terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

.fé.tropical.

Fala Galera, mais um artigo para o jornal "Chega São Paulo!"

Um dos povos mais mistos em religião é o nosso. Somos um país em que a religião deixa, aos poucos, de ser regional e começa a atravessar barreiras e se difundir por entre as diversas classes que, cada uma com a sua parcela, comandam o nosso país. Isto pode ser tratado também por uma questão cultural e comportamental, visto que todos nós agimos em relação àquilo que nos move.

Somos movidos pela nossa fé, independente de qual seja. Olhando um pouco para fora, mas também ao nosso redor, podemos entender que a fé, aquela que caminha ao lado da religião, passa a ser um tema primordial nos países de 3º mundo. Nós, os subdesenvolvidos, deixamos a religião passar a frente de outros aspectos sobre evolução humana ou até mesmo preceitos mais básicos.

Não entrarei no que tange ao Oriente Médio. Esta, infelizmente, ainda é uma questão subumana, que pior que todos nós, coloca-se a vida de pessoas acima de qualquer outra questão. Triste lermos notícias em que, aos montes, pessoas são mortas em nome de um “deus”, que se é que ele existe, não está nada contente a olhar seus filhos se matando entre si.

Depositamos todas as nossas esperanças em nossa fé, e nos tornamos obcecados por aquilo que o próprio homem criou em seu benefício. O fanatismo gera empregos e lucros astronômicos. Temos medo de dizer em uma conversa ou até preencher algum cadastro informando que não temos ou não seguimos alguma religião. Tudo isto nos foi imposto através do nosso antepassado, já nascemos tendo de freqüentar algo.

O que muitos têm resistência em entender é que nosso cérebro nasce limpo, nascemos puros para tomarmos toda e qualquer decisão que caminha com a nossa alma. Não é porque a sua família segue tal religião que você deve seguir, bem como não é porque seu amiguinho segue tal doutrina que você deve acompanhá-lo. Tudo isso foi criado em benefício de alguém, por trás da cortina, sempre haverá alguém com um charuto na boca cheirando cocaína em notas de cem dólares.

Sejamos mais racionais! Entendamos que se algo te consome é porque não te faz bem, logo porque o torna fanático. O fanatismo nos deixa passos atrás de uma evolução, pois é acompanhado de uma retórica convincente para os fracos. A cada dia em que vivemos nos tornamos mais retrógrados em relação à liberdade propriamente dita. Nos tornamos mesquinhos ao crescimento.

Por quanto tempo mais viveremos presos aos ensinamentos folclóricos que aprendemos? Está na hora de colocarmos algumas coisas nos livros de história ao lado do “saci pererê” e darmos mais um passo adiante.

Pensemos nisso de uma forma livre! Sejamos livre!

Rodrigo "raTo" Seixas - 17/02/2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

pretérito IMPERFEITO

Não deu tempo de contar até três! Eu fugi sem deixar rastro e na nuvem causei mais um estrago. Confesso mas desconverso sobre o que é natural, pois ainda carrego nas costas o peso do fardo por ser tão mal. Foi difícil seguir uma linha reta, que na minha cabeça ela ficou torta e acabou me levando para outra direção.
Se eu errei, agora tenho que acertar algo que para mim é tão difícil, como se me pedissem para achar a raiz cúbica de “x”. Onde na verdade “x” é um elemento neutro que some com o tempo, assim como pensamentos e sentimentos que vão desaparecendo dia após dia.
A bomba finalmente explodiu e uma pena que foi na minha mão! Ta certo que eu acendi o pavio, mas que caralho, por que sempre eu? Tudo poderia ter sido mais simples se eu escolhesse uma vida no campo sentindo o cheiro do mato, ah como eu adoro este cheiro, mas não para sentir sempre.
Com cinto de silício eu aperto a minha perna tentando sentir a dor que causei, não consigo decifrar a sensação, se é de êxtase ou se é mesmo de dor. É só uma pena todo este rancor!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

.desabafO.

Naquela terça-feira eu acordara com a boca seca, aquela adrenalina acostumada a secar a boca também em rodas de “pogo” invadia a minha manhã. O motivo era outro, meio de nerd talvez, mas eu tinha meus motivos para estar assim.
O ovelha negra da família entrara no último semestre da pós-graduação. Pensamentos distantes lembravam como era algo longe ou então incalculável. Me lembro de criança que via meus irmãos estudarem e eu ao chegar na escola não sabia fazer uma conta de dividir com dois números na chave.
Caralho, se isto era surreal para mim, quem dirá ingressar em uma pós-graduação, ainda mais para quem, por um momento, chegou a ser expulso da faculdade. Classe para mim sempre foi sinônimo de conhecer meninas, namorá-las e jogar truco com os camaradas. Isto foi minha adolescência!
Ainda bem que a gente cresce. Ainda bem também que a gente consegue crescer mantendo a nossa personalidade, pois aquele mesmo garotinho de 1,62 m com boné na cabeça ainda mora dentro de mim, só que ele cresceu e buscou ser alguém na vida.
Não tenho religião, mas sempre quando durmo eu rezo o “Pai Nosso” e a “Ave Maria” que aprendi de pequeno com minha mãe, rezo por mim e rezo por ela. Mas sempre faço meu complemento agradecendo pelos pais que sempre tive, por ter saúde, pelo trabalho e também por ter tido a oportunidade de ter estudado.
Pelo menos eu não deixei a vida me levar, eu levei-a. Caso contrário eu ainda estaria sendo sustentado pelos meus pais, que com sacrifício pra lá de doloroso, sempre fizeram de tudo por mim.
Nunca fiz um desabafo tão gostoso, sempre quando escrevo fico atento às pontuações e escrita em si, mas neste as palavras saem sozinhas, apenas as digito. Que engraçado! Eu estou feliz, só isso!
Agora chegara a noite desta mesma terça-feira, eu já voltava pra casa cantando sozinho no carro aquele hardcore gostoso de cantar, aquela melodia que você grita por estar feliz, coisa que só quem gosta de música e é feliz sabe o que estou falando. Nunca cantei tão alto num semáforo sem me preocupar com quem estava do lado... foda-se, era novamente a adrenalina secando a boca. Ta vendo, não é só droga que nos deixa com boca seca!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

.clemência.


na caixa: The Slackers: Soldier.
Enquanto pedimos por clemência em meio a esta turbulência, soldados apáticos em seus postos de comando, todos eles estáticos, observando fatos trágicos sem arredar sequer um passo. Estamos vivendo em círculos, pequenos talvez, decadentes como estrelas cadentes nós vamos vivendo, rangendo os dentes como se fôssemos enfermos deitados numa maca a espera de uma solidária ajuda, que também não vem.

Nos tornamos reféns de um monstro que nós mesmos criamos. Buscamos a nova forma de vida através da sustentabilidade. Palavra que demorei em saber o que era e meu filho certamente nascerá conhecendo todos estes conceitos. Hoje nós vivemos num mundo reciclável e em extinção, coisa bastante diferente para quem nasceu na época do meu irmão.

Nos enchemos de alegria num minuto onde tudo não passa de apenas um sonho, quando na verdade estou apenas cheirando as flores do outono. Num simples passe de mágica me pego preso no trânsito, numa quinta-feira de céu nublado. Mas eu ainda posso ver o sol ... Ah que sol.

Aquela literatura já não me serve mais, algumas lições eu até tive, pois em muitos aspectos eu pensei que não valeria a pena lutar, mas um pingo de lágrima me escorre pelo rosto, toda vez que me pego a lembrar.
raTo!