segunda-feira, 13 de julho de 2009

.dia.mundial.do.ROCK.







Eu vim do reggae, demorei pra entender o que era rock. O reggae sempre foi um movimento contra-cultural e eu continuava sem entender o rock. O reggae sempre deixou claro a sua postura social, política e de revolução / rebelião, mas eu ainda não entendia o rock.

Um dia pesquisei sobre uma música que o Bob Marley escreveu, e originalmente não entrou em álbum algum. Adorava as histórias destas músicas, como por exemplo a de “High Tide Low Tide” que não entrou no álbum “Catch a Fire” porque o produtor achou que não seguia a linha das demais músicas do álbum.

Um mero engano, pois uma música que chega aos seus ouvidos dizendo que “na maré alta ou na maré baixa estarei ao seu lado” e também que “na maré alta ou na maré baixa eu serei seu amigo” jamais poderia deixar de entrar em algum álbum, ainda mais se tratando de Jamaica, a terra de ninguém. A terra da violência.

Enfim, a música em que fui pesquisar se chamava “The Punk-Reggae Party”. O título me chamou a atenção justamente por se tratar de um trocadilho com o punk-rock. Já que eu não conhecia o rock, fui querer saber do que se tratava o tal do punk-rock.

Até as pessoas entenderem que desde então eu também gostava de rock, demorou, pois para a maioria eu tinha que justificar as minhas camisetas do Bob Marley, uma para cada dia do mês. Mas eu não mudei, eu apenas agreguei.

Eu descobri que o rock é poesia, o rock é cultura, o rock é rebeldia. O rock é energia, o rock é alegria, o rock é sintonia. Descobri que o rock é política, o rock é manifesto, o rock é protesto. O rock é um dois três quatro, o rock é psicodelia, o rock é histeria.

Deste então o sonho de montar uma banda de reggae teria um fim. Todas as músicas que fiz e todas as letras que escrevi foram com a alma. Em todas as vezes que subi num palco foi literalmente para dar o sangue. Quantas cordas de guitarras eu estourei, quantas músicas eu gritei.

Quantos shows eu assisti e quantas bandas eu aplaudi. Quantas vezes eu errei ao cantar uma letra e quantas vezes eu perdi minha palheta. Puta que o pariu, o rock é roda de pogo, é adrenalina, é emoção que vem do coração. É energia que seca a boca e aumenta a sua pressão.

Infelizmente a nossa cena nacional está fraca, gravadoras continuam atrás de dinheiro e não de bandas. Isto enfraquece e deturpa todo um ideal. Poderíamos ser melhores do que somos hoje, mas infelizmente, na mente de quem está no controle, música é comércio, não é mais cultura.

Pelo menos temos a internet, que sem interferência podemos crescer e evoluir sem barreiras. Podemos descobrir novas bandas e novas letras, para então, criar novas histórias.

2 comentários:

ju mancin disse...

let´s rock!!!

Daniel disse...

Cara, talvez vc nem tenha percebido, mas essa última foto que você colocou na sua postagem, provavelmente é uma referência ao Slash e ao Guns N Roses, repare na Rosa e a Guita que ele mais usava.

abs