quinta-feira, 30 de julho de 2009

.nem.tudo.no.inverno.é.frio.

na caixa: The Slackers, Married Girl
http://www.youtube.com/watch?v=0QSRlG6vXmY

Ela corria de tarde
E ele corria de noite
O suor era sempre constante
Naquela tarde de diamante

De hora em hora
E de hora em outra
Ele corria pra fora
Pra beijar a sua boca

À passos largos
Ou à passos curtos
O objetivo é igual
Sempre em frente, e na moral

Olho pro lado e não vejo
Outra imagem no espelho
A não ser aquela
Que conheci em janeiro

Do refúgio eu lembro
Desde que olhei pro céu
E então a Lua veio
Embebedou-me com seu mel

Um sabor doce
Que até hoje me lembro
Quando respiro fundo
E me entorpeço com seu cheiro

quarta-feira, 29 de julho de 2009

.criança.feliz.


“abre os braços, vem, me abraça... eu quero a paz, o amor, me abraça” - rodox


Por um segundo eu volto a ser criança, com uma gargalhada inocente estampada no rosto. Aquela que só criança sente, aquela que é inocente, pura e verdadeira. Como é bom fazer molecagens, enfiar o pé na lama, correr pela grama, fazer coisas “que adulto não faz”.


Ah como fazia tempo que eu não brincava de ser criança novamente! Inventar jogos, brincar livremente, depois cansar. Dormir e acordar. Sem ter com o que se preocupar, e só com coisas boas e inocentes a pensar.


Ser criança é tão bom, e tudo o que queremos é crescer. Brincamos de ser doutor, veterinário, dentista, pois não imaginamos que um dia vamos crescer e nos tornar tudo aquilo em que brincávamos. Isso a gente não sabia, pois a mente era inocente, queria ser grande, importante. Que ironia!


De repente nos tornamos tão ocupados que esquecemos até que algum dia já fomos crianças, já pisamos na lama, já tomamos banho de chuva, ah que saudade que eu estava disso. O eterno moleque aqui tinha se esquecido de um monte de coisas.


Mas as vezes... é bom sentar no chão, olhar para a chama que sai de dentro da lareira, ouvir os estalos da lenha, e sentir o cheiro da natureza. Ai, você se lembra de quem já foi um dia e de quem é hoje. De repente, um riso tímido no rosto surge, é o agradecimento em pensamento por momentos como este, por ser quem se é, e por tudo de bom que lhe acontece.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

.que.venha.o.HALLOWEEN.




Eu ía lhe chamar!


Enquanto corria a barca


Eu ía lhe chamar!


Enquanto corria a barca


sexta-feira, 24 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

.dia.do.amigo.

Amigo... Amigo é um braço da nossa família. Em outras palavras, amigo é a família que a gente escolheu.
É aquela pessoa em que você poderá contar pra tudo, com tudo e a toda hora. É com quem você vai desabafar seus problemas, ouvir soluções, buscar o crescimento e também vai acreditar de olhos vendados.
Amigo não é aquele que vai te dizer sempre só o que você quer ouvir, ele vai te dizer, acima de tudo, a verdade. Colegas lhe dirão apenas o que lhe convém, mas o amigo, pode doer, porém a verdade será dita.
Quando você está “metido” em alguma confusão, o amigo também está. E juntos, arrumarão uma solução para se livrar da encrenca. Se não a arrumarem, pelo menos, juntos estarão encrencados.
É com seu amigo que você vai ouvir sua música favorita e cantar, mesmo que desafinado, mas só pelo prazer de cantar. É do seu amigo que você vai rir quando ele cantar uma letra errada, mesmo que não tenha graça.
É o seu amigo que vai tirar aquele sarro da tua cara, pois só ele tem liberdade pra isso. E se você ficar chateado, foda-se, afinal de contas é teu amigo, tire um sarro dele também.
É teu amigo que lhe dará conselhos, alguns você pode ignorar, mas outros lhe servirão. Os que você ignorar, com certeza será porque já os utilizou em outra ocasião.
É o teu amigo, que mesmo num dia chuvoso vai te acompanhar mesmo que seja para um “programa de índio”. Ele vai te xingar por isso, mas mesmo assim ele te acompanhará, afinal, amigo é fiel.
Enfim, feliz dia do amigo para os meus poucos, porém fieis, amigos!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

.idealizar.e.concretizar.


Correndo no meio da escuridão, não se enxergava quase nada à frente. Não adiantava escolher o lado, que a neblina estava em toda a parte. As vezes eu acordava no meio da madrugada, coçava os olhos e continuava sem enxergar nada. Voltava a dormir e aquele sacolejo no corpo voltava a me incomodar.
O tempo é curto e eu sempre tive que correr contra ele. As vezes faltava perna, as vezes faltava fôlego e as vezes faltava esperança. Fragmentos começavam a se despedaçar e umas poucas almas boas ficaram ao meu lado, tentavam me confortar. Mas quem será que eu posso julgar?
De repente, no meio da multidão, eu sem enxergar mais nada, com as roupas rasgadas e todo sujo de tanto me martirizar, descalço e sem meu habitual boné, pude ver o sol. A sua luz veio direto entrando nos meus olhos, me aquecendo daquele frio maldito, me extasiando com seu calor, com seu acalanto.
Glória à Deus, Santa Luzia e à Nossa Senhora de Aparecida! Glória à todos os santos e à todos aqueles que me fizeram acreditar, antes de tudo, em mim mesmo. Hoje, inicia-se uma nova etapa, mais leve, mais tranqüila e mais segura. Àqueles que estão ao meu lado, o meu muito obrigado.
Hoje, quinta-feira, o dia amanheceu ensolarado, mesmo num dia típico de inverno. Estou sem blusa, pois já não sinto mais aquele frio na espinha, não sinto mais aquela sensação de que o caminho será mais longo que o previsto inicialmente. Não estou mais gordo e não me sinto mais ofegante, agora... eu estou livre, livre para pensar em novos projetos de vida!

