quarta-feira, 30 de julho de 2008

esperando pelas 20:00 hs


Ela bate com uma força violenta, quando menos espero já estou entorpecido, fico pensando, vagando num mundo de passado, presente e futuro. Estou falando da nostalgia!

Velhos tempos, novos tempos e um futuro pela frente. Acreditando na corrente, mas sempre remando contra a maré. Na mesma direção do vento, mas sempre tirando o cisco dos olhos. O mesmo acorde de guitarra ainda martela em minha cabeça, aquele refrão que gruda e te faz sonhar.

Sozinho na estrada ou até mesmo andando na rua, perdido no tempo, mas nunca atrasado para um compromisso. Sempre chego cedo para ir embora cedo, mas as vezes quero ficar até tarde, não tenho pressa.

Em cima do palco eu consigo gritar, e depois de algumas músicas eu não quero mais parar. De pequeno tinha medo, mas muita coragem pra tentar, que junto com três notas, fez a minha vida mudar.

Asa vezes perco a cabeça
Ao ponto de não agüentar
Os dedos coçam que não consigo parar
Desando a escrever, o que as vezes nem eu consigo entender

Leio e releio tudo que está escrito, fico imaginando se nada disso não tivesse registro. De onde tudo vem? Pra onde tudo vai?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

[des] controle + [des] preparo

Ae... Novo artigo para o jornal Chega São Paulo!
www.chegasaopaulo.com

[des] controle + [des] preparo - Rodrigo “raTo” Seixas

No meio das rajadas e disparos descontrolados, está a população com medo e com vergonha. O eixo está em guerra, se ficar do lado de cá da linha toma tiro nas costas, e se atravessar toma no peito.

Os vidros fechados já não espantam mais o medo que antes com apenas um insulfilm fingíamos esquecer lá fora. Já não sabemos mais de que lado vem o disparo, tão pouco sabemos se quem está a olhar na mira é o “mocinho” ou o bandido.

Sabemos apenas que quem está sob o olhar da mira somos nós. Aquele medo quase constante já não existe mais, pois está incorporado no dia-a-dia de cada cidadão que sai de sua casa para estudar ou trabalhar, até mesmo à procura de emprego, o fato é que todos nós estamos sendo caçados na cara dura.

Se formos vítimas de bandidos, entraremos para engordar a fatia da estatística criminalista, seremos mostrados através de gráficos antecedendo o noticiário do futebol, pois fica mais fácil de o povo esquecer. Afinal de contas, o Brasil é o país do futebol e nosso presidente faz questão de frisar isto.

Já se formos vítimas de “mocinhos”, os verdadeiros senhores da defesa de uma nação, seremos então manchete de primeira página de jornal bem como passaremos em todos os noticiários do dia, seremos famosos postumamente.

Culpa de quem? Somente do despreparo de policiais mal treinados? Culpa dos trabalhos paralelos que são obrigados a exercer para conseguir uma renda familiar digna? Culpa da jornada dupla que acabam cumprindo em busca de dinheiro?

Ou a culpa é do descaso que sempre caminha o nosso país? É justo estamparmos jornais com fotos coloridas de tragédias envolvendo policiais militares, mas também seria justo informar que um policial militar em São Paulo ganha exatos R$ 1.240,00 e no Rio de Janeiro ganha em torno de R$ 800,00.

Eu não arriscaria a minha vida para ganhar isto, você se arriscaria? Não! Esta função vai sobrar pra quem? Justamente para quem não tem uma perspectiva de vida diferente desta, quem realmente precisa e quem realmente não tem mais para onde correr.

O resto disso tudo é conseqüência! Nos cansaremos de assistir manchetes como as que vemos com freqüência enquanto todos os demais também estão assistindo tudo isso de longe, dentro de suas casas confortáveis cheios de seguranças, câmeras e cercas elétricas, ou então ouvindo mais uma notícia trágica dentro de seu carro blindado, à prova de confrontos nacionais.

Está na hora de tirar o poder da mão de quem não sabe como utilizar, está na hora de um salário digno para quem vai te defender, acabando com a corrupção interna e até mesmo com esta violência generalizada, pois sinceramente eu não quero me acostumar com esta situação, nem fodendo!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

parte II (again)

Tem gente que passa a vida inteira

Travando a inútil luta com os galhos

Sem saber que é lá no tronco

Que está o coringa do baralho

Raul Seixas

quarta-feira, 2 de julho de 2008