segunda-feira, 10 de agosto de 2009

.conflito.eminente.

Não estranhamente somos considerados o país do futebol. Para os mais fanáticos pode ser um orgulho ser lembrado de quatro em quatro anos. Não desmerecendo nossas estrelas do passado que fez um dia o nosso nome ser conhecido por tal. Porém, está na hora de sermos lembrados por outras importâncias, até porque nosso futebol já não é mais o mesmo.

Recentemente um jogador foi expulso por trocar de shorts dentro de campo. Por mais que ele estava com uma lycra por baixo, o Juiz aplicou ao jogador o que lhe cabia de direito, sem pensar se realmente o jogador estava agredindo alguém com a sua atitude. Em outras palavras, a lei foi aplicada ao jogador, quer ele concorde ou não.

Do outro lado do campo, em Brasília, os nossos senhores donos do mundo não se aproveitam da atitude do outro colega, não existiu a ânsia de querer mudar, de querer fazer tudo diferente, não fizeram força pra virar a mesa. Mas espera! Será que temos que pensar desta forma? Precisaremos insistir para que as coisas aconteçam em Brasília? É triste assistir à TV e ouvir escutas telefônicas, atos secretos, nepotismo, além do analfabetismo dos nossos eleitos.

Como pode uma regra de futebol ser respeitada com firmeza e no senado ou onde quer que seja, simplesmente não existir? Se o Presidente, com freqüência, cita exemplos de futebol, por que não se faz uso destes exemplos também?

Até quando, nós trabalhadores decente, nós que só não damos o cu pra ganhar dinheiro, teremos que conviver com isto? Até quando eu vou me matar de trabalhar para pagar as minhas contas e as contas de Brasília? Pois é muito triste você acordar cedo, sair de casa com garra para trabalhar, para ganhar seu dinheiro honestamente, e ao chegar em casa depois de um dia longo e duro de trabalho, ler reportagens como as que lemos freqüentemente.

Existe apenas um lado engraçado de tudo isso. É pior que novela! Pois se você fica um dia ser acompanhar as notícias, no próximo já está sem entender nada, aparecem nomes que você não conhecia, pessoas ligadas a outras pessoas que você já nem sabe mais quem é quem. Tudo é uma continuidade, tudo é uma seqüência, apenas alguns nomes são trocados. Ou alguém ouve falar de Jader Barbalho ainda? Este é antigo. Mas e o Marcos Valério? Este é um pouco recente!

Este problema crônico já virou cultural. É sinônimo de aposentadoria garantida. Pois já é rotina nomes do meio artístico ser esquecido por sua carreira e tentar algo na política. Depois ele faz um show de comício, é lembrado pelo povo, eleito, e nada mudará. Os que não são do meio artístico e já nasceram nesta podridão, também não querem que mude, pois são os maiores beneficiados.

3 comentários:

Juliana disse...

Sabe de uma coisa? eu já desconsidero da minha vida esse tipo de política, não me estresso; acho que agora.. hehehe.. já era (de verdade). Mas ligo mto pra política do dia-a-dia, essa perto da gente: que a gente faz na fila, no mercadinho, no teti-a-teti.
Já te falei do La belle verte, um filme francês que fala de seres de outro planeta vivendo entre os seres humanos?! é imperdível! é encantador, é assustador, é um tapa na cara do comportamento humano...

Fê Volpi disse...

Na Roma Antiga já se dizia: "Dê pão e circo para o povo." Massa aos famintos e muitos espetáculos de combate entre gladiadores...

Hoje não é muito diferente... O senado virou o circo, onde Sarney dá um show e tem sempre convidados especiais. E o povo? Ah... esse não fala nada, apenas se lamenta, fica indignado... mas afinal, falar para que? Se o presidente oferece, junto dos seus companheiros e companheiras, governadores e prefeitos: bolsa família, bolsa remédio, merenda escolar, leve leite... e um monte de benefícios que conforta e acomoda.

Não somos o povo que se cala por benefícios... afinal, não temos benefícios nenhum... Pagamos impostos + impostos + impostos. Tudo por um país melhor! Que ironia! Mas nos calamos do mesmo jeito...

O show vai continuar...
E a gente, assistir...

Histórias como a de Lalau e Marcos Valério vão passar no Vale a pena ver de novo...

Daniel disse...

Não há muito mais o que dizer sobre esses episodios lamentáveis.
Sonegue sempre que puder.
abs