segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

.happy.new.year.

In a short time I was so sad ‘cause I’ve sacrificed myself for someone. Today I live my life for someone… It simple! It so different! I read a few minutes ago a Neruda’s Poem that translates all of this:



Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

.happy.new.year.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

.sonhei.com.uma.estrada.que.levava.ao.nada.


Dead Fish: por paz


Foi difícil acordar e tirar a mente da estagnação.

Perplexidade, medo, apatia e falta de ação.

Sonhei com uma estrada que levava ao nada, e havia uma placa que dizia pra enfrentar os egos ( pessoas) como ele(a)s são.

Pedir por justiça, se fazer entender.

Pois a vaidade e a arrogância dos que tem (poder) passa a ser combustível pra lutar.

Peço paz!! Isso não é demais!!

Por um minuto, eternamente e nada mais.

Era tão sinuosa que quase desisti. Mas em cada curva encontrava em que acreditar.

Uma simples palavra me fez cair. Mas a escuridão me fez cegamente caminhar e continuar tentando.

Peço paz!! Lutar por paz!!

Por um minuto e eternamente e nada mais.

Se tanto faz te peço paz. Paz. Paz (ad infinitum)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

fim.dos.tempos.

E então chegou 2010 e nosso sonho de se tornar uma Nação com uma política honesta foi deixado pra trás. Mais uma vez fomos esquecidos em meio a enchentes, chuvas torrenciais, e a cada buraco que enfiávamos o carro, lembrávamos de quão corruptos são nossos governistas. Para quem não tem carro, a cada ônibus lotado que se enfiavam e espremidos iam até chegar ao destino final, também se lembravam disso.

Não se esquecendo também de quem mora distante e trabalha no centro comercial, chega ao trabalho de trem, um grande meio de transporte que infelizmente não tem controle sob seus passageiros, foi deixado o vandalismo tomar conta. Há até mercados clandestinos dentro dos vagões. É assim que muitos trabalhadores começam seus dias.

Quando chove, além de ficarmos ilhados por muitas vezes, outras vezes sem móveis e até mesmo sem imóveis, a chuva também prejudica a colheita da cana-de-açúcar. Grandes produtores de cana não assumem o prejuízo da colheita e repassam o valor do prejuízo, convertido em centavos no aumento do álcool ao consumidor final, ou seja, nós.

Mais um ano que chega, mesmo com as dúvidas na cabeça, levantaremos todos os dias com a mesma garra de ganhar o dia, matar mais um leão [também do imposto de renda], e dormir um vencedor. Acordaremos todos os dias sabendo que muitos Sarney’s ainda existirão, saberemos também que nomes esquecidos do passado se apresentarão, talvez sem barba, talvez com cabelos diferentes, porém, com o mesmo número do RG.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

.canteiro.de.obras.

Introdução:

Nossa infra-estrutura está correlacionada, paralelamente, com a corrupção. Se observarmos grandes metrópoles ao redor do mundo, poderemos visualizar e por que não vislumbrar, uma realidade muito diferente da nossa. Acredito que temos que se apoiar em metrópoles maiores que a nossa, pois no contrário, seríamos os primeiros.

Por onde andamos, nos deparamos com uma obra inacabada. Isto é comum no nosso país, talvez o correto fosse dizer São Paulo, visto que boa parte do nosso país é carente de serviços e benfeitorias mais básicas, até. O fato é que nos tornamos um canteiro de obras, pelas trocas de partidos nos mandatos, trocas de Prefeitos e Governadores, que quando assumem, querem criar novos projetos mais rentáveis [$$$] e acabam abandonando uma obra já iniciada.

Questionamentos:

Aonde chegaremos com tudo isso? Alguém parou pra pensar que seremos uma cidade de ruínas moderna? Aceitamos calados que uma simples canalização de um córrego perdure por 10 anos até sua conclusão. Não questionamos os valores gastos da obra, as empresas fornecedoras da matéria prima, o prazo de conclusão e até se foi feito o que pedia a licitação.

Nos acostumamos, de uma forma tão exagerada, a não ter nada que ficamos com sorriso nos olhos por uma simples camada de asfalto colocada sobre o buraco no meio da rua. Saneamento básico, como o próprio nome sugere, falta ainda em muitos municípios da nossa cidade, mas em momento algum nos questionamos que tudo isso acontece em pleno século XXI.

Devaneios:

Não é difícil de imaginar uma cidade melhor. Mesmo sendo esta selva de pedras que nos acostumamos a viver, me pego em devaneios onde podemos contar com transporte público de qualidade, alargamento de avenidas que passam por cima de córregos canalizados. Que a indústria de multas deixe de existir, que passe a ser em prol do desenvolvimento humano e que realmente cumpra o objetivo de prevenir acidentes tanto de pedestre quanto de motoristas. Sempre nós que temos a consciência alheia, e por mais que me forço a acreditar que ainda temos chances de mudar, no fundo algo me diz que tudo só tende a piorar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

.pré.natal.

Vivemos um ano em que contemplar o sol foi um fato inédito

Quando aparecia, independente do dia, era motivo de festa

As vezes nos virávamos debaixo d’água pra se livrar do tédio

As vezes não dava, e mesmo que quisesse, a realidade é esta [mas isto já não me interessa]

Pra quem não acreditava em revanche, comecei o ano em desmanche

Mas Deus me deu uma segunda chance e me ordenou seguir adiante

Com uma idéia fixa na cabeça, eu já sabia qual seria a sentença

Nem Juiz ou Advogado, não fui Réu ou Diabo, só me curei do mal-olhado [se é que existe]

Quantas conquistas presenciei, algumas minhas e outras não sei

Um ano cheio de alegria, momentos e confrarias, tudo em plena paz

Pequenas frustrações eu sei, mas termino o ano dizendo que tentei

Não li o manual, não vim aqui pra perder, só aprendi como se faz [sagacidade sempre]

Pode soar como arrogância, mas são apenas diamantes

Que foram lapidados ao longo de um ano em que muletas se quebraram

Algumas portas se fecharam e outras perderam a tranca, que lambança

Ao lado do Meu Amor eu não sinto dor, me libertei daquele estado desesperador [meu verdadeiro amor]

O ano em que pra mim foi considerado o da saúde, chega ao fim

Saúde mental, emocional e também corporal, pois estou com 31

Não quero ser mais um

Daqueles em que o infarto te leva da mesa do bar para dizer: aqui jaz. [livrai-nos do mal, amém]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

.INTItulável.

A cabeça dele estava girando, girando sem parar. Piamente ele acreditava naquelas palavras, que misturadas, viram uma frase com a intensidade de um som. O barulho da chuva arrebentava no telhado lá fora, porém, era um som agradável que misturado ao reggae de fundo, tornava-se imperial.

Assovios lhe passavam à cabeça enquanto se perguntava: Por que escreves ao passado? Porque o presente está alguns segundos ainda, não consigo premeditar! Lembrou-se de quando aprendera yôga, e lhe falavam sobre levitação e humildade na mesma frase, com o mesmo contexto e afirmação!

E do futuro, o que poderia falar a não ser sonhar? Ficar imaginando, criando, se indagando, direcionando e sempre pensando... Pensando que uma vida sossegada e tranqüila, é tudo o que quer levar. Lembrando de seu velho amigo Marley dizendo, “uma coisa boa sobre a música, é que quando ela me atinge eu não sinto dor, então atinja-me com música”.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

.a.verdadeira.poesia.

PS: hoje é dia 23!

No dia em que antecedera o dia de hoje, ele resolveu tornar presente aquele crepúsculo que se poria com o sol nascente. Ah, como ele estava contente! De tempos em tempos a vida se recicla, se desprende daquilo que terminou junto ao vento, deixando uma temperatura amena, sobre a atmosfera serena que paira ao ar, neste exato momento.

