quarta-feira, 26 de março de 2008

Dri, é todo seu:


E a vida continua pra quem fica... – Rodrigo “raTo” Seixas


O mundo é feito de raças, culturas e principalmente de religiões diferentes. Dependendo do ponto de vista, feliz ou infelizmente, esta é a nossa cultura e estes são os nossos costumes. Lógico que com este mundo mais globalizado do que nunca, temos acessos a diversas culturas e principalmente diferentes e novas religiões.

Mas o sentimento pela perda é o mesmo independente de qualquer religião que você tenha, pelo menos aqui no ocidente. Depois de diversos acontecimentos seqüenciais que ocorreram comigo durante os dois últimos anos, acabou mudando demais a minha forma de valor e de perda. Ambos andam juntos.

Antigamente o meu apego ao material era em excesso, hoje ainda é um pouco, pois para quem na infância não teve muito, fica difícil você se desapegar por completo. Mas o valor vai mudando... Aprendi que dizer “te amo” não é apenas para namorada, pois o valor desta palavra, quando empregado com sinceridade, é bem amplo. Hoje em dia não tenho vergonha a estender o emprego desta poderosa e contagiante palavra à minha família, principalmente aos meus sobrinhos, e amigos.

Por mais que muitos me conheçam por ser uma muralha, apesar do tamanho, aquele que não chora, que não se expressa abertamente, isto também muda. A vida nos ensina todos os dias e em várias formas. Por mais que as vezes eu ainda me esqueça disso, procuro lembrar de um passado não tão distante quando o significado de perda realmente bateu à minha porta.

Percebi que perda não era das vezes que se terminava um namoro e eu ficava mal, ou então, aquele “amigo” que se distanciou um pouco. Não era também aquele emprego dos sonhos que deixou de ser. E aquele bem que te roubaram? Me ensinaram também que com o trabalho árduo de sempre, a gente consegue tudo novamente.

Então o que é a perda para mim? É aquele ente querido que se vai sem ao menos te dar um tchau da forma que você gostaria. Muitos para mim já se foram e eu em vida não tive coragem de dizer o que realmente sentia por eles. Mas ainda bem que o tempo me ensinou a mudar, dar valor em vida, agradecer sempre e o principal de todos... não ser egoísta, pois quando há sofrimento demasiado, é foda!

5 comentários:

Diário de uma paulistana disse...

Toda perda é difícil!Prefiro sempre os ganhos.
Mas material a gente sabe que se correr atrás chega lá. Tem solução.
De amigos e amores é difícil, mas se foi assim é porque tinha que ser.
Mas a pior perda é a partida definitiva de quem amamos.
Não tem remédio nem solução.
A gente só pode é se conformar!
E eu que não sou uma pessoa que me conformo, ainda não aprendi essa lição.
Peço a Deus com dor no coração que eu nem tenha que passar por isso por um bom tempo, já que uma hora a gente sabe que vai acontecer. É a lei da vida! E trato de dizer sempre que AMO! E demonstrar meu carinho o tempo todo!

ahhh
e coincidências não existem pra mim!!!

bjOkas
se cuida

adriana.santos disse...

Rato,

Me fazer começar o dia chorando é foda! Como sempre digo quando leio seus textos, não fiquei surpresa com o conteúdo, afinal não esperava menos do que isso de você.

Eu sempre fui meio desapegada ao material (não que eu não goste de um carrinho novo e uma roupa saída do shopping) e extremamente apegada às pessoas...daí que surgiu a oportunidade de você escrever este post, através de uma nossas conversas em que eu te perguntava: "Rato, me ensina o desapego"...e você disse..."você sofreria mais ainda". Naquele dia, essas palavras entraram no meu coração, como esse texto que acabei de ler tocou minha alma.

Ainda bem que eu sempre disse Te Amo em demasia...disso não me arrependo. E também espero nunca me arrepender de sofrer pelas perdas humanas que temos.

Mesmo assim eu pretendo aprender, nessa vida, como deixar as pessoas "irem" e me sentir feliz com isso, apesar da saudades. Será que é possível?

Rato...EU TE AMO!

Obrigada por ser meu amigo!!!!

Adri

. Cáh . disse...

Nossa..
Sem palavras...!!!
Todo tipo de perda pra mim é dificil , ( menos o material..).
Não suporto pensar em morte..em distancia...!!!
Nhaiiiii!!!

Te amOOOOOO RatinhOOOOO!!!

Daniel disse...

Graças a Deus desde pequeno sempre soube expressar meus sentimentos. Ao contrário de você, o meu problema não era manifestar meu amor às pessoas, sejam mulheres, amigos ou família, mas sim, saber diferenciar as pessoas e não ser tão honesto e amigo quando essas pessoas não mereciam minha atenção. Sempre me machuquei muito por isso, porém, não me arrependo.

A perda é sempre inevitável, e por mais que a gente se prepare para ela nunca saberemos ao certo como vamos reagir. Nossa cultura ensina que a morte é triste, e isso está enraizado na gente.

Já perdi amigos, namoradas e pretendentes, porém, nada se comparou a perda do meu avô José Bedotti.

Hoje compreendo melhor as coisas quando sinto sua falta, mas durante muito tempo me arrependi de atitudes que tive com ele e que não posso consertar porque ele se foi. Ainda peço perdão quase todos os dias pela minha falta de paciência.

Sendo assim, aproveitem o máximo que puderem qualquer pessoa e coisas que estejam perto de vocês, porque nada é para sempre.

Nada mesmo.

Abraços

Anônimo disse...

"O primeiro efeito de um excessivo amor pela riqueza é a perda da própria personalidade. Quanto menos se amam as coisas, mais se é pessoa." - Vitaliano Brancati.

Faz sentido não?

Lidar com perdas é experiência constante, mesmo porque há vários tipos delas que conhecemos durante o decorrer da vida. E é fato que é algo muito doloroso, por mais forte, independente e desprovido de sentimento que vc seja.

Mas como diz o ditado.. "no pain, no gain".

Abraço

DENNIS