Vivemos um ano em que contemplar o sol foi um fato inédito
Quando aparecia, independente do dia, era motivo de festa
As vezes nos virávamos debaixo d’água pra se livrar do tédio
As vezes não dava, e mesmo que quisesse, a realidade é esta [mas isto já não me interessa]
Pra quem não acreditava em revanche, comecei o ano em desmanche
Mas Deus me deu uma segunda chance e me ordenou seguir adiante
Com uma idéia fixa na cabeça, eu já sabia qual seria a sentença
Nem Juiz ou Advogado, não fui Réu ou Diabo, só me curei do mal-olhado [se é que existe]
Quantas conquistas presenciei, algumas minhas e outras não sei
Um ano cheio de alegria, momentos e confrarias, tudo em plena paz
Pequenas frustrações eu sei, mas termino o ano dizendo que tentei
Não li o manual, não vim aqui pra perder, só aprendi como se faz [sagacidade sempre]
Pode soar como arrogância, mas são apenas diamantes
Que foram lapidados ao longo de um ano em que muletas se quebraram
Algumas portas se fecharam e outras perderam a tranca, que lambança
Ao lado do Meu Amor eu não sinto dor, me libertei daquele estado desesperador [meu verdadeiro amor]
O ano em que pra mim foi considerado o da saúde, chega ao fim
Saúde mental, emocional e também corporal, pois estou com 31
Não quero ser mais um
Daqueles em que o infarto te leva da mesa do bar para dizer: aqui jaz. [livrai-nos do mal, amém]