Como é bom poder relaxar sem pesadelo, tomar um banho de chuva e se deixar levar por um simples pensamento. Dos céus, escorre pelo corpo e faz lembrar que há anos não celebrara este momento. Olha para o lado, e admira um sorriso de criança, daqueles que te faz viajar a lua e retornar só no próximo instante.

Doravante, daquilo que sempre desejou conquistar, hoje ele pode lhe abraçar e com toda a certeza lhe afirmar que é em seus braços que vai se aconchegar, até a eternidade chegar. Pois quem tem um sonho na cabeça e um sorriso na boca, pensa em um dia, à Lua chegar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

.garota.casada.-.the.slackers.

Ela me ligou as escondidas

Ela disse: “por favor não diga a seus amigos porque talvez digam ao meu marido,

E então você sabe, eu nunca mais verei você.

Você sabe que provavelmente ele te bateria e eu tenho certeza que ele me bateria também”.

Então eu ligarei pra você as escondidas

Por favor, não me pergunte o por que.

Eu não vou mentir e digo que gosto do jeito que você fala comigo

E mais uma coisa, gosto do jeito que você fica de boca aberta por mim.

Então eu vejo você as 06:30

Você sabe, eu disse a ela: “tem um único problema”. Apenas que seja feito em dobro

Mais intrigante que a conversa, eu disse: “eu encontrarei você na estação”.

Ainda eu não poderia ajudar, mas penso enquanto eu bebia minha cerveja para encontrá-la:

“Que diabos estou fazendo aqui?”

“E que diabos eu vou dizer?”

Garota casada, você não gostaria de fumar um pouco de marijuana?

Espere um pouco e pegue uma bebida

E pense o que você vai fazer comigo?

Garota casada, você não está preocupada se nosso amor está meio precipitado?

Que você ficará querendo mais, depois que seu homem tiver me assassinado?

“Baby, quando eu te vi, Sabia que você era um caso perdido.

E que todas aquelas coisas que por exemplo eu quero dizer,

Bem... eu apenas esqueci no nosso primeiro beijo.”

Nós jogamos seu marido naquele rio

Você sabe que isso me fez arrepiar

Nós enviamos flores para a mãe dele

Então pudemos ver um ao outro

Isto durou cerca de três semanas e agora não nos falamos mais

E então eu estou sentado aqui sozinho

E eu estou sentado ao lado do telefone.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

.durante.o.século.XXI.

Num piscar de olhos você vê a alteração do tempo. Ao olhar para o lado, também pode enxergar os loucos balbuciando alguma coisa sem maior importância. Ao encará-lo aleatoriamente, percebe a sua face alterada, uma face cansada do fardo que carrega consigo mesmo. Uma face envelhecida pelo tempo que começa a passar e suas marcas... começa a deixar.

A vida sempre será dura para quem insiste em ser mole. Alguém já lhe disse isto, não? Pois é! E a Terra continua a girar, com a mesma intensidade em que uma mente degradante insiste em vagar. Não queira estagnar, muito menos odiar um coração que só quer amar.

Andando com calças largas por uma calçada desuniforme e com alguns buracos, atento a cada pensamento, uma opinião começava a se formar àquilo que há meses o incomodava: o estado de putrefação daqueles que por um instante flutuam na atmosfera.

Não temos telhado de vidro mas estamos sempre atirando a primeira pedra. Cuidado, pois caso ela atinja uma parede de borracha, voltará com força dobrada! E para isto acontecer, basta que esteja acordado, pois tempo ocioso está de sobra, ficamos caçando agregados neste universo de zero e um, apenas para nos tornarmos mais um número, então nosso ciclo será um código de barras.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

.antes.de.você.morrer.-.bad.religion.

Porcelana e alabastro, deteriorando cada vez mais rápido

Inconsciente do desastre eminente, abra seus olhos

Tal como você reflete à incorrigível areia do tempo

Você vagou seus dias perdido e resignado?

Ou recriou os universais em sua cabeça?

Todo mundo é bastardo: meu mundo é feito de gesso

Esfarelando pela pressão do destruidor, esperando por um sinal

E o prazer momentâneo tomou sua vez

Como um garoto melancólico sem coisas para aprender,

Os episódios de um passado distante nunca retornam

Assuste-se com alguma esperança,

Você está precisando disso apenas para suportar

Você é a decisão, os números não mentem

Quando você morde a poeira, foi de propósito ou for confiança?

Você nunca avaliará isto, pense antes de você morrer.

Déficit e depravação logo após o desespero

Reescreva os princípios, retifique a nação

Agora pode ser a sua vez!

Tal como você reflete a incorrigível areia do tempo

Você se pergunta como sua vida tem sido definida?

Você sabe que a eternidade nunca pode mudar sua cabeça

Então pense antes de você morrer.

domingo, 8 de novembro de 2009

.propaganda.

The Slackers: propaganda

http://www.youtube.com/watch?v=yXHfgOxOSTA

So, tell me more about my situation
and evel men, who are coming for my Nation
and evel forces, who are coming for my freedom.
Secret Congress, nobody ever see them from propaganda.
(Propaganda)Now, it's everywhere I look,
It's propaganda (Propaganda)it's just like History books,
Propaganda (Propaganda),everywhere I go.

Hey, mister, (mister, please)...Would you tell me what you know?
Hey, mister,c'mon tell me what you know?
Since somebody wants to make a confrontation
they will get no play on your radio station.
And they will get no time on the television,
words'been sent down from an honror corporation.

Propaganda (Propaganda)Now, it's everywhere I go,
It's propaganda (Propaganda)
it's on my TV shows,Propaganda (Propaganda),everywhere I go.

Hey, mister,
c 'mon tell me what you know?
Hey, mister,can tell me what you know?
(I'll tell you what I know:)

When your Congress Men to your President,
are all business men just scheming.
And telling who's your enemy and who's your friend.
I'm not sure that I'd believe them.
The streetside posters are encouraging me peeping
to afford my local terrorist and the company that keep it.

It's propaganda (Propaganda)
Now, it's everywhere I look,
It's propaganda (Propaganda)
Man, it's like History books,Propaganda (Propaganda),everywhere I go.

Hey, mister, (mister please)
c'mon tell me what you know?
How cool are they, in Guantanamo bay, sir?
'Cause there ain't no names and no crimes to read
'em in my paper.
The racial prisioner, who is wondering why he's charged,
secret meetings, intoxicated projects.

Propaganda (Propaganda)
Now, it's everywhere I go,
You know, the propaganda (Propaganda)
Man, it's on my radio,
Propaganda (Propaganda),everywhere I go.

Hey, mister, (mister please)
c'mon tell me what you know?
Hey, mister,can tell me what you know?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

.carlos.marighella.

Carlos Marighella é homenageado como herói na Câmara de São Paulo em 04/11/2009. Morto em 1969 pela ditadura brasileira, em meio a propagandas sobre desaparecidos políticos [ainda], Marighella recebeu uma homenagem de cidadão paulistano. Apesar da data da morte, o reconhecimento dela foi apenas em 1996. Ou seja, quantos ainda desaparecidos que estão na mesma situação?

Marighella era o líder da Ação Libertadora Nacional quando foi assassinado pelos porcos fardados em novembro de 1969. Hoje, anos depois, Marighella simboliza a rebelião contra a tirania. Por que hoje? É o que me pergunto! Arquivos já foram queimados num passado recente, numa intenção de querer esconder o que foi assistido por muitos aqui no nosso país, porém vivido por poucos.

