um Velho Mundo – Rodrigo “raTo” Seixas

O termo foi mudado, a velha anarquia já não é mais aquele sistema de comunas, virou sinônimo de baderna. A palavra igualdade que antes era empregada com veemência pelo comunismo e socialismo, hoje tem sentido oposto, o mercado consumista se encarregou de mudar o foco.

Antes partíamos do princípio de que éramos todos iguais, e com o devido respeito e igualdade, nos tratávamos. Hoje já ensinamos as nossas crianças que somos melhores que os outros. Igualdade é ter um carro igual ao do seu vizinho, da mesma forma que é usar algo igual a que seu ídolo usa. Igual hoje é não ser diferente.

Mas e quem é diferente, como se sente? Será que também não quer ser ou se sentir igual?

A ajuda mútua era corriqueira e informal. Todos ajudavam uns aos outros pelo simples fato de ter a ciência de que a ajuda desprovida de obrigações e sim movida por sentimentos era sinônimo de idealismo. Hoje ajudamos com fins lucrativos, pois custa R$ 0,27 mais os impostos. Aonde queremos chegar com tudo isso?

Fomos engolidos por um monstro chamado capitalismo. Não estou aqui para defender outra teoria, mas acredito que como tudo se caminha, estamos remando contra a maré. Aumentamos a criminalidade pela ânsia de quem não tem nada, ou então de quem apenas alguma coisa quer ter. Nós criamos isto!

Para nós, um gari é apenas um gari, bem como um jardineiro é apenas um jardineiro. Por que enxergamos apenas o que nos passa através da retina, se podemos ir além? Se tratarmos com igualdade todos aqueles que julgamos inferiores, voltaríamos ao começo de tudo e daríamos mais um passo adiante.

Faço esta narrativa em primeira pessoa porque também faço parte desta nação, me sinto culpado por algumas coisas, porém em outras eu nem tenho noção. Logo de repente tudo o que se forma começa a rimar, isto significa que não tenho mais forças pra pensar.

Que bom seria se os meus olhos pudessem se fechar, e ao abrirem, não haver nenhuma pobreza e nenhuma indignação a questionar. Mas ai eu não me chamaria Rodrigo e meu país não se chamaria Brasil, que é grande demais para o que eu posso ver, porém é muito pequeno para tudo o que se pode ser.

Analogias perante a um futuro incerto eu até tenho medo de fazer, visto que apenas uma minoria enfadada com a desgraça alheia, não tem nada a temer. Este fogo cruzado entre quem tem o melhor e quem apenas quer um espaço para viver, ainda está longe de acabar, pois por trás desta cortina de fumaça muita gente ainda vai lucrar. Então por que tudo isto mudar?

Enquanto o sentimento alheio tiver forças para conjugar o verbo “ter” em todos os tempos, muitos ainda vão sofrer, pois isto dá mais lucro do que a conjugação do verbo “vender” em um país onde tudo o que se quer é comprar!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

esperando pelas 20:00 hs


Ela bate com uma força violenta, quando menos espero já estou entorpecido, fico pensando, vagando num mundo de passado, presente e futuro. Estou falando da nostalgia!

Velhos tempos, novos tempos e um futuro pela frente. Acreditando na corrente, mas sempre remando contra a maré. Na mesma direção do vento, mas sempre tirando o cisco dos olhos. O mesmo acorde de guitarra ainda martela em minha cabeça, aquele refrão que gruda e te faz sonhar.

Sozinho na estrada ou até mesmo andando na rua, perdido no tempo, mas nunca atrasado para um compromisso. Sempre chego cedo para ir embora cedo, mas as vezes quero ficar até tarde, não tenho pressa.

Em cima do palco eu consigo gritar, e depois de algumas músicas eu não quero mais parar. De pequeno tinha medo, mas muita coragem pra tentar, que junto com três notas, fez a minha vida mudar.

Asa vezes perco a cabeça
Ao ponto de não agüentar
Os dedos coçam que não consigo parar
Desando a escrever, o que as vezes nem eu consigo entender

Leio e releio tudo que está escrito, fico imaginando se nada disso não tivesse registro. De onde tudo vem? Pra onde tudo vai?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

[des] controle + [des] preparo

Ae... Novo artigo para o jornal Chega São Paulo!
www.chegasaopaulo.com

[des] controle + [des] preparo - Rodrigo “raTo” Seixas

No meio das rajadas e disparos descontrolados, está a população com medo e com vergonha. O eixo está em guerra, se ficar do lado de cá da linha toma tiro nas costas, e se atravessar toma no peito.

Os vidros fechados já não espantam mais o medo que antes com apenas um insulfilm fingíamos esquecer lá fora. Já não sabemos mais de que lado vem o disparo, tão pouco sabemos se quem está a olhar na mira é o “mocinho” ou o bandido.

Sabemos apenas que quem está sob o olhar da mira somos nós. Aquele medo quase constante já não existe mais, pois está incorporado no dia-a-dia de cada cidadão que sai de sua casa para estudar ou trabalhar, até mesmo à procura de emprego, o fato é que todos nós estamos sendo caçados na cara dura.

Se formos vítimas de bandidos, entraremos para engordar a fatia da estatística criminalista, seremos mostrados através de gráficos antecedendo o noticiário do futebol, pois fica mais fácil de o povo esquecer. Afinal de contas, o Brasil é o país do futebol e nosso presidente faz questão de frisar isto.

Já se formos vítimas de “mocinhos”, os verdadeiros senhores da defesa de uma nação, seremos então manchete de primeira página de jornal bem como passaremos em todos os noticiários do dia, seremos famosos postumamente.

Culpa de quem? Somente do despreparo de policiais mal treinados? Culpa dos trabalhos paralelos que são obrigados a exercer para conseguir uma renda familiar digna? Culpa da jornada dupla que acabam cumprindo em busca de dinheiro?

Ou a culpa é do descaso que sempre caminha o nosso país? É justo estamparmos jornais com fotos coloridas de tragédias envolvendo policiais militares, mas também seria justo informar que um policial militar em São Paulo ganha exatos R$ 1.240,00 e no Rio de Janeiro ganha em torno de R$ 800,00.

Eu não arriscaria a minha vida para ganhar isto, você se arriscaria? Não! Esta função vai sobrar pra quem? Justamente para quem não tem uma perspectiva de vida diferente desta, quem realmente precisa e quem realmente não tem mais para onde correr.

O resto disso tudo é conseqüência! Nos cansaremos de assistir manchetes como as que vemos com freqüência enquanto todos os demais também estão assistindo tudo isso de longe, dentro de suas casas confortáveis cheios de seguranças, câmeras e cercas elétricas, ou então ouvindo mais uma notícia trágica dentro de seu carro blindado, à prova de confrontos nacionais.

Está na hora de tirar o poder da mão de quem não sabe como utilizar, está na hora de um salário digno para quem vai te defender, acabando com a corrupção interna e até mesmo com esta violência generalizada, pois sinceramente eu não quero me acostumar com esta situação, nem fodendo!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

parte II (again)

Tem gente que passa a vida inteira

Travando a inútil luta com os galhos

Sem saber que é lá no tronco

Que está o coringa do baralho

Raul Seixas

quarta-feira, 2 de julho de 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

será que sou quem vc acha que sou? estranho, né?


Obs.: terminei o 1º semestre com 10 em tudo, estranho isso pra vc?

Quem me acompanha sabe que desde 2006 estou para fazer uma pós-graduação, mas ainda não havia feito. Poderia citar os inúmeros motivos que me levaram a não fazer anteriormente, mas não seria este o propósito e a escrita ficaria longa demais.

O fato é que demorei um pouco para crescer, sem aquela piadinha medíocre de que ainda sou pequeno, demorei demais para tomar vergonha na cara, demorei demais para saber que o RATO que era brincalhão também poderia ser o RATO que queria dar certo na vida. Porque sonho de dar certo na vida todo mundo tem, mas enquanto você só sonha, você não realiza.

Nunca quis abandonar a minha principal característica: a zoeira! Eu nunca falei baixo, sempre falei palavrão, nunca soube estudar pra prova, sempre fui mal educado, nunca respeitei leis, sempre xinguei os outros e só ia bem na escola quando colava. Ou seja, um moleque normal quando desde pequeno enxergava algumas coisas de modo diferente e já tinha muitas perguntas na cabeça montadas esperando apenas a hora para perguntá-las.

