quarta-feira, 28 de abril de 2010

.você.é.feliz?.



Fixo meus olhos no horizonte, vejo de longe uma flecha sendo lançada, uma bala de revolver sendo disparada, e vejo também aqueles olhos desesperados procurando uma direção. Eu estou do outro lado, sentindo a brisa bater na minha cara e respirando o ar mais puro que os pulmões podem inalar.


Isento-me de todo e qualquer desperdício alheio de palavras mal colocadas ou até mesmo mal profanadas, pois continuo lá, olhando para o horizonte. Desci dois degraus para com ti, poder conversar de igual pra igual, porém, ao retornar pra cima, para o meu lugar original, vejo aquela flecha de perto querendo rasgar o meu pescoço.


Consigo desviar para o lado que escolho e dou de cara com a bala do revolver. Ela é de festim, não tem força para mim. É então que olho para aqueles olhos, que em seu semblante começam a sangrar. Lágrimas de sangue... é o que você está a chorar. Mesmo de longe posso enxergar o contraste do vermelho em sua pele.


Não estou apoiado em ombros de gigantes, já que é de canção que estou a metaforizar. Descobri o novo, experimentei outro sabor e este cheiro de comida salgada demais que às vezes passa pelas minhas narinas, graças a Ele, eu não preciso mais sentir. Com outro paladar, este prato eu não quero mais aplaudir.


A libertação surgiu do inesperado, os laços foram cortados com aquela tesoura de ouro cravejada com diamantes, usada apenas nestas ocasiões. No dia-a-dia ela fica repousada em sua caixa discreta, sem muitos adereços e com o seu interior estofado de seda. Quase nunca foi utilizada, talvez por este motivo que seu corte é feito com bastante precisão.


Como disse um dia alguém dos Ramones que não consigo mais me lembrar, cansei da mesma jaqueta de couro e das calças jeans rasgadas no joelho. Ainda me sinto livre pelos ideais que considero concretos e carrego-os comigo, porém, percebi que para levantar uma bandeira eu não preciso me portar ou aparentar ainda ter quinze anos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

.o.teu.sorriso.o.teu.sabor.e.o.teu.amor.



O teu sorrido não tem cheiro de mar, tem o sabor do campo


É por ele que eu me encanto, onde ouço os acalantos


Aqueles que só você sabe cantar, fáceis de ninar


Canções sussurradas aos meus ouvidos, de leve e ao infinito



No escuro, vejo o desenho do teu corpo, modelado por Deus


Ao claro, vejo o teu sorriso, sempre refletindo ao meu


Olho nos teus olhos e me vejo no espelho, sorrindo


É o reflexo dos teus olhos nos meus, sempre sorrindo



O teu sabor não é salgado como o mar, é doce como o campo


É por ele que eu me encanto e faço os votos mais românticos


Mesmo aqueles que não sei fazer, mas me arrisco a aprender


E se eu errar, sua mão estará estendida para me consolar



O teu amor é verdadeiro, aquele de se entregar por inteiro


Não há dor, não há prantos ou rancor, eu me entrego por amor


Quando fecho os meus olhos, em meus sonhos posso e encontrar


E quando abro-os para me levantar, sua fragrância ainda está no ar