A Ação Libertadora Nacional - ALN que executou, junto com o MR-8 [Movimento Revolucionário 8 de Outubro] o seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, a ação de maior repercussão internacional da resistência armada à ditadura militar brasileira.
Da mesma maneira que o Holocausto ainda é negado por muitos, parece que querem negar a existência do nosso período ditatorial. Já ouvi relatos de pessoas que vivenciaram torturas durante este período, e que felizmente sobreviveram para contar história, para mostrar a verdade oculta dos tempos.

E que tempos... Em que o movimento estudantil era o maior movimento que existia, universitários considerados o futuro da nossa nação literalmente davam a vida e muito sangue por um país melhor. Totalmente o oposto do que vivemos há anos, visto que a última ação que “fizemos” foi tirar o Collor do poder, eu ainda era pequeno, mas havia uma ação montada por debaixo da cortina.

Hoje o movimento estudantil virou comércio, as ações de hoje são organizar festas e chacotear alunos. Vivemos em meio a um movimento sem propósito, brigas entre nós mesmos são criadas aos montes. Só queremos ver nosso time ser campeão no final do campeonato, rebolar ao som de um bom samba, cantar de olhos fechados aquele pagode nojento, mas nunca... Nunca nos interessamos por saber como nosso país está e pra onde ele caminha.

Lutar por um país melhor faz parte da história, viveremos de homenagens e condecorações de pessoas que pensaram em nós, sem mesmo estarmos em vida. Pessoas que sem medo de morrer planejavam e executavam ações para acabar com filhos da puta que comandam nossa Nação!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

.meridiano.de.greenwich.

O bumerangue foi lançado com tanta força que para cortar a Terra ao meio, foram necessárias três voltas. Não necessariamente que a Terra tenha sido dividida em duas metades iguais. Já havia uma divisão, o Meridiano de Greenwich indicava isto. Não foi dividida por cores, raças, crenças ou aptidões, simplesmente a afinidade os delimitou.

Podemos também chamar este ocorrido de “marco zero”. Onde matematicamente o zero é o início.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

.dez.dias.para.uma.nova.era.


Foto: Espaço Verde Chico Mendes - onde corro quase todos os dias.

Por um instante a cidade parou, pelo menos pra mim. Estava dentro do meu silêncio, apenas me concentrando naqueles pensamentos puros que só um alívio mental pode nos proporcionar. A cada gota de suor que escorria pelo meu corpo eu sentia a redenção de um longo dia terminando, me fortalecendo para o dia seguinte.

Tudo estava lá igual ao jeito que deixei da última vez. Aquelas árvores todas elas alinhadas espontaneamente, porém, nos fazem acreditar que foram alinhadas propositalmente. O vento estava devagar, deixando-me curtir a brisa noturna com pensamentos leves na mente, aos ouvidos, a velha “redemption song” vinha dar início àquilo que estava contido.

Em um dos bosques, um casal de adolescentes estava a se beijar freneticamente. De imediato me veio ao olfato o famoso “love spell” que seguramente sentiria na noite seguinte. Poderia ser o “vanilla” também, o fato é que teríamos uma comemoração importante para o meu Amor, seguido de um jantar muito especial.

Meu corpo já começava a queimar, avisando-me que meu objetivo começava a se concretizar. À medida que o tempo ia passando, minha força também ia se esgotando, mas com uma noite tão gostosa eu ainda me sentia forte. Às vezes aos ouvidos chegava um “bad religion” para me dar um gás, em outras, um “millencolin” e “no fun at all” para do meu passado se lembrar.

Já que a moda agora é brindar, então chegou a minha vez de falar: Com a minha respiração ofegante à minha nova vida eu quero brindar, à 2009 que para mim foi espetacular, mesmo com muita gente a me especular. À todos aqueles que ao meu lado quiseram estar, mesmo quando eu não tinha nem um sorriso para dar. Brindo também aos porcos imundos, pois sem eles eu não conquistaria meu lugar neste mundo.

Não quero apenas brindar para o final do ano chegar, brindo uma nova era, um novo ciclo, um novo caminho. Com 10 dias para o meu aniversário, é assim que eu me saio. Tenho a certeza da minha família ao meu lado, e com eles sei que não tropeço e caio. E se cair, terei mãos ali! Não para dedos me apontar, muito menos para me julgar, apenas para me levantar!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

UN TRIUNFO DEL TERCER MUNDO

Poderosas potencias económicas compitieron por ser sede de las Olimpiadas en el 2016, entre ellas las dos más industrializadas del planeta: Estados Unidos y Japón. Triunfó sin embargo Río de Janeiro, una ciudad de Brasil.

Que no se diga ahora que fue generosidad de las naciones ricas con Brasil, un país del Tercer Mundo.

El triunfo de esa ciudad brasileña es una prueba de la creciente influencia de los países que luchan por su desarrollo. Con seguridad, en los pueblos de América Latina, África y Asia, la elección de Río de Janeiro será recibida con agrado en medio de la crisis económica y la incertidumbre actual con el cambio climático.

Aunque deportes populares como la pelota sean eliminados de las competencias para dar cabida a entretenimientos de burgueses y ricos, los pueblos del Tercer Mundo comparten la alegría de los brasileños y apoyarán a Río de Janeiro como organizador de los Juegos Olímpicos del 2016.

Es un deber presentarse en Copenhague con la misma unidad, y luchar para evitar que el cambio climático y las guerras de conquista prevalezcan sobre la voluntad de paz, el desarrollo y la supervivencia de todos los pueblos del mundo.

Fidel Castro Ruz

Octubre 2 de 2009

2 y 55 p.m.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

.farda [o].interior.



Imagem: Manet


Ele não percebeu que ao tirar a farda surrada de todos os dias, tornar-se-ia um de nós. Enquanto o lado da mesa em que se sentava era o oposto ao sol, a luz nunca refletia aos seus olhos, apenas ouvia o estampido dos gritos a cada execução.

A atmosfera era pesada devido ao clima de torturas intensas. Físicas ou mentais, torturava-se inúmeros ao longo do dia, e a farda surrada começava a pesar no corpo, que há anos esquecia-se que perante a lei dos humanos, todos nós somos iguais.

No cinzeiro da sua escrivaninha já não havia mais espaços para bitucas e a cinza de seus cigarros começava-se a se espalhar pelo vidro que aparava-se sobre a madeira velha, que insistia e suportar o peso do dia-a-dia. Recortes de jornais com condecorações antigas, presos por debaixo do vidro, não serviam-lhe mais de argumento para tal pensamento cruel.

Para quem acreditava que Deus não existia, Demônios começaram a lhe perturbar. As lágrimas daqueles rostos que lhe imploravam pela não execução, seguido de um carimbo vermelho sobre a guia, estavam mais presentes nos últimos dias. O calor que suava sobre o colarinho da camisa branca, tinha uma força sufocadora que tentava asfixiá-lo constantemente.

De tragos em tragos nos balcões dos bares em que costumava freqüentar, já não sentia mais aquela calmaria que a cana lhe permitia sentir, mesmo após um dia inteiro sobre a mesa com suas condecorações. Quando bebia para esquecer as vozes que ouvia, elas tornavam-se mais constantes dentro daquela mente doentia, daquela mente vazia.

A força em seu punho já não estava mais como antigamente, nem mais os seus filhos poderiam o ver sorridente. A farda pesava demais, e não se sabia ao certo quantas condecorações eram necessárias para libertar-te a alma. Se na vida tudo tem o seu preço, começava-se a pagar as prestações, então. Pela primeira vez, teu corpo começou a envelhecer.

Não adiantou freqüentar a igreja da sua comunidade para expulsar os Demônios do seu corpo, pois ali já se habitavam e tornou-se a sua morada. Não adiantou rasgar a farda surrada com os respingos do ódio que ela se tornara parte da pele. Aquele odor que exalava do seu corpo era parte da culpa que carregava consigo. Agora era tarde demais.