O que eu nunca soube e nunca me ensinaram, é que eu não precisaria deixar de ser quem eu era para me tornar alguém, para os outros confiarem em mim, para ter respeito, e o principal de todos: nunca decepcionar Meus Pais. Pois sempre tive a ciência de que sempre fui uma decepção, visto que sou o único da família que repetiu dois anos na escola, reclamações chagavam como simples recados, advertências e suspensões já faziam parte da rotina estudantil, e na vizinhança sempre fui visto como “o filho da puta que bate nos outros e ainda xinga os mais velhos”. Para um pai e uma mãe nascidos na década de 30, isto era coisa do demônio, do outro mundo, enfim... eu era um moleque do caralho! Eu mesmo não sabia o que seria de mim com os estudos.

O tempo passou, eu cresci, se desvinculei de tudo o que me disseram sobre certo e errado, apenas lembro dos conselhos que me deram, pois sempre busquei as minhas verdades, conquistei o meu espaço com aquela personalidade antiga de moleque, mas com a sabedoria de um guerreiro e com a vontade de sempre querer mais! Com estes 1,62 metros de altura fui além do que eu mesmo imaginava, mas quando me dei conta não estava nem na metade do caminho de onde pretendo chegar.

Com 29 anos consegui graças a Deus a oportunidade de realizar um dos poucos sonhos que guardo comigo: Pós-Graduação no Mackenzie. Confesso que poderia ter uns sonhos melhores, como por exemplo ser rico, mas como verdade que busquei em mim, vejo que com estudo e cultura posso chegar mais longe que isto. Legal, né?

Com 29 anos também descobri mais uma coisa, que não adianta você achar que é o correto em tudo, pois com certeza o que é certo para mim, absolutamente será errado para você. E para viver em sociedade, tanto você como eu, devemos aceitar as adversidades. Então não me julgue como você está acostumado a fazer, pois esta pessoa aqui que você julga ser tão errado, acaba de encerrar o semestre com 10 em todas as matérias. Será que não há algo de errado nisso? Será que tudo que estou sendo tachado condiz com o que realmente sou?

Há algo de podre no reino da Dinamarca!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

a poesia sem nome!

Rodrigo "raTo" Seixas - 13/06/08

Quando um pássaro pára de bater asas é porque ele já não quer mais voar
Ao invés de sofrer e se lamentar, ele quer apenas em seus sonhos viajar
Não queira entender aquele sentimento, que dentro de você pode se perder
Porque um dia ao acordar, ao invés de olhar o sol, pode ser o anoitecer

Perplexo, porém com perspicácia um dia ele vai acertar
Aquele alvo tão difícil de achar, que de uma forma ou de outra, acaba por errar
Quem poderá, pela cor dos teus olhos, algum dia te julgar?
Pois se um dia até o mais sábios entre os sábios não soube pensar

Cada pássaro tem seu bando, e juntos eles só querem cantar
Cânticos de um poeta sonhador que mesmo chorando, insiste em acreditar
Em cada palavra que lhe foi dita em meio aquele vendaval
Lá do alto tudo parecia um caos, mas para eles estava normal

Pensamentos martelam em sua cabeça, como se fossem flores
Pois sozinho numa ilha ele está, mas tem também os seus amores
Cada lágrima que escorre por seu rosto, é um pensamento que não foi em vão
E todas elas juntas somam tudo o que há dentro do seu coração

terça-feira, 10 de junho de 2008

s.u.p.e.r.a.ç.ã.o

Era sexta-feira... misturou-se aquela euforia de curtir a sexta como acho que sempre devemos curtir, com o stress de um ensaio de última hora. Nunca fui um bom músico, sempre tive as minhas limitações, e quando me perguntam se toco bem guitarra, a primeira e única resposta que vem à minha cabeça é sempre a mesma: não toco porra nenhuma e engano quem não sabe tocar. Cantar? Pior ainda! Apenas coloco pra fora a energia acumulada que habita meu peito, esperando a hora certa de ganhar a LIBERDADE!

Sábado teve mais um show do WHISKYMÓ, minha banda de longa data, só que um longo tempo sem ensaio pra mim sempre é foda, pois com mil pensamentos na cabeça sempre esqueço muita música e acabo passando uma insegurança para os demais. E na sexta não foi diferente, já que durante o ensaio eu errei pra caralho! Mas um role depois para aliviar a cabeça, conversa com os amigos, Vitché tocando no Submarino Amarelo, fez com que eu segurasse a bronca para o dia seguinte.

No sábado não foi diferente, a Grande Máfia sempre presente nos shows, Carol e Mayara vindo do Guarujá para curtir com a gente, cada um fazendo a sua correria para sempre dar uma força, para sempre fazermos um show de energia. Gente cansada que acordou apenas para ir ao show como o Gordão, por exemplo. Gente como o Alê, Renato e Felipe que não agüentam mais ouvir nossas músicas, novamente o Vitché tocando Killing in the Name para fechar o show. Teve gente até que chegou perto do final do show, mas marcaram presença, como a Ligia e a Marilia. Poderia enumerar todos os que compareceram neste dia, mas como sempre agradeço um a um, pois como rotina mafiosa, sempre nos encontramos na esquina após qualquer evento e dia de show isto é obrigação, pois é onde todos nós nos encontramos de verdade!

São atitudes como estas que fazem a gente ter vontade de continuar, de marcar mais e mais shows, de saber que sempre será a mesma correria e incertezas, contando com a presença de todos vocês como sempre, pois sem vocês não haveria show, não haveria barulho e não haveria um grito final: VALEU!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

bem melhor morto!

Bad Religion

me desculpe pelo sol, como eu poderia saber que você iria se queimar?
e... me desculpe pela lua, como eu poderia saber que você iria desaprovar?

eu nunca mais vou cometer o mesmo erro, a próxima vez que eu criar o universo eu vou me assegurar que nós nos comuniquemos no percurso, oh yeah!

mas até lá, bem melhor morto um sorriso nos lábios e um buraco na cabeça
bem melhor morto, sim melhor que isso
tire isto porque não há nada a perder

me desculpe pelo mundo, como eu poderia saber que você levaria isso tal à mal?
e... eu nunca mais vou cometer o mesmo erro, então se você está procurando por um bode espiatório porque não tenta a raça humana inteira?

só pra brincar com segurança mas até lá, bem melhor morto um sorriso nos lábios e um buraco na cabeça
bem melhor morto, sim melhor que isso
tire isto porque não há nada a perder
bem melhor morto, sim bem melhor morto por que em vez disso você não tenta despetalar margaridas?
bem melhor morto, sim bem melhor morto um sorriso nos lábios e um buraco na cabeça

eu nunca mais vou cometer o mesmo erro, a próxima vez que eu criar o universo eu vou me assegurar que você participe, oh yeah!
tome cuidado
eu nunca mais vou cometer o mesmo erro, a próxima vez que eu criar o universo eu vou me assegurar que você participe por via das dúvidas

terça-feira, 3 de junho de 2008

ESTADO: f.e.l.i.z.

Feliz!
Feliz por entender!
Feliz por ser entendido!

Quem congela no tempo corre o risco de permanecer estagnado. Almas NÃO congelam!
O quanto evoluirmos em um espaço de tempo, apenas benefícios nos trarão como recompensa.
Se a vida é realmente tão bela, então não deixe que tudo fuja pela janela.
Como estamos aqui de passagem, mas não estamos a passeio, mudemos nossos pensamentos a cada hora!

Já dizia meu velho amigo Bob, onde dizem que o sol brilha pra todos, mas se você não buscar algo, ele não brilhará pra você.

Me veio na cabeça agora um som típico da época: DRIVE - INCUBUS

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Politik Kills - Manu Chao

A política mata

A política precisa de votos
A política precisa da sua mente
A política precisa de seres humanos
A política precisa de mentiras

Porque tudo isso meu amigo, é uma evidência: A política é violência

A política mata

A política usa drogas
A política usa bombas
A política precisa de minas
A política precisa de sangue

Porque tudo isso meu amigo, é uma evidência: A política é violência

A política precisa de força
A política precisa de gritos
A política precisa de ignorância
A política precisa de mentiras

A política mata

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Do you wanna revolution? Stand up and make it now!

Não sei porque, mas ao ler a letra desta música hoje, lembrei do post da Ligia e resolvi postar em sua homenagem!

Tão Iguais - Dead Fish

Eu grito pelo meu país que finge, os absurdos tão normais onde estou.
Eu desejei o teu lugar, quis agir da mesma forma
Aqui todos são iguais!