Obs.: Idealize e concretize, quem não tem ideais não tem nada, quem não concretiza é apenas mais um sonhador!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

.dia.mundial.do.ROCK.







Eu vim do reggae, demorei pra entender o que era rock. O reggae sempre foi um movimento contra-cultural e eu continuava sem entender o rock. O reggae sempre deixou claro a sua postura social, política e de revolução / rebelião, mas eu ainda não entendia o rock.

Um dia pesquisei sobre uma música que o Bob Marley escreveu, e originalmente não entrou em álbum algum. Adorava as histórias destas músicas, como por exemplo a de “High Tide Low Tide” que não entrou no álbum “Catch a Fire” porque o produtor achou que não seguia a linha das demais músicas do álbum.

Um mero engano, pois uma música que chega aos seus ouvidos dizendo que “na maré alta ou na maré baixa estarei ao seu lado” e também que “na maré alta ou na maré baixa eu serei seu amigo” jamais poderia deixar de entrar em algum álbum, ainda mais se tratando de Jamaica, a terra de ninguém. A terra da violência.

Enfim, a música em que fui pesquisar se chamava “The Punk-Reggae Party”. O título me chamou a atenção justamente por se tratar de um trocadilho com o punk-rock. Já que eu não conhecia o rock, fui querer saber do que se tratava o tal do punk-rock.

Até as pessoas entenderem que desde então eu também gostava de rock, demorou, pois para a maioria eu tinha que justificar as minhas camisetas do Bob Marley, uma para cada dia do mês. Mas eu não mudei, eu apenas agreguei.

Eu descobri que o rock é poesia, o rock é cultura, o rock é rebeldia. O rock é energia, o rock é alegria, o rock é sintonia. Descobri que o rock é política, o rock é manifesto, o rock é protesto. O rock é um dois três quatro, o rock é psicodelia, o rock é histeria.

Deste então o sonho de montar uma banda de reggae teria um fim. Todas as músicas que fiz e todas as letras que escrevi foram com a alma. Em todas as vezes que subi num palco foi literalmente para dar o sangue. Quantas cordas de guitarras eu estourei, quantas músicas eu gritei.

Quantos shows eu assisti e quantas bandas eu aplaudi. Quantas vezes eu errei ao cantar uma letra e quantas vezes eu perdi minha palheta. Puta que o pariu, o rock é roda de pogo, é adrenalina, é emoção que vem do coração. É energia que seca a boca e aumenta a sua pressão.

Infelizmente a nossa cena nacional está fraca, gravadoras continuam atrás de dinheiro e não de bandas. Isto enfraquece e deturpa todo um ideal. Poderíamos ser melhores do que somos hoje, mas infelizmente, na mente de quem está no controle, música é comércio, não é mais cultura.

Pelo menos temos a internet, que sem interferência podemos crescer e evoluir sem barreiras. Podemos descobrir novas bandas e novas letras, para então, criar novas histórias.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

domingo, 5 de julho de 2009

.s.u.p.e.r_a.ç.ã.o.


Sempre pratiquei esportes, talvez, não dos mais convencionais (o que para muitos não é esporte), porém sempre pratiquei. Andar de skate, fazer trilhas de montain bike, um bom trekking curtindo o ar puro da natureza, praticar um snowboard nas férias, para muitas pessoas não é esporte, pois homem tem que jogar futebol. Eu não sei jogar, mas as vezes eu tento.
Já correr era algo que nunca esteve nos meus planos, exatamente pelo grau de adrenalina em relação ao esforço físico. Prefiro mais adrenalina e menos esforço. Por este motivo, hoje eu rompi uma barreira, a do maior esforço com menos adrenalina. Talvez isto seja mesmo relativo, pois o prazer de se completar uma prova faz seus olhos encherem de lágrimas, ainda mais quando se sai de casa já achando que não conseguirá terminar o percurso.
Estou correndo faz um tempinho, porém nunca havia corrido 10 km, como fiz hoje. Acabo de participar, clandestinamente, da 14º Corrida dos Bombeiros, pela Corpore, assim, a medalha não ficará estampada no peito, mas ficará na memória de quem vem quebrando barreiras ao longo do caminho. Ficará também na memória do meu irmão, que correu ao meu lado todo o trajeto, se preocupando e acima de tudo sendo companheiro.
Percorrendo os 10 km em 01:03’49 e me dá uma média de 6, 3 minutos por km. Muito para quem está acostumado a correr, mas só o começo para quem se predispõe a fazer algo.
A parte da adrenalina ficou toda antes da prova, desde o meio da semana em que o medo começou a tomar conta. A sensação de que não completaria a prova, de que decepcionaria meu irmão, começou a invadir e me deixar com dores antes mesmo de iniciar a prova.
Porém, quando comecei a olhar aquele mar de gente em passos curtos ou largos, cada um no seu tempo, fazendo um som de cavalaria sincronizada, esqueci de qualquer outra coisa. Quando os primeiros passos em ritmos foram dados, só fui parar depois de terminar a prova.
A primeira vez, a gente nunca esquece. E hoje, me sinto bem melhor do que me sentia ontem!