Feito louco, ele correu sem qualquer direção, apenas por correr e tentar se libertar da farda que agora já tinha se tornado fardo. Em imagens, a culpa de anos servindo à corporação começou a lhe passar pela cabeça. No escritório, agora a escrivaninha estava virada de frente para o sol, para a luz refletir diretamente aos seus olhos, para que o mundo afora pudesse ser observado.

Não deu tempo para nada, pois o fardo se tornou uma obsessão e aquela loucura que deixava o suor escorrer pelo colarinho branco, escorreu pelo corpo todo, inundando-o numa correnteza que só foi possível ouvir o barulho no chão, seguido de uma sirene assustadora. Era o fim de um tempo, e o começo de uma nova era.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

.inti.



A divindade suprema da religião Inca era o SOL (Inti, deus do Alto) e também, Viracocha (deus de Baixo). O SOL refere-se ao céu, fogo, a serra e ao alto; Viracocha aponta para a Terra, a água, a costa, o baixo. Viracocha era o deus criador e civilizador do universo. Inti, o DEUS SOL, era a divindade protetora da Casa Real. Seu calor era vital para as plantas crescerem. UM ROSTO HUMANO SOBRE UM DISCO RADIANTE ERA A SUA REPRESENTAÇÃO. Membro dominante desse panteão, do qual se acreditava descender a família real. O Inca reinante era, portanto, considerado um Deus Vivo, sendo estreitamente identificado ao próprio SOL. Na qualidade de Deus não podia errar, e todos seus desejos eram leis.


Na mitologia Inca, Mama Killa era a esposa do deus Inti. Esta deusa representada pela LUA acompanhava Inti em igualdade na corte celestial. Era a mãe do firmamento, tinha uma estátua sua no Templo do Sol, onde uma Ordem de Sacerdotisas a cultuavam. Naturalmente a deusa Mama Killa estava ligada ao fervor religioso das mulheres, eram elas que formavam o núcleo de suas fiés seguidoras, já que a deusa Mama Killa podia compreender seus desejos e temores e dar-lhes o amparo buscado.


P.S.: em mais uma sessão, termino meu DEUS SOL.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

.dia.mundial.sem.carro.



Hoje é o dia mundial sem carro! Achei a melhor idéia até hoje que inventaram para reduzirmos a poluição, respirarmos um ar melhor, e enfim, termos uma qualidade de vida melhor. Até hoje, tudo o que foi feito, foi em vão. Pois arrecada-se fundos, angariam investidores, mas no final das contas sempre é a mesma história: o dinheiro parou na mão de algum bacana.


Vim trabalhar [de carro] hoje me perguntando como seria esta relação do dia sem carro para mim. Eu moro no Ipiranga e trabalho no Tatuapé. Meu sonho é vir trabalhar de bicicleta, por pelo menos duas vezes por semana. Poxa, a cada dois dias da semana que eu deixar meu carro em casa, contribuo legal com o meio ambiente. Ok, trabalho muito longe de casa, o ideal seria usar o transporte público.


Se a prefeitura não adéqua as calçadas para os cadeirantes, haverão ciclovias? Se quem usa cadeira de rodas, em uma boa parte da Grande São Paulo não pode sair de casa, alguém se preocupará com outro meio de transporte? Ai tudo se perde, cada um continua na sua e nos mantemos estagnados por mais um período.


Acho o Metrô um transporte público de primeira, o único problema é para se chegar até ele. Infelizmente! Como eu vou querer deixar meu carro em casa para gastar mais do que eu gasto por dia tanto de tempo quanto de dinheiro, além de enfrentar uma guerra para chegar ao trabalho? Impossível!


Novamente, acho sensacional a idéia do dia sem carro, principalmente por não envolver dinheiro e apenas boa vontade. Mas e a boa vontade da Prefeitura e do Governo do Estado em nos beneficiar para que isto ocorra? Seria pedir demais? Não! Apenas o necessário!


Faça um teste: veja a dificuldade que seria para chegar ao trabalho, utilizando transporte público. Deve ser levado em consideração o tempo que se gasta, o valor gasto por dia, e por fim, o nível de cansaço que você chegará em casa, a noite.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

.minhas.protegidas.



A sensação de aconchego e bem estar é imprescindível na vida. Se doar e sentir a reciprocidade com um sorriso no rosto vale mais que qualquer palavra profanada. Estar em família num ambiente de harmonia era tudo que eu queria próximo aos meus 31 anos de idade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

.o.parasita.hospedeiro.

Só mais uma picada, ahhhhh você não vai nem sentir. Enquanto você pensa, eu consigo te sugar. Já quando você chora, atinjo meu objetivo e perto não quero estar. Quando você sorri, com certeza ao seu lado eu quero estar, pois suas energias positivas eu quero captar.

Por que caminhar e me cansar? Se ao seu ombro eu posso me encostar e de todas as suas atitudes me apoderar. E quando você se ajoelhar com seus punhos fortemente a sangrar, para o outro lado da rua eu vou atravessar e fingir que só estou a observar. Pois não quero me sujar.

Só mais uma picada, ahhhhh falei que era a última, mas eu menti. Com a boca cheia o seu nome eu vou gritar, pois você está no topo. É meu ídolo, eu vou te sugar. Enquanto você constrói o meu corpo se corrói, isso pra mim é demais eu não vou correr atrás. Às suas custas eu vou me embebedar.

Eu vivo a vida dos outros, não vivo a minha, isto seria sem graça demais. Eu não pratico o que eu prego, pratico o que me convém e liberto-me de todo este peso também. Que mal isto tem? Se quando eu morrer vou para o mesmo buraco também, até lá, serei um parasita hospedeiro muito bem!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

.corrida.da.independência. = .corrida.para.a.independência.






Quando eu corro é o único momento que estou comigo mesmo. É o único momento em que estou no meu silêncio, que estou exercendo uma boa atividade mental. Pois além de me concentrar na prova, é quando meus pensamentos fluem melhor. E desta vez não foi diferente:

Começa-lo-ei agradecendo a minha Fefezinha, O MEU VERDADEIRO AMOR. É quem me dá o maior incentivo para continuar esta jornada que talvez só nós dois saibamos o tamanho do valor. Na sequência agradeço ao meu Irmão! Meu mestre para a vida, a experiência nas pistas e fora dela também.

Corri... Com a língua pra fora devido ao calor, falta de treino não foi, o que aconteceu foi falta de disciplina. Não corri como esperava correr, mas independente disso eu bati outro recorde pessoal, terminei a prova em 58’. Diminuí 5 minutos da prova anterior, o que equivale a praticamente 1 km. Pra quem corre, 5 minutos valem ouro!

Comemorávamos a In-dependência do Brasil. Protestávamos por uma independência, por uma pátria amada! Abdicamos do feriado para declararmos o patriotismo tímido contido por entre as decepções de um passado recente e por um presente ainda latente.

A independência está dentro de cada um de nós, e eu estou sempre correndo... atrás da minha.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

.em.construção.

Se eu tivesse nascido em 1964 teria assistido esta mesma cena, mas num cenário diferente. Isto está me cheirando ditadura às escondidas, enquanto todos nós procuramos bundas nas piscinas. Articulação de um terceiro mandato já começou, enquanto eu fico assistindo ao futebol esperando a hora do gol. No senado é o caralho, nem a história sabe nos dizer onde isto começou, e você só se pergunta: pra que lado vou?. É muito fácil você rir enquanto buscamos nossa independência, mas todos nós não acreditamos na sua previdência.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

.hoje.são.paulo.não.quer.mais.ser.nova.iorque.