Impunidade usada pra vencer, comprada com seus votos e sua omissão
Legislar ou pedir pão, não seja tão honesto ou irá morrer!
Se resignar e aceitar, se eles são apenas dez?
Não terá o seu quinhão tão sujo quanto o deles

Normalidade!
Senso Comum!

(Me lembro com se fosse ontem, do meu pai me falando para eu estudar pra ser alguem na vida. E disse coisas sobre o caso aracelli e ana angélica, dizia que não ia dar em nada, lembro dos seus discursos sobre honestidade, de como deverímamos ser e agir)

Eu desejei este lugar, quis agir da mesma forma
Aceitar os mais iguais!
Eu desejei o meu lugar, vou agir da minha forma
Quero coisas mais reais!

Tente conceber!
Tente vislumbrar!
Que é tão igual quanto os que odeia!
Tudo isso vai mudar?
(Tempos depois o meu velho se foi e eu descobri que saber não bastava...)
(...Precisava ser alguém e ter um nome, um brilho ou um padrinho, não abri mão do que aprendi para ser o que eles desejavam que eu fosse, por isso prometi fazer alguma coisa, por todos que sejam honestos, por mim, por lamado, minha avó, meus amores, amigos, irmãos e por todos que sofrem neste estado do Espírito Santo)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Could You Be Loved? (que lição de vida, hein?)


Você poderia amar e ser amado?

Não deixe eles te fazerem de bobo

Ou mesmo tentar escolarizar você

Oh, não !

Você tem a sua própria mente

Então vá para o inferno se o que você está pensando não é certo

O amor nunca nos deixaria sozinhos

Na escuridão deverá aparecer a luz

A estrada da vida é rochosa

E você pode tropeçar também

Então enquanto você aponta seu dedo

Outro alguém está te julgando

Não deixe mudarem você

Ou mesmo rearranjá-lo

Oh, não !

Você tem uma vida pra viver

Eles dizem somente, somente,

Que somente o mais ajustado dos mais ajustados deve viver,

Permanecer vivo.

Você não vai perder sua água,

Até que você fique seco.

Não importa como você o trata,

O homem nunca ficará satisfeito.

Você poderia se amar e ser amado ?

Diga alguma coisa...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Digno de uma sexta-feira!


Nunca tinha visto esta imagem, a surpresa foi tanta que resolvi postar, sem mais nenhum comentário!


terça-feira, 13 de maio de 2008

Eu e o Meu Mundo Chamado Eu!

Galera,

Este será o próximo artigo do Jornal Chega São Paulo! É apenas uma viagem, não se apeguem aos detalhes, hehe.

Eu e o Meu Mundo Chamado Eu – Rodrigo “raTo” Seixas

Blog: www.vermelhoanarco.blogspot.com
e-mail: rodrigoseixas@chegasaopaulo.com


De repente aquele mundo de ilusões desaparece à sua frente, aquele desespero prensando o seu peito já é algo rotineiro.

Você busca informações, você busca soluções, porém tudo o que te dão são apenas “opiniões”. Mas uma vez já me disseram que “opiniões” são diferentes de conselhos, são palpites melhorados. Não devo acatar algo de quem não sabe nem o que está oferecendo.

Não folheio mais jornais, todo aquele sensacionalismo me enoja. Especulam vida de famosos para colocar na primeira página, enquanto um menor delinqüente quebra o vidro do seu carro para te roubar. Mas você se nega a isto. Fica com medo, coloca culpa no semáforo que demorou a abrir, porque não quer enxergar a sujeira na ponta do seu nariz. O que você quer é apenas sorrir, debaixo de um teto sem segurança que vai te engolir. E depois que te cuspir você ficará sem saber como agir, chegando até a regredir.

Não queira saber o que é ver alguém por um prato de comida pedir. Sei que muitos como eu, se negam a dar, porém, num mundo de espertos, de gente que vende terrenos em Marte, em qual mentira devo acreditar?

De frente para a TV eu só ouço bosta, não sei mais o que ver, eu não quero mais te ouvir. O seu carisma popular é em grande escala, mas me ofendo só de ter que olhar para a sua cara. Um povo besta dando lances para um jogo de programa de TV, sonhando em que assim uma BMW vai ter.

Conquistar com trabalho? Demora demais, por que sonhar tão alto se sentado na poltrona eu já consigo engordar? Você engorda com o olho, filho da puta!

Eu quero algo novo, algo diferente, algo que poderemos discutir com toda a nossa gente. Longe de um mundo perfeito eu sei onde estou, caminhando para mais um carnaval em Salvador. Da Bahia eu não tenho nada contra, muito menos com sua gente, o problema é o brasileiro que ainda é muito crente. É crente por sempre acreditar em alguém que nada pode lhe dar, e em mais um futuro agradecer, sem mesmo ter o que comer.

Não estou aqui para causar a discórdia, longe disso, nunca foi minha paródia. Quero apenas viver em paz e perto daqueles que comigo querem estar, para apenas mais uma cerveja brindar, numa sexta-feira em qualquer porta de bar.

Este é meu mundo, o mundo de Rodrigo. Falo bosta pra caralho, mas não guardo comigo. E assim vou vivendo, tentando conquistar um espaço neste mundo, só que ninguém quer me dar.

Mas não tem problema, graças a Deus, Ele me deu imaginação, no paralelismo eu vou caminhando sem direção, pois aqui ninguém vai dizer que estou na contramão.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Reflexão!

Queria que quem entrasse neste blog durante o final de semana, fizesse a seguinte lição de casa:

Analisem e façam uma reflexão sobre a letra de música abaixo. Ela é a típica música que a maioria dos brasileiros ouvem, ou pior ainda, é o tipo de gente que costuma-se bancar para gravar um CD, ou pior ainda, é o que as emissoras de TV colocam em programas para salvar a audiência.

Fica a pergunta no ar: Para onde estamos rumando? E a menoria que tem cérebro? E quem gosta de uma boa música? O que é "boa música"? Será que pagodeiros, funkeiros, maloqueiros, e todos os derivados estão certos e nós que somos os errados?

enfim... Reflitam sobre abaixo:

Vagalume - Latino

Tô chegando...Invadindo...
Vagalume é o meu instinto
A balada é minha casa
Fazer love é meu emprego
Minhas noitadas não me pedem arrego
Carente amigo?Não durmo sozinho
Sou vagalume sem rumo e sem destino
Sou um cão atirado sem dono
Que gosta de zuar
Quando eu vejo uma ninhada na pista
O churros quero dar
Sou torto, tarado, maluco
Um estilo predador
Quando eu tô com birita na idéia
Até choro por amor
Ô DJ aumenta o som
Que eu quero bagunçar
Aumenta a entonação
Que a night é de azarar
Tô mirando uma boca
Só no sapatinho
Minha metralhadora
É só de idéia e carinho

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Proteja-se e Lute!

Proteja-se e lute!
Proteja-se e lute!

Eu quero poder andar
Ser feliz e estar contigo
E se livre pra pensar
Decidir que a mente fique
Ou vá, ou vá, ou vá...

Não deixe que o ódio escravize as nossas crianças
Que a hipocrisia não tenha valor, assim estaremos vivos
Pare e reflita no ouve e sente
Nunca aceite sem pensar
Todo pensamento bom tem seu valor
O valor de ser livre

Proteja-se e lute!
Proteja-se e lute!

Natiruts

terça-feira, 6 de maio de 2008

Déjà vu

E a noite estava linda. Mas era diferente, parecia que ela tinha cheiro. A lua e as estrelas estavam em uma posição junto aos morros e montanhas, que nos convidavam para uma viagem da mente. Uma viagem que ao mesmo tempo fui ao passado, bem como me imaginei no futuro.
De imediato me imaginei há alguns meses atrás fazendo o mesmo trajeto, realizando parte de um sonho, vivendo uma vida. E a noite continuava linda... Me fez literalmente retornar ao passado, lembrar de detalhes que estavam guardados, talvez em lugares secretos, com receios, medos ou até mesmo uma manifestação involuntária.
O cheiro daquela noite eu senti novamente, me fez acreditar em coisas que jamais pensei acreditar novamente.

Será que em algum momento eu falarei a você: Déjà vu!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

(Des) Ordem Mundial - De volta ao Front!

Pessoal, este é um novo artigo que acabei de escrever e sairá no jornal Chega São Paulo!

(Des) Ordem Mundial – Rodrigo “raTo” Seixas

Sentado na sala de aula em uma terça-feira qualquer, assistindo a mais uma aula de Geopolítica e Geoeconomia, uma das aulas que mais admiro, porém, com frases que o professor soltava não me deixavam manter o controle em relação à aula e minha cabeça sem o menor esforço saia daquele lugar. Lugar aquele em que aprendemos teorias, sairemos de lá mais cultos com nós mesmos e com uma experiência teórica também muito boa. Mas e a prática?

