segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

.happy.new.year.

In a short time I was so sad ‘cause I’ve sacrificed myself for someone. Today I live my life for someone… It simple! It so different! I read a few minutes ago a Neruda’s Poem that translates all of this:



Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

.happy.new.year.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

.sonhei.com.uma.estrada.que.levava.ao.nada.


Dead Fish: por paz


Foi difícil acordar e tirar a mente da estagnação.

Perplexidade, medo, apatia e falta de ação.

Sonhei com uma estrada que levava ao nada, e havia uma placa que dizia pra enfrentar os egos ( pessoas) como ele(a)s são.

Pedir por justiça, se fazer entender.

Pois a vaidade e a arrogância dos que tem (poder) passa a ser combustível pra lutar.

Peço paz!! Isso não é demais!!

Por um minuto, eternamente e nada mais.

Era tão sinuosa que quase desisti. Mas em cada curva encontrava em que acreditar.

Uma simples palavra me fez cair. Mas a escuridão me fez cegamente caminhar e continuar tentando.

Peço paz!! Lutar por paz!!

Por um minuto e eternamente e nada mais.

Se tanto faz te peço paz. Paz. Paz (ad infinitum)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

fim.dos.tempos.

E então chegou 2010 e nosso sonho de se tornar uma Nação com uma política honesta foi deixado pra trás. Mais uma vez fomos esquecidos em meio a enchentes, chuvas torrenciais, e a cada buraco que enfiávamos o carro, lembrávamos de quão corruptos são nossos governistas. Para quem não tem carro, a cada ônibus lotado que se enfiavam e espremidos iam até chegar ao destino final, também se lembravam disso.

Não se esquecendo também de quem mora distante e trabalha no centro comercial, chega ao trabalho de trem, um grande meio de transporte que infelizmente não tem controle sob seus passageiros, foi deixado o vandalismo tomar conta. Há até mercados clandestinos dentro dos vagões. É assim que muitos trabalhadores começam seus dias.

Quando chove, além de ficarmos ilhados por muitas vezes, outras vezes sem móveis e até mesmo sem imóveis, a chuva também prejudica a colheita da cana-de-açúcar. Grandes produtores de cana não assumem o prejuízo da colheita e repassam o valor do prejuízo, convertido em centavos no aumento do álcool ao consumidor final, ou seja, nós.

Mais um ano que chega, mesmo com as dúvidas na cabeça, levantaremos todos os dias com a mesma garra de ganhar o dia, matar mais um leão [também do imposto de renda], e dormir um vencedor. Acordaremos todos os dias sabendo que muitos Sarney’s ainda existirão, saberemos também que nomes esquecidos do passado se apresentarão, talvez sem barba, talvez com cabelos diferentes, porém, com o mesmo número do RG.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

.canteiro.de.obras.

Introdução:

Nossa infra-estrutura está correlacionada, paralelamente, com a corrupção. Se observarmos grandes metrópoles ao redor do mundo, poderemos visualizar e por que não vislumbrar, uma realidade muito diferente da nossa. Acredito que temos que se apoiar em metrópoles maiores que a nossa, pois no contrário, seríamos os primeiros.

Por onde andamos, nos deparamos com uma obra inacabada. Isto é comum no nosso país, talvez o correto fosse dizer São Paulo, visto que boa parte do nosso país é carente de serviços e benfeitorias mais básicas, até. O fato é que nos tornamos um canteiro de obras, pelas trocas de partidos nos mandatos, trocas de Prefeitos e Governadores, que quando assumem, querem criar novos projetos mais rentáveis [$$$] e acabam abandonando uma obra já iniciada.

Questionamentos:

Aonde chegaremos com tudo isso? Alguém parou pra pensar que seremos uma cidade de ruínas moderna? Aceitamos calados que uma simples canalização de um córrego perdure por 10 anos até sua conclusão. Não questionamos os valores gastos da obra, as empresas fornecedoras da matéria prima, o prazo de conclusão e até se foi feito o que pedia a licitação.

Nos acostumamos, de uma forma tão exagerada, a não ter nada que ficamos com sorriso nos olhos por uma simples camada de asfalto colocada sobre o buraco no meio da rua. Saneamento básico, como o próprio nome sugere, falta ainda em muitos municípios da nossa cidade, mas em momento algum nos questionamos que tudo isso acontece em pleno século XXI.

Devaneios:

Não é difícil de imaginar uma cidade melhor. Mesmo sendo esta selva de pedras que nos acostumamos a viver, me pego em devaneios onde podemos contar com transporte público de qualidade, alargamento de avenidas que passam por cima de córregos canalizados. Que a indústria de multas deixe de existir, que passe a ser em prol do desenvolvimento humano e que realmente cumpra o objetivo de prevenir acidentes tanto de pedestre quanto de motoristas. Sempre nós que temos a consciência alheia, e por mais que me forço a acreditar que ainda temos chances de mudar, no fundo algo me diz que tudo só tende a piorar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

.pré.natal.

Vivemos um ano em que contemplar o sol foi um fato inédito

Quando aparecia, independente do dia, era motivo de festa

As vezes nos virávamos debaixo d’água pra se livrar do tédio

As vezes não dava, e mesmo que quisesse, a realidade é esta [mas isto já não me interessa]

Pra quem não acreditava em revanche, comecei o ano em desmanche

Mas Deus me deu uma segunda chance e me ordenou seguir adiante

Com uma idéia fixa na cabeça, eu já sabia qual seria a sentença

Nem Juiz ou Advogado, não fui Réu ou Diabo, só me curei do mal-olhado [se é que existe]

Quantas conquistas presenciei, algumas minhas e outras não sei

Um ano cheio de alegria, momentos e confrarias, tudo em plena paz

Pequenas frustrações eu sei, mas termino o ano dizendo que tentei

Não li o manual, não vim aqui pra perder, só aprendi como se faz [sagacidade sempre]

Pode soar como arrogância, mas são apenas diamantes

Que foram lapidados ao longo de um ano em que muletas se quebraram

Algumas portas se fecharam e outras perderam a tranca, que lambança

Ao lado do Meu Amor eu não sinto dor, me libertei daquele estado desesperador [meu verdadeiro amor]

O ano em que pra mim foi considerado o da saúde, chega ao fim

Saúde mental, emocional e também corporal, pois estou com 31

Não quero ser mais um

Daqueles em que o infarto te leva da mesa do bar para dizer: aqui jaz. [livrai-nos do mal, amém]