Quando moleque, adorava passear de carro pelas ruas e ficar olhando os letreiros luminosos, os banners, as faixas, tudo que deixava a nossa cidade mais americana. Muitas letras e até mesmo palavras que eu não entendia ao certo, pois sempre estavam em outra língua.

Lembro-me de olhar o Mc Donnald’s e perguntar o que era aquilo. A resposta que me deram foi que era uma lanchonete, mas demorei tempos para comer um lanche de lá. Fui com a mãe de um amigo e na mais inocente das respostas, pedi um “x-salada”. Me senti envergonhado, mas até então, lanche pra mim, era só de padaria.

Letreiros de shopping, cinemas, restaurantes, tudo isso me encantava. Talvez porque eu não tivesse dinheiro suficiente para saber o que era cada coisa. E quando se é uma criança, a sua mente viaja sem precisar de drogas. Meu sonho de criança era comprar um disco na loja Hi-Fi, do shopping Ibirapuera.

Aquele letreiro era animal, e o pessoal que ficava na loja, para o meu entendimento, parecia importante. Andar num lugar cheio de gente, com uma sacola daquelas na mão, era tudo que eu queria fazer, pois fomos criados assim. Quando pequenos, queremos ser iguais aos demais e não ser nós mesmos.

O tempo foi passando, fui entendendo melhor as coisas, muitas lojas foram fechando, outras maiores foram aqui se instalando e um mesmo sentimento permanecia: internacionalizam culturas aqui. Estados Unidos e Japão têm grande influência aqui, agora até a Coréia do Sul, que é menor que Pernambuco, com a sua Hyundai ganhou a sua fatia de mercado.

Durante um tempo eu relutei a aceitar o projeto “cidade limpa”, mas depois passei a entendê-lo. Hoje quando ando pela rua me lembro dos tempos de moleque, e talvez a molecada de hoje sinta-se melhor, respira-se melhor, visualiza a sua cidade melhor.

Hoje, São Paulo não quer ser mais Nova Iorque. São Paulo quer que olhemos seus edifícios, suas belas ruas e alamedas. Podemos parar de fronte a uma construção antiga e imaginar sobre nosso passado. Em meio a tanta poluição, pelo menos a visual foi decapitada.

Continuamos com belos restaurantes, belos centros de convenções e até mesmo tudo o que entretêm o ser humano continua belo. Existe só um porém: hoje, podemos olhar pro alto, e já adaptado com toda a monstruosidade de concreto, e admirar o que tinha por detrás de uma Nova Iorque brasileira.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

.da.janela.do.meu.quarto.


Da janela do meu quarto eu faço a minha mente viajar. Com rabiolas de pipas presas por entre os fios, eu posso à minha infância voltar ou simplesmente deixá-la me levar pra onde quer que ela vá. De súbito me lembro dos tempos de moleque, em que meus pais apoiavam a ditadura, se é que podiam colocá-la em xeque.

O tempo passa pra quem fica, pois ele está sempre presente na mente de quem vai à diante. Por isso que eu viajo, e deixo-o me levar por este mundo tão grande, mesmo que seja para uma volta na roda-gigante. Depois eu volto e pergunto onde queria estar, e com certeza é com uma bandeira na mão e uma pedra na outra, para a sua vidraça quebrar.

Não vou te aplaudir e muito menos me engasgar, esta fumaça que jogo pro alto é só pra disfarçar. Enquanto o circo está montado em mais uma praça, eu não estou amontoado em meio à palha. Não fico deitado deixando a mente viajar, com pensamentos impuros e ideais concretos, este circo vou desmontar.

Num país em que qualquer que seja o motivo, tem-se o direito de protestar, como poderemos de toda esta lama nos livrar? De anarquista à comunista, idéias eu tenho mais de mil, mas perante ao direito civil não te mando pra puta que lhe pariu. Eu poderia até tentar, mas neste país o coronelismo ainda mandaria me matar.

Fui muito longe, eu sei, mas me pego na janela novamente e vejo aquele moleque, pela rua passar, fico me perguntando: onde que ele deveria estar? Numa hora dessas, num dia desses, de repente o pai dele não é igual ao meu, pode ser que mais um emprego ele perdeu e nas bebidas outra vez se fodeu. Deixou a demissão em troca de uns tragos e quando voltou pra casa, foi novamente aquele estrago.

Lembro-me da ansiedade de olhar pela janela e ver o movimento para a festa junina, mesmo sem saber que um dia, isto tudo se acabaria. Tempos depois eu deixaria a minha barba crescer, imaginava um mundo, que hoje eu sei que jamais vou conhecer. Isto não significa que eu tenha desistido dos meus ideais, mas sempre tem um de nós que fica pra trás.

As vezes me lembro de quando era julho, eu abria a janela cinzenta, e o mesmo barulho da madeira a ranger, já fazia eu tremer só de pensar estar a chover. Um dia sem skate nunca foi um dia completo, mas hoje eu me divirto mesmo que debaixo de um teto.

Quantas letras eu escrevi para caso algum dia eu chegasse lá, cantar a minha revolução com o coração, uma mistura do vem da alma com aquilo que se faz com paixão. Ficava desta mesma janela a imaginar, que com um microfone na mão toda esta merda eu ia mudar.

E esta geração de hoje que teve a oportunidade de chegar, e apenas sobre amores mal resolvidos é o que querem falar. Como se não bastassem as novelas para a sua mente fritar, agora invadem pelas ondas sonoras sem propósito algum para agregar.




Obs: hj eu bati mais um "record" pessoal, nada a ver com a postagem, a não ser pela data!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

.singelo.pingão.

Finalzinho da década de 80 e começo dos 90 [como assim chamamos], eu e o Pingão cantávamos a música abaixo pelas ruas. Meio de 2009, as vezes cantamos também. Hoje foi um dia, verdadeiro Pingão!

“Pânico na zona sul” – Racionais Mc’s

"Aqui é Racionais MC's, Ice Blue, Mano Brown, KLJay e eu EdyRock."- E ai Mano Brown, certo ?- Certo não está né mano, e os inocentes quem os trará de volta?- É...a nossa vida continua, e ai quem se importa ?- A sociedade sempre fecha as portas mesmo...- E ai Ice Blue...- PÂNICO...
Então quando o dia escureceSó quem é de lá sabe o que aconteceAo que me parece prevalece a ignorânciaE nós estamos sósNinguém quer ouvir a nossa vozCheia de razões calibres em punhoDificilmente um testemunho vai aparecerE pode crer a verdade se omitePois quem garante o meu dia seguinte
Justiceiros são chamados por eles mesmosMatam humilham e dão tiros a esmoE a polícia não demonstra sequer vontadeDe resolver ou apurar a verdadePois simplesmente é convenienteE por que ajudariam se eles os julgam deliquentesE as ocorrências prosseguem sem problema nenhumContinua-se o pânico na Zona Sul.
Pânico na Zona SulPânico...
Eu não sei se elesEstão ou não autorizadosDe decidir que é certo ou erradoInocente ou culpado retrato faladoNão existe mais justiça ou estou enganado?Se eu fosse citar o nome de todos que se foramO meu tempo não daria pra falar MAIS...Eu vou lembrar que ficou por isso mesmoE então que segurança se tem em tal situaçãoQuantos terão que sofrer pra se tomar providênciaOu vão dar mais algum tempo e assistir a sequênciaE com certeza ignorar a procedênciaO sensacionalismo pra eles é o máximoAcabar com delinquentes eles acham ótimoDesde que nenhum parente ou então é lógicoSeus próprios filhos sejam os próximosE é por isso queNós estamos aquiE ai mano Ice Blue...
Pânico na Sona SulPânico...
Racionais vão contarA realidade das ruasQue não media outras vidasA minha e a suaViemos falarQue pra mudarTemos que parar de se acomodarE acatar o que nos prejudicaO medoSentimento em comum num lugarQue parece sempre estar esquecidoDesconfiança insegurança manoPois já se tem a consciência do perigoE ai?Mal te conhecem consideram inimigoE se você der o azar de apenas ser parecidoEu te garanto que não vai ser divertidoSe julgam homens da leiMas à respeito eu não seiMuito cuidado eu tereiScracth KLJayEu não serei mais um porque estou espertoDo que acontece Ice BluePânico na Zona Sul
Pânico na Zona SulPânico...
Ei BrownVocê acha que o problema acabou?Pelo contrário ele apenas começouNão perceberam que agora se tornaram iguaisSe inverteram e também são marginais Mas...Terão que ser perseguidos e esclarecidosTudo e todos até o último indivíduoPorém se nos querermos que as coisas mudemEi Brown qual será a nossa atitude?A mudança estará em nossa consciênciaPraticando nossos atos com coêrenciaE a consequência será o fim do próprio medoPois quem gosta de nós somos nós mesmosTipo porque ninguém cuidará de vocêNão entre nessa a toaNão de motivo pra morrerHonestidade nunca será demaisSua moral não se ganha, se fazNão somos donos da verdadePorém não mentimosSentimos a necessidade de uma melhoriaA nossa filosofia é sempre transmitirA realidade em siRacionais MC's
Pânico na Zona SulPânico...
Certo, certo...Então irmãoVolte a atenção pra você mesmoE pense como você tem vivido até hoje certo?Quem gosta de você é você mesmoNós somos Racionais MC'sDJ KLJay, Ice Blue, Edy Rock e eu...Brown.PAZ...
Pânico...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

