segunda-feira, 31 de março de 2008

e a semana de homenagens continua...


Fiquei um tempo olhando para esta foto tentando começar a escrever, pois na verdade não sei nem por onde começar.

Felipe, meu sobrinho, meu irmão e ao mesmo tempo meu filho. Me preocupo sem ter que me preocupar, pois além de o coração ser maior que ele, a mentalidade também não é da sua idade, é avançada demais! Temos o mesmo gosto, mesmo estilo, mesmo tamanho, e a mesma risada. É incrível como gostamos das mesmas coisas toscas. Te amo moleque!

E agora? Fui pra rua e voltei... Cheguei em casa com inspiração pra falar desta menina linda. Menina que pra mim se chama Cirilinha. É aquela coisa né, nos entendemos na risada, falamos sério rindo, e rimos chorando (isto é só ela). Até na música o nosso gosto é o mesmo, e não estou falando de estilo musical, pq isso já está enraizado em nós, estou falando que das mesmas bandas temos as mesmas músicas preferidas. A gente fica cantando “no fun at all” sem ter vergonha. Ahhhhh como é bom.

As vezes eu fico pensando como que alguém pode gostar tanto assim de outra pessoa. Até a nossa filosofia de vida é a mesma: The Life Won’t Wait. E isto também vem da música, pois como diria Nietzsche, sem música o mundo seria um erro. Nossa, que brisa agora, ahahaha. Mas é verdade, cada conselho dado, cada palavra pensada não é à toa e toda conversa sempre vale a pena, pois como todos nós sabemos... a vida não te espera, e pra nada!

A gente sempre fala que vai ensaiar a dança do franguinho antes e sempre esquece, e as vezes na hora fazemos sem ensaiar mesmo, e sempre sai uma bosta. Mas não importa, porque com você é a melhor risada, a mais gostosa e a mais alta! É aquela sem medo de incomodar!

E quando a gente brisa em viajar pra San Diego só pra curtir o clima hardcore, assistir uns shows locais, nossa, isso é algo que só a gente entende o verdadeiro significado. E ficamos sempre falando dos detalhes, e tal.

Mas o bom é que isso tudo é real! Aquele abraço gostoso que só você me dá, mas já logo vem correndo para me aprontar alguma, querer me zoar na brincadeira. Uma amizade verdadeira assim não acaba nunca, é igual aos amigos que eu conheço há 15 e 20 anos! Tinha memorizado um monte de coisas aqui pra escrever, mas fiz um role agora a pouco e saiu isso, mas sei que você vai entender do mesmo jeito, pois pra você terá o mesmo significado, hehe. Te amo Cirilinha!

domingo, 30 de março de 2008

e foi isso!


e este foi meu final de semana... pouca sobriedade e muita história pra contar.


se eu tivesse uma frase para descrever esta foto, seria: aqui rola um mundo paralelo que ninguém jamais vai entender!


sei que sempre ressalto isso, mas aqui a parceiria é verdadeira!

quinta-feira, 27 de março de 2008


não fui trabalhar hoje, fiquei meio mal e tal... mas não é disso que eu queria falar, mas por eu estar em casa tive que dar uma ligada na televisão e procurar o que assistir.


Passei pela MTV e vi um programa da Penelope: MTV na rua. Acho a MTV uma bosta, mas sempre curti a Penelope, então resolvi parar pra assistir o maldito programa. No começo não entendi muito até porque eu estava meio zoado ainda, mas vi que era um programa com tópicos, e deixei lá pra ver.


Tinha uma urna vazia no meio do programa e ela insistia para que as pessoas depositassem as suas carteirinhas de estudante falsas. E como a urna estava vazia, ela estava indignada. Como tenho uma certa admiração por ela, preferi acreditar que ela estava fazendo isso porque o diretor do programa decidiu que ia ser assim. Resolvi trocar de canal.


Coloquei em outro mas ainda fiquei com aquela coisa da carteirinha na cabeça. Por que acabaremos com as carteirinhas de estudante falsas? Esta é a nossa manifestação pacifica contra os altos preços de tudo! Corja de filhos da puta! Aqui no Brasil temos que de alguma forma mostrar a nossa indignação. Por exemplo, estava conversando com o Daniel hoje, e é verdade, não tem mais quase lojas que vendem CD's. Lógico, todo mundo quer ganhar sobre o consumo desenfreado que é aqui, mas este movimento pacifico está ganhando força. Já estamos baixando CD's e livros pela internet.