Quando falo de aprender na prática não estou falando sobre trabalho e experiência profissional, estou falando sobre a vida, sobre a forma de viver, de como buscamos o melhor para nós mesmos. Ou então, de como poderemos ajudar as pessoas à nossa volta para termos uma perspectiva de vida melhor. Sempre tive o sonho de que se todos nós tivermos este pensamento de ter uma “perspectiva de vida melhor” realmente teríamos, pois é a forma natural da vida, onde tudo se cria.

Dados informam que o valor estimado para a guerra no Iraque seria de US$ 250.000.000.000,00 e está atualmente em US$ 3.000.000.000.000,00! Isto mesmo, três trilhões de dólares. Se na minha humilde cabeça de terceiro-mundista a cifra de duzentos e cinqüenta bilhões já é incalculável, imaginem a de três trilhões? Não estou nem pensando que o valor está informado em dólar, pois só o tamanho do número já assusta.

Tive um pensamento totalmente ingênuo e infantil. Mas talvez para assuntos mundiais como guerras e mortos de fome, realmente eu seja ingênuo. Pois com uma cifra destas, eu acredito que boa parte dos nossos problemas seria resolvido. Até agora nada foi comprovado no Iraque e boa parte dos soldados americanos que morrem são imigrantes, que para permanecer com sua cidadania são voluntários no exército.

Mais uma frase solta e novamente os meus pensamentos saem. Desta vez é sobre a Amazônia. Ao invés de fazermos discursos baratos e incultos como “A Amazônia é nossa!”, deveríamos nos preocupar com os centros de pesquisas que existem no lugar que tanto gritamos que é nosso, pois muito do que há lá de bem natural e brasileiro, está patenteado por outros países. Coisas como guaraná e açaí apesar de serem produtos brasileiros, são patenteados por outros países que desenvolveram pesquisas. Em outras palavras, enquanto gritamos que a Amazônia é nossa, vem gente de fora aqui e desenvolve pesquisas sobre os nossos produtos, e ainda detém o direito sobre eles. Será que ela é nossa mesmo?

Não temos aqui o que é mais necessário para enriquecer uma população, o ensino. A educação no Brasil é corrompida, princípios são invertidos e o lucro toma o lugar da qualidade de ensino. Infelizmente alguns não se importam com isto, outros então sequer sabem o que é ensino e chegam a séries elevadas apenas escrevendo o nome. Mas para as estatísticas está certo, o que importa é o gráfico ficar bonito no jornal, na televisão, na internet e consequentemente no mundo.

Por que tudo isto? De que adianta lutarmos se não usamos as armas corretas? De que adianta 3% da população brasileira ser detentora de toda a renda nacional e 97% viver nas extremidades? Por que existe universidade pública se quem estuda lá tem dinheiro para pagar uma universidade particular?

O problema do mundo é o EUA, já o problema do Brasil é o brasileiro mesmo, pois até nossos próprios representantes forjaram um relatório de avaliação das fazendas brasileiras para a venda de carne bovina à União Européia, e por uma “ironia” do destino, o “jeitinho brasileiro” foi descoberto, a nossa carne boicotada e nossas exportações que já não são muitas, foram comprometidas.

Se o sistema é falido, quem pode julgar o cidadão?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Este blog entrará em luto até o feriado!

Sabe, segurei até o último minuto para tocar neste assunto, não queria escrever nada aqui para tornar a situação normal, umas férias que você fosse tirar. Esta é a minha introdução.

Neste momento Carol, estou falando com vc no msn... eu na minha casa e você na da Talita esperando para o último role. Não queria também que vc chorasse por isso, pois sei que já está chorando bastante, e não queria ser mais um a fazer isto, porém não deu... mesmo sem nos vermos agora, sinto que choramos junto. E quantas vezes eu segurei isto ao seu lado? Quantas vezes vc veio contar de suas ansiedades e tal, e eu querendo dar um de durão? Muitas!

Estou perdido... amanhã, como toda sexta-feira seria o nosso dia, como de muitos que sempre falamos: “se ninguém for, vamos nós dois”. Entre nós a insanidade e a cumplicidade não tiveram limite, e deixei que fosse assim porque sabia que o fim estava próximo. O fim de um tempo e o início de outro. E é sobre isto que eu queria falar:

Fim de um tempo em que curtimos a vida intensamente e todos os dias... nos tornamos além de tudo, cúmplices de boteco, amantes de Brahma, e que seja gelada. Quantas vezes que não ligávamos para o que os outros falavam? Ahhhhhh como era bom! A sua presença apenas era o suficiente para mim. Quantas vezes vc me acolheu das presepadas que aconteceram recentemente, de algumas roubadas de merda que eu entrei, e apenas com vc verdadeiramente eu desabafei. Porque é o que sempre falo, qdo voltamos, voltamos fortes! Decididos a nunca mais nos separar, tipo aquela amizade eterna, sabe. Sempre dizemos um ao outro que nos amamos, mas para a nossa amizade isto ainda é pouco, só que infelizmente ainda não inventaram uma palavra mais forte que esta... então a gente utiliza esta para demonstrar com palavras, porque pessoalmente vai além disso!

Inicio de um novo tempo porque está doendo agora, mas amanhã vamos perceber que a distância é curta, e que a saudade logo vai passar. Lembrar dos momentos que curtimos intensamente, dar risada lembrando das coisas, contando para os outros. Porque vc Carol, é uma menina em que só a sua presença basta, independente da forma que for. Quando estou nervoso no trabalho, só a conversa fora que jogo com vc já me acalma, damos risada tirando barato de alguém ou de nós mesmos, porque nada é na maldade, tudo em prol da risada e do bom humor. Estaremos perto da forma mais gostosa possível, através do pensamento, sempre torcendo para nos encontrarmos logo e curtimos como curto com a Mayara, pois passo um tempo longe dela e qdo nos vemos, curtimos juntos como loucos, literalmente, e com vc será assim também.

Nunca me esquecerei de um dia que não tive aula na pós e fomos tomar uma cerveja. Pra mim foi um momento simples, porém mágico, pois naquele dia, vc, Daniel e Mayara sabiam o quanto precisava despejar uma cerveja goela abaixo. Pois até a sua risada me acalma, me anima, me eleva novamente. Sem contar aqueles segredos que só nós dois sabemos, vc sempre tentando me ajudar e vice-versa. Comemoramos a vitória um do outro como se fosse a nossa própria, pois isso é amor, carinho, cumplicidade e amizade de verdade... para no final, um abraço bem apertado e um beijo bem gostoso eu te dar, dizer “tchau” e aguardar pela próxima vez.
Só vc Carol que sabe a importância que vc tem pra mim, e só eu sei como vc vibra qdo acontece uma coisa boa pra mim, mesmo que no final não dê em nada, e vc sabe do que estou falando, a gente vibra o momento, grita, dá risada... e depois se for o caso, manda tomar no cu e continua a nossa vida. Só eu sei tb dos seus momentos de angústia, de aflição, que por mais que no final tudo dê certo como eu sempre falo pra vc, mas sofro junto pelo simples fato de ver vc sofrer, pois isto é envolvimento total com uma pessoa.

Daqui pra frente a vida será assim: todos nós, a máfia (que é fiel) contando os dias para o próximo encontro, pois o contato será diário, mas os encontros serão aproveitados ao máximo, pois como sempre não importamos pra nada, apenas para ficarmos juntos com os amigos, não importa o lugar, a balada, ou o que seja, para nós o que vale é a presença, o calor. That’s all!

A sua família é a minha família também, pois com o carinho que sou tratado pelos seus pais não tem tamanho, e olha que damos trabalho para eles. Mas é de família, o coração é grande demais, a energia é sempre positiva, e todos estes momentos estão gravados tanto na memória quanto no coração, porque são inesquecíveis!

Por fim Carol, vá com Deus, e que Ele esteja ao seu lado quando eu não estiver. Mas saiba que estarei sempre ao seu lado, seja dormindo, acordado, trabalhando, curtindo, enfim... estamos ligados para a vida toda, e quem quiser que aprenda a conviver com isto!