.contagem.regressiva.


Algo em mim mudou, não sei o que foi. Só sei que eu não sou mais quem eu era. - Ernesto "Che" Guevara de la Sierna.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

.conflito.eminente.

Não estranhamente somos considerados o país do futebol. Para os mais fanáticos pode ser um orgulho ser lembrado de quatro em quatro anos. Não desmerecendo nossas estrelas do passado que fez um dia o nosso nome ser conhecido por tal. Porém, está na hora de sermos lembrados por outras importâncias, até porque nosso futebol já não é mais o mesmo.

Recentemente um jogador foi expulso por trocar de shorts dentro de campo. Por mais que ele estava com uma lycra por baixo, o Juiz aplicou ao jogador o que lhe cabia de direito, sem pensar se realmente o jogador estava agredindo alguém com a sua atitude. Em outras palavras, a lei foi aplicada ao jogador, quer ele concorde ou não.

Do outro lado do campo, em Brasília, os nossos senhores donos do mundo não se aproveitam da atitude do outro colega, não existiu a ânsia de querer mudar, de querer fazer tudo diferente, não fizeram força pra virar a mesa. Mas espera! Será que temos que pensar desta forma? Precisaremos insistir para que as coisas aconteçam em Brasília? É triste assistir à TV e ouvir escutas telefônicas, atos secretos, nepotismo, além do analfabetismo dos nossos eleitos.

Como pode uma regra de futebol ser respeitada com firmeza e no senado ou onde quer que seja, simplesmente não existir? Se o Presidente, com freqüência, cita exemplos de futebol, por que não se faz uso destes exemplos também?

Até quando, nós trabalhadores decente, nós que só não damos o cu pra ganhar dinheiro, teremos que conviver com isto? Até quando eu vou me matar de trabalhar para pagar as minhas contas e as contas de Brasília? Pois é muito triste você acordar cedo, sair de casa com garra para trabalhar, para ganhar seu dinheiro honestamente, e ao chegar em casa depois de um dia longo e duro de trabalho, ler reportagens como as que lemos freqüentemente.

Existe apenas um lado engraçado de tudo isso. É pior que novela! Pois se você fica um dia ser acompanhar as notícias, no próximo já está sem entender nada, aparecem nomes que você não conhecia, pessoas ligadas a outras pessoas que você já nem sabe mais quem é quem. Tudo é uma continuidade, tudo é uma seqüência, apenas alguns nomes são trocados. Ou alguém ouve falar de Jader Barbalho ainda? Este é antigo. Mas e o Marcos Valério? Este é um pouco recente!

Este problema crônico já virou cultural. É sinônimo de aposentadoria garantida. Pois já é rotina nomes do meio artístico ser esquecido por sua carreira e tentar algo na política. Depois ele faz um show de comício, é lembrado pelo povo, eleito, e nada mudará. Os que não são do meio artístico e já nasceram nesta podridão, também não querem que mude, pois são os maiores beneficiados.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

.nem.tudo.no.inverno.é.frio.

na caixa: The Slackers, Married Girl
http://www.youtube.com/watch?v=0QSRlG6vXmY

Ela corria de tarde
E ele corria de noite
O suor era sempre constante
Naquela tarde de diamante

De hora em hora
E de hora em outra
Ele corria pra fora
Pra beijar a sua boca

À passos largos
Ou à passos curtos
O objetivo é igual
Sempre em frente, e na moral

Olho pro lado e não vejo
Outra imagem no espelho
A não ser aquela
Que conheci em janeiro

Do refúgio eu lembro
Desde que olhei pro céu
E então a Lua veio
Embebedou-me com seu mel

Um sabor doce
Que até hoje me lembro
Quando respiro fundo
E me entorpeço com seu cheiro

quarta-feira, 29 de julho de 2009

.criança.feliz.


“abre os braços, vem, me abraça... eu quero a paz, o amor, me abraça” - rodox


Por um segundo eu volto a ser criança, com uma gargalhada inocente estampada no rosto. Aquela que só criança sente, aquela que é inocente, pura e verdadeira. Como é bom fazer molecagens, enfiar o pé na lama, correr pela grama, fazer coisas “que adulto não faz”.


Ah como fazia tempo que eu não brincava de ser criança novamente! Inventar jogos, brincar livremente, depois cansar. Dormir e acordar. Sem ter com o que se preocupar, e só com coisas boas e inocentes a pensar.


Ser criança é tão bom, e tudo o que queremos é crescer. Brincamos de ser doutor, veterinário, dentista, pois não imaginamos que um dia vamos crescer e nos tornar tudo aquilo em que brincávamos. Isso a gente não sabia, pois a mente era inocente, queria ser grande, importante. Que ironia!


De repente nos tornamos tão ocupados que esquecemos até que algum dia já fomos crianças, já pisamos na lama, já tomamos banho de chuva, ah que saudade que eu estava disso. O eterno moleque aqui tinha se esquecido de um monte de coisas.


Mas as vezes... é bom sentar no chão, olhar para a chama que sai de dentro da lareira, ouvir os estalos da lenha, e sentir o cheiro da natureza. Ai, você se lembra de quem já foi um dia e de quem é hoje. De repente, um riso tímido no rosto surge, é o agradecimento em pensamento por momentos como este, por ser quem se é, e por tudo de bom que lhe acontece.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

.que.venha.o.HALLOWEEN.




Eu ía lhe chamar!


Enquanto corria a barca


Eu ía lhe chamar!


Enquanto corria a barca


sexta-feira, 24 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

.dia.do.amigo.