Agora, antes mesmo de um lançamento sair no cinema, ja se encontra na rede para baixar e assistir de graça. Por que a situação está deste jeito? Por que TINHA que partir para este lado? Estas e outras perguntas sempre martelam na minha cabeça, pois lembro de um passado não tão distante onde havia filas enormes nos cinemas, gente que comprava até antecipado para não perder a estréia e tal... e hoje? salas vazias, cinemark fazendo promoções para deixar o cinema barato.


E a MTV que sempre manifestou contra, vem falar para jogarmos as nossas carteirinhas de estudante falsas no lixo? Ela que vá se foder! Pra gente conseguir alguma coisa aqui é só nesta base mesmo, ninguém quer saber de nada a não ser lucrar sobre este mercado que só tende a crescer. Mas agora a situação está mudando, esta porra de internet cresce numa velocidade violenta, e está sempre a nosso favor.


Logo mais acontecerá com as salas de cinema o mesmo que aconteceu com as lojas de CD's. Ah, não quis nem falar dos show aqui, porque a minha revolta é bem maior, tomaria o post todo!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Falei, falei, falei, e não falei porra nenhuma!


Friedrich Nietzsche – Rodrigo “raTo” Seixas


Quando eu era mais novo, sempre preferi ouvir um CD ao ler um livro. Chegou um momento na minha vida em que, apesar de as letras das músicas serem legais, eu precisava de mais. Porém nunca tive paciência para ler um livro, até me tornar este nerd que aqui lhes escreve, ahahaha.

Comecei lendo sobre coisas que me chamavam a atenção, para pelo menos poder terminar os livros que pegava pra ler, até que o rumo foi se pendendo para a filosofia, e então conheci Nietzsche. De cara achei um sujeito até que engraçado, pois não estava adaptado às pessoas que não tem amigos e tal, mas depois que comecei a ler sobre Schopenhauer, Dostoiéviski, Goethe, Wagner, Voltaire, percebi que para este povo que eu tinha ânsia por conhecer, ser de poucos amigos era normal.

Mas enfim, Nietzsche nasceu em 1844, filho de um pastor (juro que é verdade), perdeu a sua fé na adolescência e aos 25 anos se tornou professor de filologia. A sua história com Lou Salomé também é verdadeira, e depois que ela recusou seu pedido de casamento, ele começou a escrever e não parou mais. Loucura, né? Com quase 50 anos contraiu o que acreditam ser um câncer no cérebro, mas que naquela época era tratado como desespero.

Sem qualquer tipo de receio, sempre afirmou que o budismo e o cristianismo eram duas religiões decadentes. Sempre criticou também a cultura ocidental, por que será? Nunca aqui ninguém leu sobre o outro lado da igreja católica? Enfim, foi um grande desmascarador dos preconceitos e ilusões do gênero humano, sempre achando que a verdadeira moral é um caminho fácil a ser trilhado para subtrair a autêntica visão.

Algumas frases que marcaram o tempo:

"É necessário ter o caos aqui dentro para gerar uma estrela."
"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a musica."
"Eu também quero a volta à natureza. Mas essa volta não significa ir para trás, e sim para a frente."
"Há homens que já nascem póstumos."
"A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."
"Aquilo que não me destrói fortalece-me" (esta é a mais famosa, hehe)
"Sem música, a vida seria um erro." (a que eu mais amo)
"Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar." (vulgo pérolas aos porcos)

Nietzsche alertava que a perda da fé em Deus resultaria em pouco tempo numa sociedade vazia e numa profunda crise em toda a civilização. Para ele, o homem moderno cairia na armadilha de sua própria sociedade cientifica. Se a ciência matou Deus, a mesma não parecia apta a se colocar em seu lugar, viria então o “niilismo moderno” onde o viver não tem sentido e a vida não tem valor.

Nietzsche acreditava na luta de si mesmo para elevação do seu próprio poder e observou que a vontade de poder era a virtude original de tudo o que é vivo. É pela busca de poder que ser busca manter e garantir sua própria existência. Amor, Riqueza, Ciência ou qualquer outros valores seriam somente secundários, pois sem Poder nenhum destas coisas será sinônimo de satisfação e com poder todas estas e outras coisas lhe seriam acrescentadas. A Vontade de Poder reflete-se então no cultivo de nossas próprias potencialidades, livre de toda a culpa moral. O desejo de elevar o próprio poder, saúde e capacidades em algo cada vez maior, é a auto superação que levaria a humanidade niilista moderna à Super Humanidade preconizada pelo filosofo;

Nietzsche estava convicto que esta moral dos escravos era fruto direto do “ressentimento do mais fraco” que por serem explorados, oprimidos e vencidos pelos mais fortes fugiram para seu próprio mundo ilusório onde a fraqueza é uma virtude, e os vencidos o povo escolhido por Deus. Tendo isso em mente, em toda a sua obra o filosofo traçou algumas características que levariam a super humanidade.