Sinceramente, raTo!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

War - Bob Marley

Até que a filosofia que sustenta uma raça superior e outra inferior, seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada havera guerra.
Até que não existam cidadãos de 1º e 2º classe de qualquer nação. Até que a cor da pele de um homem seja menos significante do que a cor dos seus olhos havera guerra.
Até que todos os direitos basicos sejam igualmente garantidos para todos, sem discriminação de raça, ate esse dia o sonho de paz duradoura, da cidadania mundial e as regras da moralidade internacional, permanecerão como ilusões fugares para serem perseguidas, mas nunca alcançadas agora havera guerra, guerra.
Até que os regimes ignóbeis e infelizes, que aprisionam nossos irmãos em Angola, em Mozambique, Africa do sul em condições subhumanas, sejam derrubados e inteiramente destruído havera guerra.
Guerra no leste, guerra no oeste, guerra no norte, guerra no sul, guerra, guerra, rumores de guerra.
Até esse dia, o continente africano não conhecerá a paz. Nós africanos lutaremos se necessário e sabemos que vamos vencer, porque estamos confiantes na vitória do bem sobre o mal, do bem sobre o mal...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Brasil, meu Brasil brasileiro!

Estava me segurando para não postar nada sobre isto, mas com o noticiário que assisti hoje pela manhã não tive escolhas.
Como pode um pai fazer o que fez? O seu genitor, por mais jovem que seja acabar assim com um sonho, estamos falando de uma vida, ou melhor, de uma vida toda pela frente que esta pequena Isabela tinha. Estou aqui fazendo um pré-julgamento, que é errado, mas não estou me contendo mais!
Quando a Suzana matou seu pai junto com os irmãos Cravinhos foi algo extremamente chocante, aquilo que a gente só imagina que acontece nos Estados Unidos manja? Aqueles carecas com sobrancelhas raspadas matando todo mundo, é nada minha gente, isto também acontece no nosso Brasil, nossos pais passaram a ter medo de dormir com a porta do quarto aberta. E aquele caso da menina que saiu da escola e foi acampar com o namorado? Foram torturados, estuprados, e violentamente mortos! Todos estes casos, e agora este da pequena Isabela, foram casos que só quem vivenciou de perto soube a dor da barbárie. Todos estes casos também foram e serão esquecidos pela nossa justiça.
Quando digo esquecido pela justiça, quero dizer que já que não existe pena de morte aqui, o mínimo que deveria acontecer com pessoas deste tipo era a morte na cadeia, nada de sair de lá. Acredito que o mais correto seja matar! Não tenho medo e nem vergonha de falar que para crimes como estes a pessoa deve pagar com a vida, e para ser melhor ainda, da mesma forma com que cometeu o crime.
Já imaginaram a Suzana e os irmãos Cravinhos tomando tacada de basebol na cabeça até a morte? E o Champinha sendo estuprado por várias pessoas, depois sendo torturado até morrer? E este rapaz agora, deveria ser sufocado da mesma forma que sufocou a filha, e depois ser arremessado da janela do apartamento.
Não quero causar a desordem em nada, apenas acredito que pagando conforme fez, ninguém mais faria nada. Eu sei, vai ter gente comentando que estamos no século XXI e isto não se aplica. Como não? Estamos em um processo totalmente de regressão. Fico horrorizado com crimes medíocres, quem dirá com estes três exemplos citados!
No mesmo noticiário, que não era sensacionalista, mostrou a prisão de um grupo que assaltavam pessoas que sacavam dinheiro em bancos, bem como roubo de motos. A polícia estava com escuta telefônica há alguns meses, e alguns trechos foram liberados, como este por exemplo: “O cara não quis entregar a moto, tomou tanta capacetada na cabeça, mas tanta, até entregar”.
Amo onde vivo, não troco o Brasil por país nenhum, porém temos um problema cultural muito grande aqui, onde a lei que manda é a do dinheiro fácil, e em todos os sentidos. Não adianta nada nós pessoas de bem andarmos na linha, pois o trem nos pega. Tem que se mudar a estrutura.
C A N S E I de tanta injustiça!

domingo, 6 de abril de 2008

no ano em que eu fiz 30




Não gosto de falar difícil, mas na situação em que me encontro, imagino meu cérebro trabalhando do avesso com Bob Marley sentado ao lado dizendo “abra seus olhos e olhe pra dentro, você está satisfeito com a vida que vem vivendo?”. O pior é que estou! É difícil lidar com isto e confesso que as vezes eu não agüento a pressão. Mas por que tudo acontece assim? E ainda em uma velocidade que a gente não consegue acompanhar.

Sempre fui moleque, eu já nasci moleque. Talvez este seja o ponto principal, aquele “moleque” de 30 anos já não namora mais, faz coisas que a maioria dos caras da sua idade não faz. Fico me perguntando por que vivo assim, ou então por que estou vivendo assim? Não sou ninguém para julgar o que é certo ou errado, mas as vezes acho que estou errado. Engraçado como a cabeça da gente pira se você não segurar a pressão. As vezes penso que queria viver diferente, mas ai eu não seria o “raTo”, seria apenas o Rodrigo, um Ordinary Guy, ou em outras palavras Um Cara Comum. Mas eu não sou comum!

No auge da loucura sempre me olho no espelho e desacredito do que estou fazendo ou do que estou vivendo. Mas ao mesmo tempo eu não me importo, porque logo olho para o lado e penso: “olha quanta história eu contarei para o meu filho”. Mas que filho? Eu nem namoro!

Fico lendo este texto para tentar terminar mas não consigo, estou achando confuso demais, talvez seja porque eu também esteja assim. Que foda, não consigo nem me concentrar.

Sempre tive presente em tudo e sempre estive presente com todos, talvez isto seja parte da culpa por eu ter me tornado quem eu me tornei. Mas por outro lado, imagine se eu não tivesse me tornado quem sou? Seria um cara de 30 anos, casado há algum tempo, levando uma vida comum como muitos que vejo, para depois falar que não se viveu, que não tem história, e querer separar. Preferi pular esta etapa da vida, que posso mais uma vez estar errado, porém infelizmente é o que penso na vida de hoje sobre casamentos prematuros.

Sei que pode não ter nada a agregar na vida de quem ler esta porra, mas é estranho como me sinto, principalmente às sextas-feiras, o dia em que literalmente rasgo a fantasia, jogo tudo pro alto e perco a sanidade mental. Já falei, não me importo com o que digam, simplesmente estou precisando disso e estou fugindo de muitas coisas e cobranças. A vida é curta, curta!

Talvez eu esteja curtindo demais e esquecendo um outro lado. Mas e daí?

Ficou confuso, eu sei, mas no ano em que eu farei 30, imagina como andam as coisas para o lado de cá!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

prooooooonto!


Enfim... Esta menina ai ó, conheci e já botei uma puta fé nela. Natal é aquela tradição né, só quem passa junto que sabe o que acontece, e neste mesmo dia ela mostrou que era das minhas. Até que rolou uma trip e tudo começou. Lembro que falava para os moleques: “nossa, esta mina fala pra caralho”. Mas como todos sempre comentamos, foi uma das melhores trips que fizemos. Depois disso eu não conseguia mais ficar longe desta pessoinha, sempre estávamos fazendo algo e tal. Os dias passavam e eu fui percebendo o que sempre falo pra ela: “Ligia, vc é uma menina que vale ouro”. Só ela que entende o nosso éééééé ou no nosso nããããão. São códigos indecifráveis que para nós tem um valor animal!

Agora, falar do Daniel seria um pleonasmo vicioso! Seria redundância da minha parte dizer aquelas coisas que todos dizem, porque diferente de mim, o Daniel é o cara que tem paciência com todo mundo, não consegue falar não pra nada, está sempre disposto a ajudar alguém. Não que eu não esteja, mas sempre dou uma resmungada pra ver se a pessoa desiste, e ele não. Sei que sou uma pessoa chata, mas este porra ai é quem me agüenta sempre, ouve eu xingar todo mundo, é quem eu conto minhas paradas que não gosto de contar pra ninguém.

É foda, tem o jeitão dele todo diferente do meu, mas é a pessoa que eu mais me dou bem. Nossa banda, ao contrário do que muitos pensam, não é o nosso elo, e sim apenas um complemento. Pois já ficamos diversas vezes com a banda deixada de lado e nunca deixamos de ser amigos por causa disso.

Recentemente brigamos feio, também... Praticamente 15 anos de amizade, já estava na hora de acontecer uma briga para mostrar o que sempre prevalece no final, a amizade verdadeira. Como já disseram isto de mim, eu digo também pra ele, pois o Daniel é um cara comentado, ou seja, quando não está na banca tem sempre alguém comentando alguma história dele, ou alguma mina feia que ele pegou, ahahaha, essa foi maldade minha.

