quarta-feira, 22 de abril de 2009

.alma.de.guerreiro.

Proporcionalmente inverso àquele guerreiro que solta seu escudo e tira a sua armadura, ele segue a passos largos rangendo os dentes, sempre em direção, esmagando todos à sua frente como um bom combatente deve ser. Sem ter medo de o amanhã não acontecer, de o raiar do sol não puder ver, ou então ficar com medo de ver seu próprio sangue escorrer.

Olhando para o horizonte, mesmo com o sol de frente, numa posição estratégica em que dificulta a visão, seu cajado é segurado com força extrema, sentindo o suor escorrendo pela testa, enrugada de fúria misturada com êxtase para chegar ao seu destino, no meio de mortos e feridos.

No meio do seu dia olhando para o lado, segurando no peito um último trago, antes de soltar a fumaça que o liberta da fúria e o cura da dor. Aquela sensação que bate no peito e lhe arrepia de medo, também faz sentir o ar fresco da caminhada, mesmo que seja para uma luta armada.

Com a respiração ofegante ele dizia para todos os que o acompanhava, que deveriam ser a mudança que queriam ver, e não os deixavam se confundir a isto. Mesmo com aquele olhar ríspido, ele adorava contar todas as suas batalhas e sempre valorizava as suas vitórias.

No meio da noite, quando todos achavam que o surpreenderiam, ele estava com os olhos cerrados, porém com o ouvido atento. Ouviu-se apenas gritos de lamento junto com o barulho de sua lança rasgando peito adentro. Não mais ouvira a dor, sentiu-se apenas aquele calor de final de batalha, mais uma vitória.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

.21st.century.digital.boy.

BAD RELIGION, PORRA!

não posso acreditar no jeito que você parece às vezes
como uma bandeira vagabunda na calçada, oh yeah
e eu não quero as coisas que você está me oferecendo
código de barras simbolizado, rápida identificação, oh yeah

porque eu sou um garoto digital do século XXI
eu não sei como viver mas eu tenho vários brinquedos
meu pai é um preguiçoso intelectual de classe média
minha mãe usa valium, tão ineficaz
a vida não é um mistério, yeah?

não posso explicar as coisas que eles estão dizendo pra mim
parece ya, ya, ya, ya, ya, ya, ya, oh yeah

porque eu sou um garoto digital do século XXI
eu não sei como ler mas eu tenho vários brinquedos
meu pai é um preguiçoso intelectual de classe média
minha mãe usa valium, tão ineficaz
a vida não é um mistério, yeah?

tentei te dizer sobre incontrole mas agora eu realmente não sei
e então você me disse quão mal você teve que sofrer
isso é realmente tudo o que você têm pra oferecer?

pata de gato, garra de ferro
neurocirurgiões berrando por mais inocentes violentados com fogo napalm
tudo que eu quero eu realmente necessito
garoto esquizofrênico do século XXI
garoto vídeo do século XXI
garoto digital do século XXI
garoto sofá do século XXI

quinta-feira, 16 de abril de 2009

.do.lado.de.lá.

Naquele canto da sala ele se estreitava para observar, com tanta vontade, que conseguia localizar a única coisa que queria encontrar. Na caixa, sempre rolando algo para lhe animar, fazendo seguir o dia sem um distúrbio consumar.
De longe... poderia sentir aquela atmosfera se transformando, e todo aquele instinto lhe relembrando de quão puro era o ar naquela parte do ano, onde exatamente Marte e Vênus estariam olhando para Urano.
Ah como era gostoso se lembrar daquelas tardes no campo, em que de prosa, esperando que o Sol se pusesse por completo, sentindo o cheiro do mato, esperando para dar espaço à Lua que também vinha com sua doçura.
No canto esquerdo daquela paisagem podia-se observar uma fumaça bem lá no alto, de longe, meio fora de foco. Era uma paisagem nova que não estava acostumado a ver, no começo ficou com medo de olhar, mas depois passou a gostar.
Repousando sua cabeça em qualquer lugar, conseguindo de todos os seus problemas se libertar apenas com o poder do olhar. Ele ficava esperando o momento certo para de sua janela saltar, encontrando o arco-íris para que pudesse se lembrar de como pequenos momentos poderiam ser tão agradáveis de passar.
Quem sabe algum dia o foco da paisagem começa a se formar...

domingo, 12 de abril de 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

.this.is.not.a.test.




Um raTo! saindo do esgoto, que como sempre não é pra muitos... é pra poucos, não é pra todo mundo, é só pra quem é muito louco. Nadei... nadei pra caralho, mas sempre contando com a última braçada. Quando me dei por mim eu já estava na estrada, sitting on the reefing smoking my spliff. Era tudo o que eu acreditava!

Aqueles gritos que ecoam no ar me fazem lembrar, de como era engraçado tudo naquele lugar. Sempre agradeço aos caras, que “má na rua né não” sempre estiveram lá, exatamente onde precisavam estar e também exatamente como estavam. De repente aquela nostalgia pura cheirando no ar, que com certeza meus caros... vocês têm de acreditar.

E o 3/3 que faz a boca secar! E acreditar também, faz prosperar para nunca chegar a fechar os olhos, e não poder sonhar como aquele molequinho de skate pro alto, sempre viajando, mas que é sempre o primeiro do pódio. Eu também acho! Pode ser difícil de encontrar, mas é como as avós que dizem pros netos, que em algum dia... até as pedras vão se encontrar.

Na caixa, ainda rola no cigar – millencolin, fazendo sempre manter a cabeça pro alto, lembrando de como sempre também battery check caiu muito bem no meu áudio. Me lembro, me lembro como hoje... eu não era só um pivete, já estava curtindo outros ternos, e algumas gravatas também.

Stand and relax... enjoy the feeling. Feel the noise that you’re listening to. Hear the fuckkkn’ problem that someone is talking about and after than tell me if am I wrong? In a short time ago I was the forgotten boy, but now I am the fuckkkn’ guy and I am that you want to be. I so sorry but… burn “moda foca” burn. The lesson: you must to think before you die!

Porque quando a gente morre por dentro não adianta estar vivo, quem disse que eu consigo ouvir todos os seus gritos? Num pulo eu atravessei o rio, raTo! como sempre, hehe, eu gosto disso porque tem mais calor humano. Me despeço sem pensar porque I am rebel... soul rebel, e também sei que nesta cultura eu posso acreditar, porque a minha cabeça não é fácil de domar.

sábado, 4 de abril de 2009

.greve.


enquanto minhas aulas não acabarem, não farei mais a barba!

de repente...

nessas o cabelo entra na dança também... não não, meu cabelo não.
Obs.: foto do ano novo!