Atrelado ao Amor pelo Destino, Nietzsche colocava a importância de se viver o momento. O Eterno retorno ao presente e ao aqui no lugar da fuga para Deus, ou para outros mundos imaginários. O Santo homem para Nietzsche não era aquele que negava o mundo em fugas metafísicas, mas aquele que reconhece a lei natural e não tenta apegar-se a uma ilusão. A vida acontece aqui e agora e não em qualquer outro lugar. A vida do Super-Homem deveria, portanto ser uma “sucessão de momentos”, uma “soma de instantes” e não um presente inconfortavelmente oprimido entre fantasmas do passado e ilusões do futuro.

Este é bem resumidamente o pensamento de Nietzsche. Seus maiores opositores apontam para o fim trágico de sua vida como um sinal da ira divina e do perigo em se questionar as coisas, fazendo ele um perdedor. Mas a verdade é que Nietzsche soube como ninguém viver o que escreveu; “De todo o escrito só me apraz aquilo que uma pessoa escreveu com seu sangue”.

A verdade é que Nietzsche não foi punido por Deus, foi punido sim pela sociedade covarde em que viveu. Ele arrancou o véu da mentira e expôs o ser humano como este de fato é. Nietzsche foi crucificado por ser um gigante andando em terra de anões, uma águia pairando sobre o galinheiro. Era um homem do futuro, era um satanista. Como ele mesmo disse: “alguns homens nascem póstumos.”

Dri, é todo seu:


E a vida continua pra quem fica... – Rodrigo “raTo” Seixas


O mundo é feito de raças, culturas e principalmente de religiões diferentes. Dependendo do ponto de vista, feliz ou infelizmente, esta é a nossa cultura e estes são os nossos costumes. Lógico que com este mundo mais globalizado do que nunca, temos acessos a diversas culturas e principalmente diferentes e novas religiões.

Mas o sentimento pela perda é o mesmo independente de qualquer religião que você tenha, pelo menos aqui no ocidente. Depois de diversos acontecimentos seqüenciais que ocorreram comigo durante os dois últimos anos, acabou mudando demais a minha forma de valor e de perda. Ambos andam juntos.

Antigamente o meu apego ao material era em excesso, hoje ainda é um pouco, pois para quem na infância não teve muito, fica difícil você se desapegar por completo. Mas o valor vai mudando... Aprendi que dizer “te amo” não é apenas para namorada, pois o valor desta palavra, quando empregado com sinceridade, é bem amplo. Hoje em dia não tenho vergonha a estender o emprego desta poderosa e contagiante palavra à minha família, principalmente aos meus sobrinhos, e amigos.

Por mais que muitos me conheçam por ser uma muralha, apesar do tamanho, aquele que não chora, que não se expressa abertamente, isto também muda. A vida nos ensina todos os dias e em várias formas. Por mais que as vezes eu ainda me esqueça disso, procuro lembrar de um passado não tão distante quando o significado de perda realmente bateu à minha porta.

Percebi que perda não era das vezes que se terminava um namoro e eu ficava mal, ou então, aquele “amigo” que se distanciou um pouco. Não era também aquele emprego dos sonhos que deixou de ser. E aquele bem que te roubaram? Me ensinaram também que com o trabalho árduo de sempre, a gente consegue tudo novamente.

Então o que é a perda para mim? É aquele ente querido que se vai sem ao menos te dar um tchau da forma que você gostaria. Muitos para mim já se foram e eu em vida não tive coragem de dizer o que realmente sentia por eles. Mas ainda bem que o tempo me ensinou a mudar, dar valor em vida, agradecer sempre e o principal de todos... não ser egoísta, pois quando há sofrimento demasiado, é foda!

terça-feira, 25 de março de 2008

de volta ao FRONT!


UMA REFLEXÃO AO MEIO AMBIENTE - Rodrigo "raTo" Seixas

Texto publicado no Jornal Chega São Paulo!



Enquanto os ecologistas, no auge do ano de 1992, brigavam por um mundo mais ECO, se falava muito em ECOSISTEMA, já se falava também em aquecimento global, eu no auge da minha adolescência, não imaginava o que viria a ser toda aquela conversa.

Os anos foram passando e a consciência do ser humano foi se degradando junto com o meio ambiente. Não quero vir aqui e dizer que as geleiras dos extremos pólos estão descongelando, porque este problema é bem maior. O que eu quero falar tem um cunho bem menor, mas uma força esplêndida, que no fundo o resultado impacta até nas geleiras, indiretamente.

