quinta-feira, 12 de março de 2009

.todo.mundo.

Todo Mundo - Rodrigo “raTo” Seixas

Verdade... “todo mundo” é generalizar demais! Porém, sempre nos pegamos falando que “todo mundo faz tal coisa” ou então que “todo mundo estava em tal lugar” e por ai vai. Isto me fez pensar em algo que até existe alguma relação com “todo mundo”.

“Todo mundo” tem aquela ânsia por ser diferente, por estar na moda, por freqüentar lugares badalados, e é justamente ai que “todo mundo” se torna igual. Ter moicano é punk, franjinha de lado é emo, cabelo colorido também, usar óculos é ser nerd, quem tem tatuagem é drogado e quem coleciona abadá é idiota.

“Todo mundo” vive numa busca constante e desenfreada por encontrar uma identidade. Talvez encontre uma identidade falsa de tanto que se perde no meio de escombros tentando ser alguém. Ao invés de se perder em conceitos criados por uma massa em que, novamente generalizando, sempre tem interesse em alguma coisa, deve-se criar seu próprio conceito.

Já dizia o outro, que “se for para seguir alguém, que seja o seu instinto”. Mas não, “todo mundo” quer seguir alguém, às vezes, mesmo que seja por meios de se expressar, de falar ou até de se vestir. Na expressão, acaba se tornando aqueles famosos chavões, que ao ouvir, podemos imaginar o tipo do interlocutor.

“Todo mundo” se inspira em algum famoso, na menina da novela, no cantor de rap gringo, nas bandas de rock, no seu visinho playboy, no coleguinha malandro, na amiga micareteira, ou naquela que acha cult MPB. Quando o fogo acaba, “todo mundo” corre atrás novamente de algo novo, de uma nova busca e de um novo momento.

Enquanto isso “todo mundo” deixa o seu “eu” sem a oportunidade de conhecer um mundo afora que anseia por lhe conhecer, ajudar a se auto-descobrir e interpretar as razões de “todo mundo” ser o que é. Não se perca no caminho, pois a vida é única, sinta o seu corpo e a sua mente e tente entender o que ele que te mostrar.

Não se torne apenas mais um para as estatísticas, num mundo em que há espaço para todas as adversidades, e em que “todo mundo” pode conviver em harmonia.

3 comentários:

Daniel disse...

Até você se tornar alguém, você é mais um durante mundo tempo. Somos todos juntos durante muito tempo até nos tornarmos alguém.

Não tenho vergonha de dizer, eu demorei muito tempo até ser o que sou, ou pelo menos o meu lado bom que as pessoas gostam, demorou, mas de tanto procurar eu cheguei lá. Mas durante muito tempo eu fui um pouco daqueles que eu gostava, ou sentia prazer de estar perto.

abs

. Cáh . disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniel disse...

Cara, comentando sobre o seu comentário do Oasis na minha postagem, precisamos nos encontrar pq no começo do ano o Noel deu uma entrevista onde ele responde todas as suas críticas sobre as mudanças dessa década.

Pelo que me lembro vc reclama das mudanças desde o album de 2002, e ele fala sobre tudo o que vc queria saber. E eu tive que tirar o chapéu pra ele pq ele responde tudo.

abs

Obs: eu que apaguei a postagem acima, melhorei ela.