Amigo... Amigo é um braço da nossa família. Em outras palavras, amigo é a família que a gente escolheu.
É aquela pessoa em que você poderá contar pra tudo, com tudo e a toda hora. É com quem você vai desabafar seus problemas, ouvir soluções, buscar o crescimento e também vai acreditar de olhos vendados.
Amigo não é aquele que vai te dizer sempre só o que você quer ouvir, ele vai te dizer, acima de tudo, a verdade. Colegas lhe dirão apenas o que lhe convém, mas o amigo, pode doer, porém a verdade será dita.
Quando você está “metido” em alguma confusão, o amigo também está. E juntos, arrumarão uma solução para se livrar da encrenca. Se não a arrumarem, pelo menos, juntos estarão encrencados.
É com seu amigo que você vai ouvir sua música favorita e cantar, mesmo que desafinado, mas só pelo prazer de cantar. É do seu amigo que você vai rir quando ele cantar uma letra errada, mesmo que não tenha graça.
É o seu amigo que vai tirar aquele sarro da tua cara, pois só ele tem liberdade pra isso. E se você ficar chateado, foda-se, afinal de contas é teu amigo, tire um sarro dele também.
É teu amigo que lhe dará conselhos, alguns você pode ignorar, mas outros lhe servirão. Os que você ignorar, com certeza será porque já os utilizou em outra ocasião.
É o teu amigo, que mesmo num dia chuvoso vai te acompanhar mesmo que seja para um “programa de índio”. Ele vai te xingar por isso, mas mesmo assim ele te acompanhará, afinal, amigo é fiel.
Enfim, feliz dia do amigo para os meus poucos, porém fieis, amigos!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

.idealizar.e.concretizar.


Correndo no meio da escuridão, não se enxergava quase nada à frente. Não adiantava escolher o lado, que a neblina estava em toda a parte. As vezes eu acordava no meio da madrugada, coçava os olhos e continuava sem enxergar nada. Voltava a dormir e aquele sacolejo no corpo voltava a me incomodar.
O tempo é curto e eu sempre tive que correr contra ele. As vezes faltava perna, as vezes faltava fôlego e as vezes faltava esperança. Fragmentos começavam a se despedaçar e umas poucas almas boas ficaram ao meu lado, tentavam me confortar. Mas quem será que eu posso julgar?
De repente, no meio da multidão, eu sem enxergar mais nada, com as roupas rasgadas e todo sujo de tanto me martirizar, descalço e sem meu habitual boné, pude ver o sol. A sua luz veio direto entrando nos meus olhos, me aquecendo daquele frio maldito, me extasiando com seu calor, com seu acalanto.
Glória à Deus, Santa Luzia e à Nossa Senhora de Aparecida! Glória à todos os santos e à todos aqueles que me fizeram acreditar, antes de tudo, em mim mesmo. Hoje, inicia-se uma nova etapa, mais leve, mais tranqüila e mais segura. Àqueles que estão ao meu lado, o meu muito obrigado.
Hoje, quinta-feira, o dia amanheceu ensolarado, mesmo num dia típico de inverno. Estou sem blusa, pois já não sinto mais aquele frio na espinha, não sinto mais aquela sensação de que o caminho será mais longo que o previsto inicialmente. Não estou mais gordo e não me sinto mais ofegante, agora... eu estou livre, livre para pensar em novos projetos de vida!

Obs.: Idealize e concretize, quem não tem ideais não tem nada, quem não concretiza é apenas mais um sonhador!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

.dia.mundial.do.ROCK.







Eu vim do reggae, demorei pra entender o que era rock. O reggae sempre foi um movimento contra-cultural e eu continuava sem entender o rock. O reggae sempre deixou claro a sua postura social, política e de revolução / rebelião, mas eu ainda não entendia o rock.

Um dia pesquisei sobre uma música que o Bob Marley escreveu, e originalmente não entrou em álbum algum. Adorava as histórias destas músicas, como por exemplo a de “High Tide Low Tide” que não entrou no álbum “Catch a Fire” porque o produtor achou que não seguia a linha das demais músicas do álbum.

Um mero engano, pois uma música que chega aos seus ouvidos dizendo que “na maré alta ou na maré baixa estarei ao seu lado” e também que “na maré alta ou na maré baixa eu serei seu amigo” jamais poderia deixar de entrar em algum álbum, ainda mais se tratando de Jamaica, a terra de ninguém. A terra da violência.

Enfim, a música em que fui pesquisar se chamava “The Punk-Reggae Party”. O título me chamou a atenção justamente por se tratar de um trocadilho com o punk-rock. Já que eu não conhecia o rock, fui querer saber do que se tratava o tal do punk-rock.

Até as pessoas entenderem que desde então eu também gostava de rock, demorou, pois para a maioria eu tinha que justificar as minhas camisetas do Bob Marley, uma para cada dia do mês. Mas eu não mudei, eu apenas agreguei.

Eu descobri que o rock é poesia, o rock é cultura, o rock é rebeldia. O rock é energia, o rock é alegria, o rock é sintonia. Descobri que o rock é política, o rock é manifesto, o rock é protesto. O rock é um dois três quatro, o rock é psicodelia, o rock é histeria.

Deste então o sonho de montar uma banda de reggae teria um fim. Todas as músicas que fiz e todas as letras que escrevi foram com a alma. Em todas as vezes que subi num palco foi literalmente para dar o sangue. Quantas cordas de guitarras eu estourei, quantas músicas eu gritei.

Quantos shows eu assisti e quantas bandas eu aplaudi. Quantas vezes eu errei ao cantar uma letra e quantas vezes eu perdi minha palheta. Puta que o pariu, o rock é roda de pogo, é adrenalina, é emoção que vem do coração. É energia que seca a boca e aumenta a sua pressão.

Infelizmente a nossa cena nacional está fraca, gravadoras continuam atrás de dinheiro e não de bandas. Isto enfraquece e deturpa todo um ideal. Poderíamos ser melhores do que somos hoje, mas infelizmente, na mente de quem está no controle, música é comércio, não é mais cultura.

Pelo menos temos a internet, que sem interferência podemos crescer e evoluir sem barreiras. Podemos descobrir novas bandas e novas letras, para então, criar novas histórias.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

domingo, 5 de julho de 2009

.s.u.p.e.r_a.ç.ã.o.


Sempre pratiquei esportes, talvez, não dos mais convencionais (o que para muitos não é esporte), porém sempre pratiquei. Andar de skate, fazer trilhas de montain bike, um bom trekking curtindo o ar puro da natureza, praticar um snowboard nas férias, para muitas pessoas não é esporte, pois homem tem que jogar futebol. Eu não sei jogar, mas as vezes eu tento.
Já correr era algo que nunca esteve nos meus planos, exatamente pelo grau de adrenalina em relação ao esforço físico. Prefiro mais adrenalina e menos esforço. Por este motivo, hoje eu rompi uma barreira, a do maior esforço com menos adrenalina. Talvez isto seja mesmo relativo, pois o prazer de se completar uma prova faz seus olhos encherem de lágrimas, ainda mais quando se sai de casa já achando que não conseguirá terminar o percurso.
Estou correndo faz um tempinho, porém nunca havia corrido 10 km, como fiz hoje. Acabo de participar, clandestinamente, da 14º Corrida dos Bombeiros, pela Corpore, assim, a medalha não ficará estampada no peito, mas ficará na memória de quem vem quebrando barreiras ao longo do caminho. Ficará também na memória do meu irmão, que correu ao meu lado todo o trajeto, se preocupando e acima de tudo sendo companheiro.
Percorrendo os 10 km em 01:03’49 e me dá uma média de 6, 3 minutos por km. Muito para quem está acostumado a correr, mas só o começo para quem se predispõe a fazer algo.
A parte da adrenalina ficou toda antes da prova, desde o meio da semana em que o medo começou a tomar conta. A sensação de que não completaria a prova, de que decepcionaria meu irmão, começou a invadir e me deixar com dores antes mesmo de iniciar a prova.
Porém, quando comecei a olhar aquele mar de gente em passos curtos ou largos, cada um no seu tempo, fazendo um som de cavalaria sincronizada, esqueci de qualquer outra coisa. Quando os primeiros passos em ritmos foram dados, só fui parar depois de terminar a prova.
A primeira vez, a gente nunca esquece. E hoje, me sinto bem melhor do que me sentia ontem!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

.momentos.







momento: s. m. Pequeno espaço de tempo. Os filósofos encaram o momento como um instante ou um ponto no tempo. A idéia de momento, ou ponto no tempo, é importante na filosofia, mas não tem nenhuma utilidade científica prática.
1. Espaço pequeno (mas indeterminado) de tempo.
2. Curta duração.
3. Lance, ocasião.
4. Ocasião oportuna.
5. Mecân. Produto de um braço de alavanca pelo peso que se lhe aplica perpendicularmente.
6. Produto de uma força por uma distância qualquer.
7. Produto da massa pela quantidade de movimento.
8. Que faz momices.