Imaginem um mundo perfeito... Imaginem um povo civilizado... Imaginem ainda, nossos políticos não desviando verba de obras, e sanando todos os problemas de córregos e rios. Pois é, este mundo realmente não existe. Talvez me equivoco quando digo mundo, serei mais realista e dizer BRASIL.

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Por que não nos aproveitamos de tudo isso e não nos tornamos pessoas melhores com nós mesmos? Já que entramos para a lista dos países com altos índices de emissão de gases poluentes, por que não nos conscientizarmos?

Não é papel do Governo, publicar propagandas incentivando a população a ter consciência, não poluir os rios, não jogar papeis, latas e garrafas pelas ruas. Isto, na teoria deveria partir de nós, pois o dinheiro investido em publicidade para este fim poderia ser investido na educação ou programas sociais, já que é uma verba muito alta.

Vamos reciclar! Plantemos árvores! Se alguém na sua frente jogar algum papel no chão, pegue você! Incentive a conscientização ambiental! Estipule como uma meta na sua vida a de preservar toda a forma de natureza!

Não importa a sua idade, nunca é tarde para a conscientização!

domingo, 23 de março de 2008

Das conversas que eu tenho com Deus, eu sempre sou ouvido, obrigado!

Não queria escrever sobre isso, sei lá, acho que o propósito aqui não é este, mas realmente precisava desabafar comigo mesmo.

Esta quinta-feira véspera de feriado eu senti uma das melhores sensações inesperadas que já aconteceram comigo. Deus colocou uma menina na minha vida, e esta menina se chama Carolina. Apesar do mesmo sobrenome, não somos parentes, pelo menos legalmente, mas na consideração somos da mesma família, pois é com quem eu me preocupo, com quem eu quero estar perto mesmo que seja pra não fazer nada, ou apenas para eu me sentir abraçado, como sempre digo. Ela é minha parceira de tudo, e a cada dia que passa nos provamos isso, é demais, ahhhhhhhh. Sempre falo que no nosso caso as coisas não acontecem por acaso, pois depois de tantas que já passamos, hoje somos ligados mais do que poderíamos imaginar. E esta menina foi a responsável pela sensação do inesperado, a sensação inimaginável. E foi uma das melhores, realmente eu sou uma pessoa iluminada e abençoada. (Carol, o que te falei na quinta, foi de coração: TE AMO!).

Junto com esta menina Carolina, veio a irmã dela, a Mayara. Menina que em qualquer situação estará sobre meus braços. Temos a mesma pegada, a mesma risada, a mesma gargalhada e a mesma mania. Nos entendemos através de olhares, através de brincadeiras e risadas. Até nos momentos de conversa séria temos que fazer brincadeira, pois quando menos percebemos, está ela correndo atrás de mim para querer aprontar alguma comigo. Ela é a minha Cirizinho, Ciri, Cirilinha. É quem eu passei longe um bom tempo e não agüentava mais viver assim, pois eu realmente preciso dela, já que somos a mesma pessoa!

E o que dizer do Alê e do Daniel? O Alê é o cara que nunca levantei a voz pra ele, nunca brigamos e sequer chegamos a discutir. Desde os velhos tempos do reggae estamos juntos, e agora que ele descobriu o hardcore ahahaha, como falei pra ele, vou ter com quem discutir isso, e com certeza seremos mais próximos do que já somos. Porra, e o Daniel? Este é o cara! É a verdadeira amizade sem tamanho e sem limites. Desde o meu professor de guitarra até as filosofadas sobre Nietzsche, entre uma tragada e outra, estamos sempre nos entendendo, dando conselhos um para o outro, aprendendo com os erros um do outro, ou seja, vivendo. Amizade invejada por alguns e admirada por muitos.

Quem eu deixei por último? A menina que mudou a minha vida, a minha rotina e que representa muito pra mim. Sempre com a sintonia perfeita, parece que ela me entende por telepatia, acho demais isso. É uma menina rara, esporádica, só de vez em quando, ahahahaha. É a menina que me faz rir nas horas que não posso, só pra ter o prazer de me ver rir. Juntinho, juntinho! A cada dia me fazendo sentir mais próximo e mais realizado como pessoa.

O que eu quis dizer com tudo isso? Que pessoas como vocês são fundamentais na minha vida, amo todos e não tenho vergonha de falar ou de esconder.

