quarta-feira, 29 de julho de 2009

.criança.feliz.


“abre os braços, vem, me abraça... eu quero a paz, o amor, me abraça” - rodox


Por um segundo eu volto a ser criança, com uma gargalhada inocente estampada no rosto. Aquela que só criança sente, aquela que é inocente, pura e verdadeira. Como é bom fazer molecagens, enfiar o pé na lama, correr pela grama, fazer coisas “que adulto não faz”.


Ah como fazia tempo que eu não brincava de ser criança novamente! Inventar jogos, brincar livremente, depois cansar. Dormir e acordar. Sem ter com o que se preocupar, e só com coisas boas e inocentes a pensar.


Ser criança é tão bom, e tudo o que queremos é crescer. Brincamos de ser doutor, veterinário, dentista, pois não imaginamos que um dia vamos crescer e nos tornar tudo aquilo em que brincávamos. Isso a gente não sabia, pois a mente era inocente, queria ser grande, importante. Que ironia!


De repente nos tornamos tão ocupados que esquecemos até que algum dia já fomos crianças, já pisamos na lama, já tomamos banho de chuva, ah que saudade que eu estava disso. O eterno moleque aqui tinha se esquecido de um monte de coisas.


Mas as vezes... é bom sentar no chão, olhar para a chama que sai de dentro da lareira, ouvir os estalos da lenha, e sentir o cheiro da natureza. Ai, você se lembra de quem já foi um dia e de quem é hoje. De repente, um riso tímido no rosto surge, é o agradecimento em pensamento por momentos como este, por ser quem se é, e por tudo de bom que lhe acontece.

3 comentários:

Fê Volpi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fê Volpi disse...

O seu texto me fez lembrar da minha infância e da minha ânsia por crescer e me tornar "gente grande"!

Infelizmente, quando somos crianças não damos conta do quanto é bom "ser criança", simplesmente por ser. Por mais que os adultos digam "Aproveita! Quando você crescer não poderá mais fazer isso...", a gente não quer nem saber... só pensa em crescer, crescer e crescer...

Aí, quando a gente cresce e assume todas as responsabilidades do mundo, queremos a todo custo voltar a ser criança... Mas não dá mais! Que pena! Voltaria sem medo, sem receio...

Mas... ainda bem que existem momentos como esse... onde podemos desfrutar um pouquinho das brincadeiras, sem pensar se seremos julgados por isso. Momentos como esse alegram a alma e aliviam o corpo.

Faço um convite: numa tarde de janeiro, vamos tomar banho de chuva, com direito a escorregar de joelhos pelo quintal? hehehe

Juliana disse...

que gosto de pirulito com cheiro de terra entre os dedos tem esse texto!!!
é a vibração por "coisinhas", a liberdade, rato, que fazem a gente não esquecer dessa sensação (a que vc descreveu tão bem) de ser criança nesse mundo de "gente grande"!
se por algum momento eu esqueço de olhar pra vida como criança, ligo pro meu sobrinho!! rsrs... e pronto!
linda foto, lindo lugar, lindo colorido de felicidade!! adorei! rs.