segunda-feira, 27 de setembro de 2010

.ontem.eu.sonhei.

Ontem eu sonhei que descalço eu pisava em seu jardim, e lá não havia uma placa dizendo ser proibido pisar na grama. Andávamos tranquilamente, enquanto de mãos dadas eu dizia o quanto estavam difíceis as coisas aqui embaixo. Você não caminhava com a mesma dificuldade de outrora, mas mesmo assim eu insistia em me preocupar com seus passos. Você me dizia sobre futuro, passado e presente em uma mesma conjugação verbal, foi um pouco difícil de lhe interpretar.

Ontem eu sonhei que você me pedia calma, me pedia tranqüilidade e enquanto ainda caminhávamos sobre um verde sem fim, você me dizia sobre prosperidade, lembrança e saudades, exatamente nesta mesma ordem. Você não me aparentou estar cansado por andar bastante, mas mesmo assim eu ainda me preocupava com seus passos. Depois de você pronunciar duas passagens de “Who the cap fit” do Bob Marley, eu realmente deixei cair uma lágrima.

Este foi o clímax da nossa conversa. De repente tudo se apagou, e quando a luz acendeu novamente eu estava descendo de volta pra casa. Conforme eu descia vagarosamente, uma imagem lá embaixo começava a tomar forma, era o Meu Amor, mais uma vez de braços abertos a me confortar, e sempre a me esperar. Conversamos bastante sobre a minha viagem, que afinal de contas, cheguei cansado e tinha muita coisa pra contar.

Em Quem Couber a Carapuça – Bob Marley

Homens com homens são tão injustos, crianças

Você não se sabe em quem confiar

Seu pior inimigo pode ser seu melhor amigo

E seu melhor amigo seu pior inimigo

Alguns irão sentar e comer com você

Porém por trás eles irão te mau-dizer

Somente seus amigos sabem seu segredo

Então só eles podem revela-los

E em quem servir a carapuça deixem-na vestir

Muitos te odiarão fingindo te amar

Por trás tentarão te eliminar

Mas a quem Deus abençoa, ninguém jamais amaldiçoa

Graças ao Senhor, o pior já passou

Hipócritas e parasitas

Virão à tona e farão visita

E se de repente sua noite se tornasse em dia

Muitas pessoas fugiriam

E em quem servir a carapuça deixem-na vestir

Um comentário:

Fê Volpi disse...

Desde segunda-feira leio este texto... e, toda vez, meus olhos se enchem de lágrimas. No coração, aquele aperto. Na garganta, uma voz que não sai.

Sonho ou não... tudo isso se traduz no desejo de estar perto.

Continue sonhando...

E eu estarei sempre de braços abertos te esperando!