“A Máfia É Fiel” Isto é só pra quem é, pois quando você entra, não sai mais!

terça-feira, 18 de março de 2008

hoje em dia


Estranha é a sensação que sinto todos os dias ao acordar: banho, café, trânsito, trabalho (com orgulho) e trânsito novamente.
É incrível como nós odiamos o trânsito, e como a nossa cidade é mal estruturada. Como disse Chico Buarque em uma entrevista para a revista Trip “[...] a cidade é um desastre. Era uma cidade amável nos anos 50, se podia gostar dela. Hoje em dia acho impossível alguém gostar. Estou falando da cidade, da arquitetura, do urbanismo. Se vai falar da vida noturna, cultural, dos restaurantes, hotéis, médicos, aí é muito boa. Mas a cidade é detestável. É um desastre, é a cidade que não deu certo. Lá no Rio, às vezes dá no noticiário “temporal em São Paulo”, e aí vêm aquelas imagens da marginal. Não se pode viver assim, engarrafado”. Ele não está 100% errado! Lógico que como um paulista nato defenderei a minha cidade e tentarei discutir os problemas que nela se instalaram, ou ao menos tentar conviver com eles, já que boa parte do problema eu não posso resolver.

Quando li a entrevista fiquei com raiva dele, pensei: “Olha que filho da puta!”. Lembrei que “Cidade Cinza” basicamente eu escrevi no trânsito quando aguardava para chegar ao trabalho. Trânsito já é rotina, mas quando não está aquela coisa caótica eu até consigo me concentrar em alguma coisa e ter algum insite. Uma das coisas que mais me pego pensando é sobre os motoboys. Se o semáforo está fechado, por que tentar ficar passando por entre os retrovisores até chegar à frente, se terá de esperar o farol abrir? Esta é uma situação que eu realmente não consigo entender, será que para ser um motoboy deve-se agir assim? Por que então chutar o seu retrovisor quando, mesmo dando seta, você avisa que vai mudar de faixa? Não sou daqueles que acredita que uma escola de reciclagem resolve o problema, isto é cultural mesmo.

No mesmo trânsito que acontece tudo isso, também acontece muito mais. Todos os dias eu passo por uma praça que há um acúmulo de “lavadores de pára-brisa”. Meus caros, isto já virou profissão em São Paulo! O semáforo fecha e eles já vêm em bandos com aquela água mijada para “lavar” o seu vidro. Uns com pinos na perna, outros fumando e de óculos escuro... tipo à passeio mesmo. Aquela pergunta básica se você quer que lave não existe mais, o simples fato de estar parado no semáforo significa que realmente você quer que seu vidro seja “lavado”. Já vi chutes e socos em carros quando as pessoas não dão dinheiro, graças a Deus comigo isto nunca aconteceu, pois só quem tem sabe o quanto é suado e o quanto é difícil manter. E a polícia? Por que não constrói uma base comunitária ali, visto que desordem é geral e sem tamanho?

São estas e muito mais que devemos cobrar dos nossos representantes no Poder. São atitudes simples que poderiam mudar o cotidiano e quem sabe o pensamento e a imaginação de quem está parado no trânsito. Pois ao invés de eu escrever tudo isto aqui, eu poderia escrever sobre qualquer outro sentimento.

segunda-feira, 17 de março de 2008

porque eu acordei assim hoje!


Propietários do 3° Mundo – Dead Fish

Promessas eternas por cumprir e mortos demais a esperar,

Sobre uma terra fértil à espera de mãos pra plantar.


Mas os punhos fechados e amargos dos proprietários do terceiro mundo,

perderam sangue demais... pra perdoar!

Mentalidade tacanha e assassina nas favelas do terceiro mundo.

Mortos, suicídios, chacinas somados é o que se vê.


Minério, violência, especulação.

Bens materiais a amar,

Prédios altos que mostrarão quão grande o tombo será.


Mas a ordem e progresso assassina dos educados do terceiro mundo.

São cegas demais pra perceber.

Mas o ódio e a fome dos sem-teto do terceiro mundo.

Justiça por caos podemos ver.


LIBERDADE!


Paz, força e coração... vida, amor, libertação... um desejo incontido nas cabeças do terceiro mundo. Tudo isso virá se pudermos perceber... que amar, viver, cantar, não será em vão.

sexta-feira, 14 de março de 2008


pq sexta-feira pra mim é isso!

pq esta foi a introdução do reggae no punk!

tenha atitude, mas nunca se esqueça da responsabilidade!
*Dia de esquecer a correria da semana e curtir com os amigos*

quinta-feira, 13 de março de 2008

Bandeira a Meio Mastro!

Nação de Futebol – Rodrigo “raTo” Seixas
Texto publicado no jornal Chega São Paulo!