Por um momento você se sente aflito em meio aos seus turbilhões, como uma gravata que te prende pelo nó, te puxa pela garganta, sufocando todo aquele ar que ainda te resta. Porém, existem momentos em que você se sente a melhor pessoa do mundo, simplesmente por provocar um sorriso em alguém. Por um momento você esquece de todos os seus problemas e se joga na onda, pelo simples fato de estar feliz e no seu melhor estado de espírito. Há momentos como estes ai, que te jogam pra cima numa adrenalina sem economia, e alguém lá do alto diz: tu és foda!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

.[com 30].

Com 30 você cresce, você envelhece, mas não é por estresse. Você sorri mais, você fala mais, mas não se entristece. A vida te cobra você ignora, mas cansa. Pois afinal não adianta, se parar você dança. Você se lembra da infância, num passado sem distância, que derruba uma lágrima na manga.

Como um cristo sem dor você se liberta de todo o seu rancor, se esquece da ganância de todos aqueles que queria manter distância. Você sobe mais um degrau e sempre com um “zap” na mão gritando “meio pau”, pede por espaço, mesmo quando pára para amarrar “os cadarço”.

Você aprende que cozinhar não é só para mulher, e que seu desempenho está sempre nota 10. Que quando era adolescente seu corte de cabelo não era tão diferente, mas que hoje em dia já não usa mais pente. Lembrança dos tempos de moleque? Tens de 1000! E com aquela barba sempre rala na cara, acredita no futuro do Brasil.

As vezes parece que o tempo passa, mas ainda me pego sentado na praça, sentindo o cheiro da mesma fumaça. Acredite! A música ainda te encanta! E feito louco seja no trânsito, em casa, na rua ou no trampo, você ainda canta. Não bebe mais como antes, é fato, é diferente, se apega à sua cerveja preferida e aprecia, não cansa.

Da paciência você perde mais um grau e seu sarcasmo aumenta, num ritmo constante e natural. Dá valor para coisas que antes não acharia normal, e seus comentários do dia-a-dia, já não são mais só sobre futebol. Cabelos brancos? Ainda não terás! A idade “ta na mente”, e correndo dos flanelinhas e dos crentes, anda sempre com um sorriso “nos dente”.

Não fica mais estressado pra sair de um farol vermelho, pois sabe que seu problema agora é o motoqueiro, este, que está sempre querendo mais, seja uma brecha para entrar, ou um espelho pra chutar. Triste situação, que só tende a piorar.

Nos conceitos pré-estabelecidos você não vai mais acreditar, nem com quem ouve a CBN você quer mais falar. Sua cultura lhe indica que superior a este mundo medonho, você sempre deve estar. Não acredita mais em que o capitalismo vai acabar, mas nas eleições com o seu voto, insiste em anular.

É um tempo de mudança, de fortalecimento e de agregar à base todo este conceito. É um tempo de alegria e de saudade demais, por todos aqueles que por algum motivo ficaram pra trás. É também um tempo, tal como os demais, em que você dorme e acorda em paz, olha sempre para trás e agradece por tudo o que é: obrigado meus pais!

domingo, 14 de junho de 2009

.a.primeira.vez...


... a gente nunca esquece!


Obs.: made by my own two hands! (o curso valeu a pena!)


Obs. 2: Minha Namorada_Nara Leão


Se você quer ser minha namorada

Ah, que linda namorada

Você poderia ser

Se quiser ser somente minha

Exatamente essa coisinha

Essa coisa toda minha

Que ninguém mais pode ser

Você tem que me fazer um juramento

De só ter um pensamento

Ser só minha até morrer

E também de não perder esse jeitinho

De falar devagarinho

Essas histórias de você

E de repente me fazer muito carinho

E chorar bem de mansinho

Sem ninguém saber por quê

Porém, se mais do que minha namorada

Você quer ser minha amada

Minha amada, mas amada pra valer

Aquela amada pelo amor predestinada

Sem a qual a vida é nada

Sem a qual se quer morrer

Você tem que vir comigo em meu caminho

E talvez o meu caminho seja triste pra você

Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos

Os seus braços o meu ninho

No silêncio de depois

E você tem que ser a estrela derradeira

Minha amiga e companheira

No infinito de nós dois

quarta-feira, 10 de junho de 2009

.doze.do.seis.

À ti eu dedico todos estes versos escritos
Não com minha letra que se parece rabisco
Mas com o coração que sempre bate
Junto com o seu, desde o início

Poderia aqui, mil coisas escrever ou mostrar
E sei que todas elas iriam te agradar
Meu apreço por ti é muito maior
Do que a brasa que um dia apaga e vira pó

Aprendi com você que as estrelas morrem diariamente
Mas a lua é única e está sempre sorridente
Mesmo com as pedras que chutamos para os lados
As gracinhas continuam eternas e os gracejos... os gracejos não causam estragos.

Ainda bem que és uma mulher, não como outra
Que todos os dias me deixa com água na boca
És quem me aquieta na maior euforia
E é com quem eu compartilho toda esta alegria!

obs.: ficou meio tosco, eu sei, hehe.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

.o.meu.futuro.

A imagem é distorcida que é para confundir teu foco. Enquanto eles falam de sustentabilidade e aquecimento global, nós vivemos neste inferno, no meio deste caos.

Nosso tráfego cresceu mais que a nossa cidade, não passamos de formigas caminhando em direção aos nossos formigueiros. Sem perder o caminho ou mesmo a direção, sempre nos encontramos no meio desta confusão.

Não nos enganemos, rapaz! No futuro seremos iguais a China, entupiremos o nosso país com rebentos. E no meio de mais um feriado sangrento controlaremos nossa mortalidade para acalmar nossa cidade.

Este é o futuro de toda nação, ficar apenas com a memória de toda raça em extinção. Criaremos ONG’s, Entidades ou qualquer porra enquanto os californianos disserem Aloha. E neles quereremos nos inspirar, em mais um banho de sol sem a camada de ozônio para nos salvar.

Na horizontal não há mais espaço, aqui o crescimento rentável é verticalizado. O sol nascente pode ser observado por entre as frestas aglomeradas de prédios, que se parece com grades gigantes para nos prenderem do diamante.

Felizes eram os Incas que tinham como seus deuses o Sol e a Lua. E de qualquer lado ou posição poderiam observá-los com loucura, de beber “chicha” ou de fumar seu cachimbo, mas ainda sim poderiam ver o infinito.

Sábio Marx que avisava sobre a Revolução Industrial, mas penso que ele não imaginava que depois de um século seria este caos. Empresários e Empreiteiros chamam isto de progresso, mas todos eles se esqueceram da ordem, do futuro e dos princípios, isto sim eu confesso!

Meus netos não conhecerão a natureza e para eles isto será normal. Água pura só haverá engarrafada assim como nossas ruas asfaltadas, que um dia foram de terra, em um passado natural.

Histórias meu pai ainda me conta, histórias de raiz. Pescando peixes em rios ele era muito feliz. Hoje vivemos na poluição, fugindo de ladrão, andando pelo meio fio... e assim será: Pátria Amada, Brasil!