segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

.habana.











É difícil explicar o êxtase que te consome ao pisar nas ruas de La Habana, sentir o seu cheiro e conhecer o seu povo que só começa a mostrar seu real lado ao decorrer dos dias. Seus edifícios e casas coloniais, uma arquitetura que faz perdermo-nos na década de quarenta e cinqüenta em meio ao século XXI. Embalados pelo ritmo dos bongôs, maracas muito bem utilizadas, somado à um violão [sem me esquecer do violoncelo] e vozes “muy hermosas” nos dão uma liberdade jamais conquistada.
Suas histórias, suas conquistas e vitórias, também contadas por vozes que acompanham calados uma transição, para muitos uma transgressão, e sonham com uma liberdade que é aguardada pelo futuro da nação. Olhos querendo também ficar atento a tudo que acontece ao redor do globo e não apenas da globo, consultando o mundo com apenas um clique, não querendo ser chique, só pedindo por inclusão.
Ruas muito limpas e arborizadas, esta é La Habana dos seus cinqüenta e um anos de revolução, mas é também La Habana do Caribe, “muy caliente” e aconchegante para todos aqueles em que ela garante, que se está com os olhos abertos consegue-se enxergar outra visão. E esta, eu não quero esquecer. Pois basta-me fechar os olhos e lembrar que muita fortuna o mundo inteiro podem nos dar, mas um belo sorriso, é só La Habana para me conquistar.
Vielas nem tão estreitas e serpenteadas por tantas travessas deixam seu charme orquestral, ressoado pelo canto dos teus belos pássaros e asas que sempre batem aos aconchegantes hotéis, exala-se sempre o aroma de tabaco que é apreciado como nenhum outro lugar. “Me encanta, me gusta” são palavras que saem naturalmente ao olhar em silêncio toda sua silhueta, onde não há outro lugar no mundo com toda a certeza, que mostra suas cicatrizes do passado e consegue dizer com clareza, que está aqui para retornar ao planeta.

sábado, 16 de janeiro de 2010

.antecipando.

Fizemos o que tinha que ser feito, trabalhamos o ano inteiro para esperar por este momento, acreditando que a vida não é feita de lamento e sim de talento. Esperamos a chuva passar para nossos pés às águas banhar. Ali, comecei minha oração, um dos poucos momentos em que falo com a voz do coração. Recordo-me que pedia por saúde, paz e emoção, porque sempre me lembrava dos teus olhos de verão.
Agora... praticamente se passou um mês, estamos no final de janeiro fazendo planos para mais um ano inteiro, e pensar, que quando chegar dezembro olharemos pra trás com muitas saudades, mas jamais, jamais pensaremos em retornar nossos passos. Olharemos novamente pra frente, faremos novos planos e realizá-los-emos um de cada vez.
Hoje embarcaremos para uma nova vida, uma nova experiência nunca vivida antes por mim e nem por você. Quando voltarmos, tudo será o mesmo, porém, ao mesmo tempo tudo será diferente. Dia vinte e três de janeiro não estarei aqui para postar o meu amor por você, muito menos estarei aqui para ratificar o respeito que temos um para com o outro, bem como não deixarei registrado a gratidão que tenho de estar ao seu lado.
Então estou me antecipando, tudo isso porque ao completarmos um ano vivendo lado a lado, um ano de cumplicidade, um ano de intensidade, estaremos mais uma vez... lado a lado, e não aqui e ai.