Nação, s.f. (1. natione): Conjunto dos indivíduos que habitam o mesmo território, falam a mesma língua, têm os mesmos costumes e obedecem à mesma lei, geralmente da mesma raça. Col. (quando unidas para o mesmo fim): aliança,coligação, confederação,federação, liga, união. 2. País. 3. O povo de um país. 4. O governo do país; o Estado. 5. A pátria, o país natal. 6. Raça, origem, casta. S. f. pl. Bíblia. Os gentios, os pagãos.
Nacionalismo, s.m.: 1. Preferência acentuada por tudo o que é próprio da nação a que se pertence. 2. Patriotismo. 3. Política de nacionalização de todas as atividades de um país.
Nacionalista, adj. m. e f.: 1. Que se refere à independência e aos interesses nacionais. 2. Patriótico. S. m. e f. Pessoa partidária do nacionalismo.

Sempre fui curioso por conhecer a cultura de um povo. Sempre que tive a oportunidade, não hesitei em conhecer culturas diferentes. Cada país tem sua cultura histórica, popular e a habitual. Por mais que os países terceiro-mundistas tendem a se influenciar nas culturas habituais dos países de primeiro mundo, o Brasil assume um papel secundário neste cenário, esquecendo a sua cultura, apropriando de culturas alheias para se beneficiar aos outros países.
Por exemplo, somos mais desenvolvidos que o Peru, porém o povo peruano não tem vergonha de esconder sua cultura. Descendentes de Incas, tem a marca do sofrimento na cara, mas sempre fazem questão de mostrar ao mundo a sua história, a sua cultura, o seu passado.
O brasileiro é diferente, é americanizado! Tem vergonha de vestir a camisa do seu próprio País, mas usa estampadas em camisetas as bandeiras dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Itália e até da Jamaica, pois está na moda. Mas ai chega a Copa do Mundo... o país pára!
Por quê somos brasileiros apenas na Copa? Por que a única camiseta do Brasil que usamos é a da CBF? Se eu for continuar com estas perguntas, não acabarei mais.
Temos que vestir mais a nossa camisa, temos que cobrar sempre de quem nos representa, ou até mesmo, temos que cobrar mais de nós mesmos! Ao invés de nos focarmos em tendências externas, devemos nos focar e se orgulhar do que é nosso, dos nossos filmes, dos nossos livros, da nossa cultura histórica.
O brasileiro tem preconceito dele mesmo, se orgulha para falar de outros povos, mesmo que seja de um país bem distante, que não uma tecnologia como a nossa, ou que também não tenha a vontade de lutar como a nossa.
Sabemos que muitas vezes não temos motivos para nos orgulhar, quando nos lembramos ou começamos a discutir a nossa história política até os dias de hoje. Mas ao invés de não nos orgulharmos, por que não começamos a agir? Até quando o ditado de que “manda quem pode e obedece quem tem juízo” vai prevalecer? Quando vamos sair pelas ruas com a garra de lutar para deixarmos de sonhar escondido com um Brasil honesto e sem violência?
São perguntas que nunca se calam quando leio no dicionário o significado de Nação, Nacionalismo e Nacionalista e olho para dentro!

quarta-feira, 12 de março de 2008

no pictures!

E este começo de ano, quem esperava? – Rodrigo “raTo” Seixas
Texto publicado na edição de Janeiro/2008 do jornal Chega São Paulo!

