quinta-feira, 7 de maio de 2009

a.geração.perdida.

O século XXI se tornou um mundo de “zero e um”. Um mundo de informações binárias, variáveis e criptografadas. Nos colocaram em “xeque” perante a verdade de Matrix paralelamente ao mundo real de uma geração que se perdeu.

O contato hoje se chama “via SMS” e nos faz pensar o quão longe estamos, e a cada dia mais, do verdadeiro toque. Pois o toque que mais fazemos é o do “mouse” para chamar alguém a um “chat” ou via “web cam”. Nos esquecemos a cada vez mais do rosto das pessoas, e nos lembramos da mesma proporção dos seus respectivos e-mails.

A minha geração talvez tenha sido a última antes da Era Digital, pois minha adolescência já foi o começo desta nova Era. Crianças de hoje em dia não soltam mais pipas ou chinesinho (alguém se lembra destes pequenos balões?). Brincadeiras saudáveis como “pega-pega” já faz parte do folclore nacional, e dizer para os filhos que um dia brincou de “polícia e ladrão” é algo que talvez eles nunca entenderão.

Identidade hoje é ter um e-mail, MSN ou Orkut. Currículos para empresas não são mais entregues pelo correio e se alguém quiser saber como você é não precisa mais te perguntar, basta entrar na sua página pessoal da Internet. Para encontrarmos um endereço não procuramos mais no “guia” e sim no “Google Maps”.

Me encanto com o avanço tecnológico, mas me preocupo com o estilo de vida que estaremos sujeitos a viver. Tendinite será como pegar uma gripe e pares de óculos serão na mesma quantidade que camisas. Dores na coluna pela mesma posição serão igualitárias ao cheiro das pessoas que deixaremos de sentir.

Sempre devaneio me questionando aonde chegaremos com todo este avanço e se as pessoas estão preparadas para isto. Cada dia mais nossas crianças deixam de lado o cheiro da brincadeira de roda e passa a sentir o cheiro do plástico do monitor sendo esquentado pela energia consumida.

Dar um “del” em tudo isto já não há mais como, pois o monstro foi criado e está engolindo a todos e se aprimorando a cada fração de segundo. A solução? É conviver com ele, lado a lado, porém, com responsabilidade e nunca deixando de canto a sua bicicleta velha para umas voltas, ou um passeio pelo parque para sentir um ar puro. Até aquela pisada na areia com os pés descalços rejuvenesce, pois no mundo de hoje, quem anda descalço é louco.

2 comentários:

Daniel disse...

Ótimo texto!
Seguramente fazemos parte da última geração anterior a essa tecnologia internética que, sinceramente, não me agrada nas relações pessoais nem um pouco, mas para outras coisas é necessário, pois facilita e temos um grande amontoado de informações. Só tome cuidado pra não pirar, sofrer um TILT ou GAME OVER, rapaz!

abs

ju mancin disse...

o importante é não perder o senso de humanidade...
aproveitar o por do sol, ainda q seja visto da vidraça empoeirada de uma janela no centro da cidade... e toda noite, por pelo menos um minuto, procurar o céu pra ver estrelas, mesmo que embaçadas por nuvens de fumaça...
o monstro taí, a gente só tem q domestica-lo...

deussalve a tecnologia que aproxima as pessoas!

gostei desse post!

beijo,