Não gosta muito de me dar o braço a torcer, mas sei que ele sempre me ouve, assim como eu sempre ouço seus conselhos, que em quase sempre ele está com razão. Disse quase porque também não gosto de dar o braço a torcer.

Mas é assim, vivendo, aprendendo, rindo sempre, pois os melhores momentos da vida estão com quem você se sente bem ao lado, e todos os meus amigos me proporcionam isto!

meio sem tempo, vai este mesmo!

Parte II – Rodrigo “raTo” Seixas
Texto publicado no jornal Chega São Paulo!

O som é confuso, em meio a sirenes e buzinas eu vejo um corpo jogado no chão. Ele está coberto com um plástico preto, enquanto uma pessoa comemora a vitória, a família o sofrimento. A verdadeira história só ele sabe, eram 19:30 h da noite, sem nada pra pensar, só queria o seu baseado fumar.
Nunca teve instrução, veio de família humilde desde então. Os seus irmãos? Todos diferentes do “ladrão”. Cada um dos nove muitas vezes passavam fome, outros entravam para a igreja para escapar do crime e da pobreza, acreditando no divino, fugindo do mundo real... mas todos eles sem roubar até mesmo um frango para passar o natal.
Com ele era diferente, preferia a vida fácil pra fugir do batente. O sol do meio dia, aquela “breja” gelada em boa companhia, com os “mano firmeza” planejando mais um crime que como dizia o “ladrão”: Isso aqui vai ser moleza. Sem vacilar saíram todos do bar, cada um para o seu canto esperando a hora chegar, para depois em mais um encontro, a sorte grande brindar.
Na conversa com os irmãos, conselhos eram o que não lhe faltavam, mas todos eles eram repudiados e que com uma risada final ele falava: Já é! A mãe não tinha mais cabeça para lhe guiar, trabalhando de doméstica à garçonete de bar, as vezes chegava a se deitar com qualquer um que pudesse as suas contas pagar, mesmo sem um mínimo de prazer para lhe dar.
O pai ele só conhecia de nome, que morreu até com tiro na bunda, no antigo barraco que depois foi ateado fogo, antes mesmo de o “ladrão” nascer. Esta era a imagem que o “ladrão” tinha do “ladrão”, um pai malandro que morreu como morre um pilantra. Em meio a tanta pobreza, sem estrutura familiar, chegava às ruas mais um menor e desta vez era para te matar.
A rua era escura a propósito. Iluminação? Só a dos barracos mais próximos, pois nos postes já não havia mais lâmpadas, assim a abordagem ficava mais fácil. Não tinha preferência, chegava batendo na porta de qualquer um mesmo sem a esperteza de um bom malandro, que só cometia seu crime na certeza, sem medo de “tomar” uma bala na cabeça.
Desta vez o barulho veio do lado inverso, o tiro partiu do lado oposto aos barracos. A bala que até hoje só havia conhecido uma direção, seguiu o rumo contrário. Não adiantou correr, o barulho veio pelas costas que não deu para perceber, o grau de entorpecentes era tanto que seus reflexos não puderam lhe conter.
O desespero era tanto por mais um “barato” fumar, que mal esperou o carro no semáforo parar e começou a atacar. Ele não sabia, mas a vítima estava preparada para mais um assalto. Legítima defesa nos casos mais remotos, pois pelo lugar que se encontravam, qualquer um ali seria só mais um defunto comido pelos urubus, que sobraria só os ossos.
Com a arma na mão sem tremer e nem piscar, o “ladrão” começou a assaltar. Pedindo o que lhe podia ser visto e também o previsível que qualquer cidadão pode carregar: “Me dá o dinheiro, a carteira e o celular”.
Chega a ser engraçado, mas a vítima o deixou assaltar, pacientemente, entregando tudo sem pressa para que a situação pudesse terminar. Foi este o engano do “ladrão”, achando que seria só virar as costas, correr para dentro da “boca” pra fumar seu baseado sentado no chão. O tiro foi certeiro, não tinha como errar, a raiva era tanta que a arma sozinha conseguia mirar.
Sem passagem pela polícia por conseguir até hoje todos os seus roubos concretizar, no dia seguinte vira manchete de jornal e a notícia logo começa a se espalhar: “Menor morre por bala perdida voltando da escola”.
Depois dessa, começo a duvidar mais das coisas que leio, pois para tudo existem três versões: A minha, a sua e a VERDADEIRA.

segunda-feira, 31 de março de 2008

e a semana de homenagens continua...


Fiquei um tempo olhando para esta foto tentando começar a escrever, pois na verdade não sei nem por onde começar.

Felipe, meu sobrinho, meu irmão e ao mesmo tempo meu filho. Me preocupo sem ter que me preocupar, pois além de o coração ser maior que ele, a mentalidade também não é da sua idade, é avançada demais! Temos o mesmo gosto, mesmo estilo, mesmo tamanho, e a mesma risada. É incrível como gostamos das mesmas coisas toscas. Te amo moleque!

E agora? Fui pra rua e voltei... Cheguei em casa com inspiração pra falar desta menina linda. Menina que pra mim se chama Cirilinha. É aquela coisa né, nos entendemos na risada, falamos sério rindo, e rimos chorando (isto é só ela). Até na música o nosso gosto é o mesmo, e não estou falando de estilo musical, pq isso já está enraizado em nós, estou falando que das mesmas bandas temos as mesmas músicas preferidas. A gente fica cantando “no fun at all” sem ter vergonha. Ahhhhh como é bom.

As vezes eu fico pensando como que alguém pode gostar tanto assim de outra pessoa. Até a nossa filosofia de vida é a mesma: The Life Won’t Wait. E isto também vem da música, pois como diria Nietzsche, sem música o mundo seria um erro. Nossa, que brisa agora, ahahaha. Mas é verdade, cada conselho dado, cada palavra pensada não é à toa e toda conversa sempre vale a pena, pois como todos nós sabemos... a vida não te espera, e pra nada!

A gente sempre fala que vai ensaiar a dança do franguinho antes e sempre esquece, e as vezes na hora fazemos sem ensaiar mesmo, e sempre sai uma bosta. Mas não importa, porque com você é a melhor risada, a mais gostosa e a mais alta! É aquela sem medo de incomodar!

E quando a gente brisa em viajar pra San Diego só pra curtir o clima hardcore, assistir uns shows locais, nossa, isso é algo que só a gente entende o verdadeiro significado. E ficamos sempre falando dos detalhes, e tal.

Mas o bom é que isso tudo é real! Aquele abraço gostoso que só você me dá, mas já logo vem correndo para me aprontar alguma, querer me zoar na brincadeira. Uma amizade verdadeira assim não acaba nunca, é igual aos amigos que eu conheço há 15 e 20 anos! Tinha memorizado um monte de coisas aqui pra escrever, mas fiz um role agora a pouco e saiu isso, mas sei que você vai entender do mesmo jeito, pois pra você terá o mesmo significado, hehe. Te amo Cirilinha!

domingo, 30 de março de 2008

e foi isso!


e este foi meu final de semana... pouca sobriedade e muita história pra contar.


se eu tivesse uma frase para descrever esta foto, seria: aqui rola um mundo paralelo que ninguém jamais vai entender!


sei que sempre ressalto isso, mas aqui a parceiria é verdadeira!

quinta-feira, 27 de março de 2008


não fui trabalhar hoje, fiquei meio mal e tal... mas não é disso que eu queria falar, mas por eu estar em casa tive que dar uma ligada na televisão e procurar o que assistir.


Passei pela MTV e vi um programa da Penelope: MTV na rua. Acho a MTV uma bosta, mas sempre curti a Penelope, então resolvi parar pra assistir o maldito programa. No começo não entendi muito até porque eu estava meio zoado ainda, mas vi que era um programa com tópicos, e deixei lá pra ver.


Tinha uma urna vazia no meio do programa e ela insistia para que as pessoas depositassem as suas carteirinhas de estudante falsas. E como a urna estava vazia, ela estava indignada. Como tenho uma certa admiração por ela, preferi acreditar que ela estava fazendo isso porque o diretor do programa decidiu que ia ser assim. Resolvi trocar de canal.


Coloquei em outro mas ainda fiquei com aquela coisa da carteirinha na cabeça. Por que acabaremos com as carteirinhas de estudante falsas? Esta é a nossa manifestação pacifica contra os altos preços de tudo! Corja de filhos da puta! Aqui no Brasil temos que de alguma forma mostrar a nossa indignação. Por exemplo, estava conversando com o Daniel hoje, e é verdade, não tem mais quase lojas que vendem CD's. Lógico, todo mundo quer ganhar sobre o consumo desenfreado que é aqui, mas este movimento pacifico está ganhando força. Já estamos baixando CD's e livros pela internet.