Dia 31 de dezembro, aquela ansiedade para a chegada de mais um ano, tentar colocar em prática o que deixou de ser colocado no ano em que ficou pra trás e fazer novos planos para o ano que está por chegar.
Como a maioria dos paulistas “sem praia”, costumo passar a virada do ano costumeiramente na mesma praia desde que me conheço por gente. E lógico que desta vez não foi diferente. Aliás, diferente foi um pouco.
Acordei no dia 1º de janeiro, liguei a televisão e já estavam no ar as vinhetas da Rede Globo para o carnaval. Sempre achei lastimável o carnaval. Há quem não concorde comigo, mas a única coisa de bom que se aproveita é o feriado em si, pois pagar o preço que se paga para desfilar com uma fantasia legal ou assistir ao desfile com “conforto”, acho um dinheiro mal gasto. Seria hipocrisia da minha parte dizer que não pagaria tão caro por ter gente passando fome logo ali ao lado, seria também demagogia demais dizer que o valor é muito alto em relação aos mendigos sob pontes e viadutos. O fato é que assemelho o fato a Formula 1, há quem pague e eu não pago, pronto!
Dia 2, assistindo ao noticiário, vejo os nossos representantes informando o novo pacote para cobrir a CPMF. Descarados, não tiveram vergonha ao dizer que teriam que compensar o rombo que ficaria com a ausência de uma “Contribuição Provisória”. Antes éramos reféns de nossas transações bancárias, sentíamos uma mordida e não podíamos sequer reagir. Não acho justo uma contribuição que visa “ajudar” na saúde pública, visto que isto é obrigação do Governo. Com o tamanho do nosso País e com a quantidade que é arrecadada de impostos, daria muito bem para termos uma saúde pública de qualidade, e isto geraria até uma concorrência leal entre os planos de saúde (isto já é um outro assunto).
O fato é que a mentalidade e a cultura de quem nos representa é única: roubar. Se vivêssemos em um país definitivamente pobre, acharia justo qualquer tipo de contribuição que visasse a melhoria da saúde pública, porém no nosso caso, esta imposição acabou tarde.
Por outro lado, o que ganhamos? Um aumento na IOF (de 0,0041% para 0,0082% ao dia) + 0,38% sobre o montante do fato gerador. Com o perdão da palavra, quem vai se foder é o pobre, pois rico não faz empréstimo, não faz carnê para pagamento, não financia carro e o pior de todos, não utiliza limite de conta corrente para manter o nome “limpo”, pois a única coisa que o pobre tem e se orgulha, é o nome limpo.
Mas o que diriam nossos “Senhores” da nossa falta de segurança? Pois o aumento da IOF não deixou de isentar ou manter a alíquota para os seguros de automóveis. Já temos que arcar com um custo altíssimo do seguro de veículos pelo simples fato de não termos segurança pública, e ainda teremos aumento?
O que diria agora o nosso Senhor Maioral sobre o tal do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento? Talvez, indiretamente, uma coisa não tenha nada a ver com a outra, mas isto não é regredir?

segunda-feira, 10 de março de 2008


Depois da chuva vem o sol. Será? – Rodrigo “raTo” Seixas

“Espaço, espaço... Preciso de espaço! Não perco atuações e atos mesmo quando abaixo para amarrar os cadarços. A livre expressão é o que constrói uma nação”.

Eles não me reconhecem mais, acreditam que eu ainda sou aquela pessoa. A personalidade continua a mesma, ou até mais forte. Mas nunca fale mal de quem anda ao meu lado, nunca critique quem está perto de mim, pois são meus protegidos.

Não são de frases feitas que se constrói uma vida, uma história ou até mesmo uma memória. É de suor e garra, mais nada! Muito me cansa ouvir e apenas ouvir, tudo bem que não posso pedir o que não podem me dar, apenas tenho que me contentar com o que me foi oferecido, cabendo a mim aceitar ou não.

“Me desculpe pelo sol, como eu poderia saber que você se queimaria? Eu nunca mais vou cometer o mesmo erro, e da próxima vez que eu criar o universo, vou me assegurar de que você participe. Pense antes de morrer”.

Sexta passada foi dia de show, não estavam todos que eu gostaria que estivessem, mas estava lá quem deveria estar, e isto vale para qualquer coisa. Aprendi isto faz tempo. A energia que se obtém ao sentir um acorde é algo que não tem como explicar, aliás a minha relação com a música é algo que não entendo até hoje. Está na alma, não vejo ninguém à minha frente, costumo dizer que quando estou num palco estou em um dos raros momentos em que consigo ser eu mesmo.

Mas vamos lá... Hoje é final de segunda-feira e a semana está apenas começando. Para um Terceiro-mundista, tenho que me preocupar com a política externa sem eles saberem que eu existo, tenho que dar valor às eleições americanas mesmo sem votar lá, tenho que saber que o barril do petróleo bateu recorde hoje novamente, tenho que saber também que a nossa taxa básica de juros está para cair meio ponto percentual. Além de ter que me atualizar sobre futebol, crimes que ainda estão em andamento para serem solucionados, a violência no trânsito que só aumenta e terminar meu imposto de renda.

Ainda bem que tenho amigos, poucos, porém verdadeiros, e a eles sou fiel. Não sei porque comentei isso, mas achei que seria necessário.

domingo, 9 de março de 2008

domingo sussa... sem muitas idéias!


Guerrilha Psicológica – Rodrigo “raTo!” Seixas
Texto publicado no jornal Chega São Paulo - www.chegasaopaulo.com

As vezes me vejo sentado em uma cadeira de consulta, pois não consigo imaginar quem está a me questionar. Tento me explicar, falar sobre minhas agonias, me imagino em meio a explosões, quase todo santo dia. Em uma ponta os políticos roubando, no meio complementando, todo o caos aéreo, para na outra ponta irmos administrando os problemas do nosso dia-a-dia.

