quinta-feira, 30 de outubro de 2008

deixa eu falar uma coisa...


Só agora eu consegui parar para escrever sobre os meus 30 anos!

Na verdade ainda não tinha caído a ficha por ser tudo muito corrido e também por não ficar fazendo devaneios. Mas foi a melhor sensação que já tive.

Foi sábado, mas sem querer acabei comemorando também na sexta. Já no sábado quando me ligavam, visto que a mística de se fazer 30 anos é muito forte, sempre ouvia atentamente as perguntas “ como se sente fazendo 30 anos? “. Ainda não tinha dado tempo pra sentir, pois havia acordado a pouco, e o gosto de álcool na boca, junto com a cabeça latejando eram fortes.

Então, sempre respondia: Normal, ué!

Foi então que o sábado à noite chegou, e a expectativa de que as pessoas do meu conceito comparecessem era forte. Sem citar nomes, todos estavam presentes, ninguém me decepcionou. Casa lotada, show do WHISKYMÓ, e muita risada. Era realmente o que eu queria, consegui o meu objetivo que fiquei matutando este ano de 2008 inteiro. Não estou falando da festa em si, mas sim da companhia de pessoas queridas.

Fiz esta introdução apenas para dizer sobre as primeiras lições que os 30 anos estão me oferecendo:

1- Muitos reclamam do meu estilo de vida, dizem que ainda vivo como se eu tivesse meus vinte e poucos anos. Mas hoje entendi que se ainda tenho este estilo de vida, é porque ainda tenho gás de sobra para fazer tudo que já fiz, novamente.

2- Descobri também que não basta só saber, precisamos também proliferar o conhecimento. O crescimento também depende desta etapa.

3- Nunca pense que o jogo está ganho, trabalhe sempre pensando no dia de amanhã, vivendo o hoje, e sempre preparado para o futuro.

4- Humildade não é só uma virtude, é o reconhecimento pleno de que errar faz parte da vida, porém, admitir faz um bem danado pra alma.

5- Viver sempre com intensidade e no limite. A vida é uma só, e se cheguei aos 30 cheio de histórias pra contar, quero chegar aos 40 ainda contando todas elas e ainda as que estão por vir.

Poderia dizer ainda muito mais coisas, porém se tornaria a leitura maçante, e como sempre digo que detesto ser chato, não será aos 30 que me tornarei um!

Obrigado a todos vocês que sempre participaram da minha vida, mesmo que seja por um curto espaço de tempo, porém saiba que eu nunca esqueço de nada, e todos os momentos ficam guardados comigo e relembrados a todo instante.

sábado, 18 de outubro de 2008

curta metragem...

E estava geral, aquela correria toda dentro daquele caos
O imprevisível está ao meu lado, e é dele que eu vos falo
Ontem que já não era mais ontem me fez sentir muito bem
A cabeça gira devagar, e dentro da cabeça tento todas as palavras juntar...

É engraçado... ele pensava sem parar como uma noite daquelas ele não tinha há tempos. Ele sempre gostou de música, mas desta vez ele voltou com o som do carro desligado, e intrigado com seus pensamentos que já voltavam a se organizar.

Aquela risada que ela dava era verdadeira e era engraçada, e foi assim que ela deu risada a noite inteira. O repente que o deixa anestesiado também o deixa engraçado, por não saber como agir em uma situação de primeira.

O som do carro continuava desligado, mas ele ainda estava engraçado, hehe.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Crise de Burguês

Fala galera... novo artigo para o jornal.
www.chegasaopaulo.com
e-mail: rodrigoseixas@chegasaopaulo.com

Nos últimos tempos uma das notícias que mais estamos acompanhando é a crise que assola o mundo. Principais jornais, revistas e telejornais gastam numerosas linhas explicando detalhadamente o acontecimento histórico. E a fome no mundo, não tem mais significado?

Crise igual a esta, somente em 24 de outubro de 1929 quando a Bolsa de NY quebrou. Desde então, até nas faculdades aprendemos sobre a tão conhecida crise de 1929. Só que agora nós temos uma nova, a do século XXI, que vem mais encorpada, quebrando grandes bancos e fazendo o “Dono do Mundo”, o Sr. George W. Bush reconhecer que seu país está em crise, que o mundo está em crise. E o analfabetismo, já não é o bastante?

Verdade, o mundo está em crise. Eles criaram um monstro chamado capitalismo e agora este monstro está engolindo o seu próprio criador. Bolsas de Valores ao redor do mundo ficam momentaneamente fechadas, em São Paulo o “pregão” chegou a ser suspenso no dia em que o dólar fechou o dia a R$ 2,1980. E o desemprego, deixaremos aumentar as estatísticas?

Realmente, que crise! Culpa da especulação por um dólar que não existe, culpa da ganância de ganhar mais dinheiro para manter um padrão luxuoso de vida, que somente pouquíssima parte da população mundial tem acesso. Por que nos tornarmos multimilionários? Para sairmos em capa de revistas com aparência de “fodão”? Para aparentarmos aquele aspecto de que todos gostariam de estar ali? Mantendo um ar de inacessibilidade?

Não sou hipócrita de dizer que não gosto de dinheiro. Gosto, e gosto muito, como todo cidadão que trabalha e tem pelo menos algum sonho na vida. Mas que crise é esta que é capaz de parar um mundo? E todas as outras crises que temos? E os mendigos das nossas ruas, não têm valor maior que esta crise?

Quando é a crise dos outros, ninguém se importa. Enquanto muitos continuam a viver sobre condições subumanas, esposas de mega investidores gastam R$ 4.000,00 apenas em uma bolsa, que não é a de valores, porém, que analogia engraçada.

Enquanto o mundo clama por desenvolvimento auto-sustentável, espera ansiosamente por um freio no aquecimento global, emissoras de TV já fazem programas de conscientização e países vendem suas cotas de crédito de carbono, seria totalmente plausível revermos estes demais conceitos.

Por quê? Pois esta crise capitalista é momentânea! Dentro de poucos meses todo este caos se ajusta sozinho, está ai o nome de “teoria do caos”. O dólar voltará a cair, investidores e bancos voltam a lucrar, e novamente páginas de revistas e jornais serão dispensadas para o assunto.

Porém, a crise da fome, do analfabetismo, do desemprego e da miséria sempre existirá, só que não dá ibope e não enriquece ninguém. Sendo assim, elas sempre terão um menor valor e apenas um recorte nos jornais.