segunda-feira, 4 de outubro de 2010

.tempos.de.crise.e.muita.confusão.

Num país em que na década de oitenta apenas milionários tinham telefone fixo, e num presente em que bandidos fazem ligações, tranquilamente, dentro de presídios, não seria difícil de imaginar o resultado das nossas urnas nestas eleições.

Num país em que foi feito de tudo para aniquilar, junto ao voto consciente, a “ficha limpa”, não seria difícil de imaginar que “fichas sujas” se beneficiariam transferindo suas candidaturas para cônjuges, para enfim se eleger.

Seria muita redundância da minha parte dizer que brasileiro tem memória curta. Eu acredito que o problema é bem maior. Existe uma grande parte do nosso país, infelizmente, que o acesso à cultura e à informação é escasso. A manutenção disso é a força de uma minoria podre que ri [às vezes, dançam] às nossas custas, literalmente.

Riem porque é fácil manter o analfabetismo funcional, é muito cômodo ignorar aquele que, humilde por natureza, é carente de necessidades básicas que eu, você e todo mundo que terá acesso a este texto, não sofremos.

Infelizmente, neste país ainda têm alguns municípios em que água encanada é assistida somente pela televisão e em época de eleição, transporte público é coisa de cidade grande e educação é pra quem sabe escrever, não só o próprio nome.

Estabilidade financeira é sinônimo de cargo público. Propostas políticas que já deveriam ser praxe há anos, são apresentadas em horários gratuitos como um atrativo de votos, ao estilo vendedor de ilusões. Nos sentimos como se estivéssemos buscando alguém que nunca chegará a ser apresentado à nós. Ficamos à mercê daquele número que nos acenderá uma esperança honesta e sincera, que mude para sempre a nossa história política, aquela em que nossos bisnetos lerão nos livros e sentirão orgulho de seus entes terem feito parte desta porra toda.

Um comentário:

Diário de uma paulistana disse...
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