Explodindo ônibus e metrôs em meio à “Guerra Fria”, fico imaginando todo este caos. Como é que ficaria? Já sonhei com violência, das mais generalizadas, mas se me pego pensando nisso, eu caio na risada. Chego a perder o rumo tentando uma solução para a 1ª ponta e para os problemas do meio, pois a última ponta sempre existirá. Será que só esta já não bastaria?

Dos realistas eu sou o primeiro, pois tenho a ciência de que não vivemos num mundo perfeito. Mas por que tanto? Neste país tão grande, com tantas possibilidades de investimentos, com certeza poderíamos viver melhor. Se é que existe o inferno, quando eles chegarem lá, “comerão o pão que o diabo amassou?” Mas eu não quero esperar por isso, eu tenho sede e pressa!

Como uma árvore seca, mas enraizada, eu vou vivendo. Como posso mudar isso? É tanta coisa que não entendo. Sem lágrimas para chorar, pois seu fruto eu não quero regar, novamente... Eu vou vivendo. Eu vou viver muito doutor? Eu sei que vou! Mas até quando? Até quando doutor? – Isso me consome a cada segundo do dia. Até quando doutor? – Esta ferida não esfria, já se dizia em tudo que eu lia.

Nos tempos da ditadura tantos “amigos” se foram. Histórias são o que não faltam, relatos comprovados surgem a cada livro lido. Fazendo uma parábola com os dias de hoje, chego a pensar que esta situação pode voltar. Então pra que esperar?

A hora da verdade chegou! Vamos ocupar o senado
A hora da verdade chegou! Explosões na sua mente são o que trago
A hora da verdade chegou! Da sua verdade eu já estou mais que cansado
A hora da verdade chegou! Minhas armas estão na cabeça, CABAÇO!

quinta-feira, 6 de março de 2008

de cara!




Cidade Cinza – Rodrigo “raTo” Seixas
texto publicado no jornal Chega São Paulo - http://www.chegasaopaulo.com/



Paulistas, paulistanos... Gringos e suburbanos. Nordestinos, capixabas e gaúchos. Todos nós fazemos parte desta cidade que nos abriga e também a todo o mundo. Assim vamos vivendo, cada um de um jeito, mas todos com a mesma característica: o amor de ser paulistano.

Não importa o sol que esteja fazendo, pois não temos uma praia para curtir e nem para uma “pelada” jogar. A única coisa que o paulistano sabe fazer é trabalhar. Aquele céu cinzento, cheio de fumaça dos veículos que passam desenfreados pelo labirinto sem fim que são nossas ruas e avenidas, com os altos prédios escondendo o sol, perdendo o brilho da manhã, individualmente com cada um pensando no final do seu expediente para comemorar o final de mais um dia, a glória de uma vitória, enchendo bares e botecos para mais uma cerveja brindar.

Já está marcado na nossa bandeira: BRANCO + PRETO = CINZA. Já o VERMELHO, é uma mistura que eu preferia que não existisse, que fosse uniforme. É a mistura da garra do povo que acorda cedo, se fode o dia todo, paga R$ 2,30 para andar em um ônibus lotado onde não se tem condições nenhuma pelo preço que se paga, ganha o suficiente para pagar as contas e não para viver decentemente, junto com mancha de sangue da violência que assola a nossa cidade. Chacinas acontecem aos montes, assaltos banais seguidos de morte já não são mais anunciados na TV com tanto entusiasmo, pois já virou rotina.

Não se passa um dia sequer em que não assistimos ou lemos uma notícia sobre corrupção política. Mesmo assim nós nos esquecemos no dia seguinte, pois o máximo que fazemos é comentar o assunto em uma roda de bar ou de futebol. Por mais que nos gera aquele sentimento de revolta, gera também dentro de nós aquela insegurança de isto nunca acabar, a vergonha de ver alguém passando frio na rua por não ter onde dormir, enquanto uma minoria se “diverte” às nossas custas.

Por isto que a nossa cidade é CINZA, pois não tem o brilho que deveria ter. “Como vovó já me dizia”, coloque o poder na mão do povo, não eleja sempre os mesmos. Se canse de “Partido Progressista” ou de “Partido dos Trabalhadores”, não queira votar novamente em “PSDB” e todas as outras vertentes. Por que não votar em ninguém? Ou até mesmo nem comparecer para votar? Talvez um radicalismo generalizado demonstraria toda a nossa insatisfação, pois passeatas e qualquer outra forma de manifestação não têm mais efeito.

Sou contra qualquer forma de radicalismo, mas sou radicalmente à favor de uma cidade melhor para nós mesmos, eleita por nós.