Agora, antes mesmo de um lançamento sair no cinema, ja se encontra na rede para baixar e assistir de graça. Por que a situação está deste jeito? Por que TINHA que partir para este lado? Estas e outras perguntas sempre martelam na minha cabeça, pois lembro de um passado não tão distante onde havia filas enormes nos cinemas, gente que comprava até antecipado para não perder a estréia e tal... e hoje? salas vazias, cinemark fazendo promoções para deixar o cinema barato.


E a MTV que sempre manifestou contra, vem falar para jogarmos as nossas carteirinhas de estudante falsas no lixo? Ela que vá se foder! Pra gente conseguir alguma coisa aqui é só nesta base mesmo, ninguém quer saber de nada a não ser lucrar sobre este mercado que só tende a crescer. Mas agora a situação está mudando, esta porra de internet cresce numa velocidade violenta, e está sempre a nosso favor.


Logo mais acontecerá com as salas de cinema o mesmo que aconteceu com as lojas de CD's. Ah, não quis nem falar dos show aqui, porque a minha revolta é bem maior, tomaria o post todo!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Falei, falei, falei, e não falei porra nenhuma!


Friedrich Nietzsche – Rodrigo “raTo” Seixas


Quando eu era mais novo, sempre preferi ouvir um CD ao ler um livro. Chegou um momento na minha vida em que, apesar de as letras das músicas serem legais, eu precisava de mais. Porém nunca tive paciência para ler um livro, até me tornar este nerd que aqui lhes escreve, ahahaha.

Comecei lendo sobre coisas que me chamavam a atenção, para pelo menos poder terminar os livros que pegava pra ler, até que o rumo foi se pendendo para a filosofia, e então conheci Nietzsche. De cara achei um sujeito até que engraçado, pois não estava adaptado às pessoas que não tem amigos e tal, mas depois que comecei a ler sobre Schopenhauer, Dostoiéviski, Goethe, Wagner, Voltaire, percebi que para este povo que eu tinha ânsia por conhecer, ser de poucos amigos era normal.

Mas enfim, Nietzsche nasceu em 1844, filho de um pastor (juro que é verdade), perdeu a sua fé na adolescência e aos 25 anos se tornou professor de filologia. A sua história com Lou Salomé também é verdadeira, e depois que ela recusou seu pedido de casamento, ele começou a escrever e não parou mais. Loucura, né? Com quase 50 anos contraiu o que acreditam ser um câncer no cérebro, mas que naquela época era tratado como desespero.

Sem qualquer tipo de receio, sempre afirmou que o budismo e o cristianismo eram duas religiões decadentes. Sempre criticou também a cultura ocidental, por que será? Nunca aqui ninguém leu sobre o outro lado da igreja católica? Enfim, foi um grande desmascarador dos preconceitos e ilusões do gênero humano, sempre achando que a verdadeira moral é um caminho fácil a ser trilhado para subtrair a autêntica visão.

Algumas frases que marcaram o tempo:

"É necessário ter o caos aqui dentro para gerar uma estrela."
"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a musica."
"Eu também quero a volta à natureza. Mas essa volta não significa ir para trás, e sim para a frente."
"Há homens que já nascem póstumos."
"A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."
"Aquilo que não me destrói fortalece-me" (esta é a mais famosa, hehe)
"Sem música, a vida seria um erro." (a que eu mais amo)
"Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar." (vulgo pérolas aos porcos)

Nietzsche alertava que a perda da fé em Deus resultaria em pouco tempo numa sociedade vazia e numa profunda crise em toda a civilização. Para ele, o homem moderno cairia na armadilha de sua própria sociedade cientifica. Se a ciência matou Deus, a mesma não parecia apta a se colocar em seu lugar, viria então o “niilismo moderno” onde o viver não tem sentido e a vida não tem valor.

Nietzsche acreditava na luta de si mesmo para elevação do seu próprio poder e observou que a vontade de poder era a virtude original de tudo o que é vivo. É pela busca de poder que ser busca manter e garantir sua própria existência. Amor, Riqueza, Ciência ou qualquer outros valores seriam somente secundários, pois sem Poder nenhum destas coisas será sinônimo de satisfação e com poder todas estas e outras coisas lhe seriam acrescentadas. A Vontade de Poder reflete-se então no cultivo de nossas próprias potencialidades, livre de toda a culpa moral. O desejo de elevar o próprio poder, saúde e capacidades em algo cada vez maior, é a auto superação que levaria a humanidade niilista moderna à Super Humanidade preconizada pelo filosofo;

Nietzsche estava convicto que esta moral dos escravos era fruto direto do “ressentimento do mais fraco” que por serem explorados, oprimidos e vencidos pelos mais fortes fugiram para seu próprio mundo ilusório onde a fraqueza é uma virtude, e os vencidos o povo escolhido por Deus. Tendo isso em mente, em toda a sua obra o filosofo traçou algumas características que levariam a super humanidade.

Atrelado ao Amor pelo Destino, Nietzsche colocava a importância de se viver o momento. O Eterno retorno ao presente e ao aqui no lugar da fuga para Deus, ou para outros mundos imaginários. O Santo homem para Nietzsche não era aquele que negava o mundo em fugas metafísicas, mas aquele que reconhece a lei natural e não tenta apegar-se a uma ilusão. A vida acontece aqui e agora e não em qualquer outro lugar. A vida do Super-Homem deveria, portanto ser uma “sucessão de momentos”, uma “soma de instantes” e não um presente inconfortavelmente oprimido entre fantasmas do passado e ilusões do futuro.

Este é bem resumidamente o pensamento de Nietzsche. Seus maiores opositores apontam para o fim trágico de sua vida como um sinal da ira divina e do perigo em se questionar as coisas, fazendo ele um perdedor. Mas a verdade é que Nietzsche soube como ninguém viver o que escreveu; “De todo o escrito só me apraz aquilo que uma pessoa escreveu com seu sangue”.

A verdade é que Nietzsche não foi punido por Deus, foi punido sim pela sociedade covarde em que viveu. Ele arrancou o véu da mentira e expôs o ser humano como este de fato é. Nietzsche foi crucificado por ser um gigante andando em terra de anões, uma águia pairando sobre o galinheiro. Era um homem do futuro, era um satanista. Como ele mesmo disse: “alguns homens nascem póstumos.”

Dri, é todo seu:


E a vida continua pra quem fica... – Rodrigo “raTo” Seixas


O mundo é feito de raças, culturas e principalmente de religiões diferentes. Dependendo do ponto de vista, feliz ou infelizmente, esta é a nossa cultura e estes são os nossos costumes. Lógico que com este mundo mais globalizado do que nunca, temos acessos a diversas culturas e principalmente diferentes e novas religiões.

Mas o sentimento pela perda é o mesmo independente de qualquer religião que você tenha, pelo menos aqui no ocidente. Depois de diversos acontecimentos seqüenciais que ocorreram comigo durante os dois últimos anos, acabou mudando demais a minha forma de valor e de perda. Ambos andam juntos.

Antigamente o meu apego ao material era em excesso, hoje ainda é um pouco, pois para quem na infância não teve muito, fica difícil você se desapegar por completo. Mas o valor vai mudando... Aprendi que dizer “te amo” não é apenas para namorada, pois o valor desta palavra, quando empregado com sinceridade, é bem amplo. Hoje em dia não tenho vergonha a estender o emprego desta poderosa e contagiante palavra à minha família, principalmente aos meus sobrinhos, e amigos.

Por mais que muitos me conheçam por ser uma muralha, apesar do tamanho, aquele que não chora, que não se expressa abertamente, isto também muda. A vida nos ensina todos os dias e em várias formas. Por mais que as vezes eu ainda me esqueça disso, procuro lembrar de um passado não tão distante quando o significado de perda realmente bateu à minha porta.

Percebi que perda não era das vezes que se terminava um namoro e eu ficava mal, ou então, aquele “amigo” que se distanciou um pouco. Não era também aquele emprego dos sonhos que deixou de ser. E aquele bem que te roubaram? Me ensinaram também que com o trabalho árduo de sempre, a gente consegue tudo novamente.

