segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

fim.dos.tempos.

E então chegou 2010 e nosso sonho de se tornar uma Nação com uma política honesta foi deixado pra trás. Mais uma vez fomos esquecidos em meio a enchentes, chuvas torrenciais, e a cada buraco que enfiávamos o carro, lembrávamos de quão corruptos são nossos governistas. Para quem não tem carro, a cada ônibus lotado que se enfiavam e espremidos iam até chegar ao destino final, também se lembravam disso.

Não se esquecendo também de quem mora distante e trabalha no centro comercial, chega ao trabalho de trem, um grande meio de transporte que infelizmente não tem controle sob seus passageiros, foi deixado o vandalismo tomar conta. Há até mercados clandestinos dentro dos vagões. É assim que muitos trabalhadores começam seus dias.

Quando chove, além de ficarmos ilhados por muitas vezes, outras vezes sem móveis e até mesmo sem imóveis, a chuva também prejudica a colheita da cana-de-açúcar. Grandes produtores de cana não assumem o prejuízo da colheita e repassam o valor do prejuízo, convertido em centavos no aumento do álcool ao consumidor final, ou seja, nós.

Mais um ano que chega, mesmo com as dúvidas na cabeça, levantaremos todos os dias com a mesma garra de ganhar o dia, matar mais um leão [também do imposto de renda], e dormir um vencedor. Acordaremos todos os dias sabendo que muitos Sarney’s ainda existirão, saberemos também que nomes esquecidos do passado se apresentarão, talvez sem barba, talvez com cabelos diferentes, porém, com o mesmo número do RG.

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