Então o que é a perda para mim? É aquele ente querido que se vai sem ao menos te dar um tchau da forma que você gostaria. Muitos para mim já se foram e eu em vida não tive coragem de dizer o que realmente sentia por eles. Mas ainda bem que o tempo me ensinou a mudar, dar valor em vida, agradecer sempre e o principal de todos... não ser egoísta, pois quando há sofrimento demasiado, é foda!

terça-feira, 25 de março de 2008

de volta ao FRONT!


UMA REFLEXÃO AO MEIO AMBIENTE - Rodrigo "raTo" Seixas

Texto publicado no Jornal Chega São Paulo!



Enquanto os ecologistas, no auge do ano de 1992, brigavam por um mundo mais ECO, se falava muito em ECOSISTEMA, já se falava também em aquecimento global, eu no auge da minha adolescência, não imaginava o que viria a ser toda aquela conversa.

Os anos foram passando e a consciência do ser humano foi se degradando junto com o meio ambiente. Não quero vir aqui e dizer que as geleiras dos extremos pólos estão descongelando, porque este problema é bem maior. O que eu quero falar tem um cunho bem menor, mas uma força esplêndida, que no fundo o resultado impacta até nas geleiras, indiretamente.

Imaginem um mundo perfeito... Imaginem um povo civilizado... Imaginem ainda, nossos políticos não desviando verba de obras, e sanando todos os problemas de córregos e rios. Pois é, este mundo realmente não existe. Talvez me equivoco quando digo mundo, serei mais realista e dizer BRASIL.

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Por que não nos aproveitamos de tudo isso e não nos tornamos pessoas melhores com nós mesmos? Já que entramos para a lista dos países com altos índices de emissão de gases poluentes, por que não nos conscientizarmos?

Não é papel do Governo, publicar propagandas incentivando a população a ter consciência, não poluir os rios, não jogar papeis, latas e garrafas pelas ruas. Isto, na teoria deveria partir de nós, pois o dinheiro investido em publicidade para este fim poderia ser investido na educação ou programas sociais, já que é uma verba muito alta.

Vamos reciclar! Plantemos árvores! Se alguém na sua frente jogar algum papel no chão, pegue você! Incentive a conscientização ambiental! Estipule como uma meta na sua vida a de preservar toda a forma de natureza!

Não importa a sua idade, nunca é tarde para a conscientização!

domingo, 23 de março de 2008

Das conversas que eu tenho com Deus, eu sempre sou ouvido, obrigado!

Não queria escrever sobre isso, sei lá, acho que o propósito aqui não é este, mas realmente precisava desabafar comigo mesmo.

Esta quinta-feira véspera de feriado eu senti uma das melhores sensações inesperadas que já aconteceram comigo. Deus colocou uma menina na minha vida, e esta menina se chama Carolina. Apesar do mesmo sobrenome, não somos parentes, pelo menos legalmente, mas na consideração somos da mesma família, pois é com quem eu me preocupo, com quem eu quero estar perto mesmo que seja pra não fazer nada, ou apenas para eu me sentir abraçado, como sempre digo. Ela é minha parceira de tudo, e a cada dia que passa nos provamos isso, é demais, ahhhhhhhh. Sempre falo que no nosso caso as coisas não acontecem por acaso, pois depois de tantas que já passamos, hoje somos ligados mais do que poderíamos imaginar. E esta menina foi a responsável pela sensação do inesperado, a sensação inimaginável. E foi uma das melhores, realmente eu sou uma pessoa iluminada e abençoada. (Carol, o que te falei na quinta, foi de coração: TE AMO!).

Junto com esta menina Carolina, veio a irmã dela, a Mayara. Menina que em qualquer situação estará sobre meus braços. Temos a mesma pegada, a mesma risada, a mesma gargalhada e a mesma mania. Nos entendemos através de olhares, através de brincadeiras e risadas. Até nos momentos de conversa séria temos que fazer brincadeira, pois quando menos percebemos, está ela correndo atrás de mim para querer aprontar alguma comigo. Ela é a minha Cirizinho, Ciri, Cirilinha. É quem eu passei longe um bom tempo e não agüentava mais viver assim, pois eu realmente preciso dela, já que somos a mesma pessoa!

E o que dizer do Alê e do Daniel? O Alê é o cara que nunca levantei a voz pra ele, nunca brigamos e sequer chegamos a discutir. Desde os velhos tempos do reggae estamos juntos, e agora que ele descobriu o hardcore ahahaha, como falei pra ele, vou ter com quem discutir isso, e com certeza seremos mais próximos do que já somos. Porra, e o Daniel? Este é o cara! É a verdadeira amizade sem tamanho e sem limites. Desde o meu professor de guitarra até as filosofadas sobre Nietzsche, entre uma tragada e outra, estamos sempre nos entendendo, dando conselhos um para o outro, aprendendo com os erros um do outro, ou seja, vivendo. Amizade invejada por alguns e admirada por muitos.

Quem eu deixei por último? A menina que mudou a minha vida, a minha rotina e que representa muito pra mim. Sempre com a sintonia perfeita, parece que ela me entende por telepatia, acho demais isso. É uma menina rara, esporádica, só de vez em quando, ahahahaha. É a menina que me faz rir nas horas que não posso, só pra ter o prazer de me ver rir. Juntinho, juntinho! A cada dia me fazendo sentir mais próximo e mais realizado como pessoa.

O que eu quis dizer com tudo isso? Que pessoas como vocês são fundamentais na minha vida, amo todos e não tenho vergonha de falar ou de esconder.

“A Máfia É Fiel” Isto é só pra quem é, pois quando você entra, não sai mais!

terça-feira, 18 de março de 2008

hoje em dia


Estranha é a sensação que sinto todos os dias ao acordar: banho, café, trânsito, trabalho (com orgulho) e trânsito novamente.
É incrível como nós odiamos o trânsito, e como a nossa cidade é mal estruturada. Como disse Chico Buarque em uma entrevista para a revista Trip “[...] a cidade é um desastre. Era uma cidade amável nos anos 50, se podia gostar dela. Hoje em dia acho impossível alguém gostar. Estou falando da cidade, da arquitetura, do urbanismo. Se vai falar da vida noturna, cultural, dos restaurantes, hotéis, médicos, aí é muito boa. Mas a cidade é detestável. É um desastre, é a cidade que não deu certo. Lá no Rio, às vezes dá no noticiário “temporal em São Paulo”, e aí vêm aquelas imagens da marginal. Não se pode viver assim, engarrafado”. Ele não está 100% errado! Lógico que como um paulista nato defenderei a minha cidade e tentarei discutir os problemas que nela se instalaram, ou ao menos tentar conviver com eles, já que boa parte do problema eu não posso resolver.

Quando li a entrevista fiquei com raiva dele, pensei: “Olha que filho da puta!”. Lembrei que “Cidade Cinza” basicamente eu escrevi no trânsito quando aguardava para chegar ao trabalho. Trânsito já é rotina, mas quando não está aquela coisa caótica eu até consigo me concentrar em alguma coisa e ter algum insite. Uma das coisas que mais me pego pensando é sobre os motoboys. Se o semáforo está fechado, por que tentar ficar passando por entre os retrovisores até chegar à frente, se terá de esperar o farol abrir? Esta é uma situação que eu realmente não consigo entender, será que para ser um motoboy deve-se agir assim? Por que então chutar o seu retrovisor quando, mesmo dando seta, você avisa que vai mudar de faixa? Não sou daqueles que acredita que uma escola de reciclagem resolve o problema, isto é cultural mesmo.

No mesmo trânsito que acontece tudo isso, também acontece muito mais. Todos os dias eu passo por uma praça que há um acúmulo de “lavadores de pára-brisa”. Meus caros, isto já virou profissão em São Paulo! O semáforo fecha e eles já vêm em bandos com aquela água mijada para “lavar” o seu vidro. Uns com pinos na perna, outros fumando e de óculos escuro... tipo à passeio mesmo. Aquela pergunta básica se você quer que lave não existe mais, o simples fato de estar parado no semáforo significa que realmente você quer que seu vidro seja “lavado”. Já vi chutes e socos em carros quando as pessoas não dão dinheiro, graças a Deus comigo isto nunca aconteceu, pois só quem tem sabe o quanto é suado e o quanto é difícil manter. E a polícia? Por que não constrói uma base comunitária ali, visto que desordem é geral e sem tamanho?

São estas e muito mais que devemos cobrar dos nossos representantes no Poder. São atitudes simples que poderiam mudar o cotidiano e quem sabe o pensamento e a imaginação de quem está parado no trânsito. Pois ao invés de eu escrever tudo isto aqui, eu poderia escrever sobre qualquer outro sentimento.